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<title>Latest Articles by guilherme</title>
<link>https://artigopt.com/</link>
<description>Artigos do ArtigoPT</description>
<language>pt-PT</language>
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<title>O FINANCIAMENTO PÚBLICO EXCLUSIVO DE CAMPANHA – UMA CHANCE DE LIBERDADE</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/politica/o-financiamento-p%25c3%259ablico-exclusivo-de-campanha-a%2580-uma-chance-de-liberdade.html</link>
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<pubDate>Sat, 18 May 2013 20:58:35 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Um dos temas que certamente permear&aacute; as discuss&otilde;es no Congresso Nacional esse ano &eacute; sobre o financiamento p&uacute;blico exclusivo para campanhas eleitorais.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em abono da verdade j&aacute; possu&iacute;mos um sistema misto de financiamento de campanha, onde o sistema eleitoral depende da contribui&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos. Assim temos recursos p&uacute;blicos e privados utilizados de forma combinada. A id&eacute;ia &eacute; tornar a campanha eleitoral exclusivamente p&uacute;blica.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Antes de 1997 no Brasil, as despesas feitas em campanhas eram de responsabilidade integral do partido, sendo vedado o financiamento ou custeio de campanhas eleitoral pelos candidatos. Apenas com a introdu&ccedil;&atilde;o da Lei das Elei&ccedil;&otilde;es, &eacute; que permitiu-se as doa&ccedil;&otilde;es para campanhas eleitorais. O sistema misto permite a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos atrav&eacute;s do Fundo Partid&aacute;rio (Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &ndash; 1988, art. 17, &sect;3&ordm; e LOPP, art. 44, III) e gratuidade do hor&aacute;rio para propaganda eleitoral atrav&eacute;s da r&aacute;dio e televis&atilde;o (art. 23 da Lei das Elei&ccedil;&otilde;es), apesar das emissoras terem direito a compensa&ccedil;&atilde;o fiscal (art. 44 e 93 do Decreto n.&ordm; 5.331/2005)</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Lei n.&ordm; 9.504/97 (Lei das Elei&ccedil;&otilde;es), que regulamenta o financiamento de campanhas eleitoral no pa&iacute;s, aduz que a responsabilidade pelas despesas da campanhas &eacute; dos partidos pol&iacute;ticos e seus candidatos, que ficam autorizados a receber doa&ccedil;&otilde;es de pessoas f&iacute;sicas (art. 23,&sect;1&ordm;, inciso I, onde &eacute; permitido at&eacute; 10% dos rendimentos brutos apurados pelo ano anterior a doa&ccedil;&atilde;o) ou jur&iacute;dicas (art. 81, &sect;1&ordm; representando 2% do faturamento bruto do ano anterior), conforme o caso. A lei deve fixar at&eacute; 10 de junho do ano eleitoral, o limite dos gastos de campanha para cada cargo e, caso a lei n&atilde;o o fa&ccedil;a, poder&atilde;o os partidos fixar tais limites, apenas comunicando &agrave; Justi&ccedil;a Eleitora (art. 17 &ndash;A, Lei das Elei&ccedil;&otilde;es).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O art. 18 fixa os limites para os gastos pelos partidos, bem como as multas aplic&aacute;veis em caso de extrapola&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria prevista no projeto de reforma traz o valor de R$ 7,00 reais por eleitor, para custear os valores relativos as campanhas eleitorais.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As ventiladas propostas de reforma ganharam corpo ap&oacute;s os esc&acirc;ndalos do mensal&atilde;o em 2005, quando den&uacute;ncias que agora levaram a condena&ccedil;&atilde;o de alguns membros do Partido dos Trabalhadores - PT, versavam sobre o uso de &ldquo;caixa dois&rdquo; em campanhas pol&iacute;ticas nas elei&ccedil;&otilde;es. E, n&atilde;o deixa de ser no m&iacute;nimo intrigante, justamente o PT a possuir os maiores pol&iacute;ticos interessados no financiamento exclusivo de campanha, que sem emplacar no Congresso Nacional tal reforma, deu inicio a campanha para coleta de assinaturas ao projeto de lei de iniciativa popular, onde constam o financiamento p&uacute;blico exclusivo e o voto em lista fechada.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A realidade desnudada na seara eleitoral reflete que as doa&ccedil;&otilde;es do setor privado acabam por privilegiar pol&iacute;ticos ligados a grandes empresas e corpora&ccedil;&otilde;es, que destinam verbas milion&aacute;rias para campanhas de forma a macular o resultado pelo poder econ&ocirc;mico exercido. Assim, ficam os candidatos escravizados aos desejos dos seus patrocinadores. Cria-se um mecanismo de perpetua&ccedil;&atilde;o da elite no poder.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O financiamento privado gera um gradiente desproporcional entre os candidatos, fazendo prevalecer mais a capacidade arrecadat&oacute;ria deles ao inv&eacute;s de suas propostas ou car&aacute;ter. A matriz da corrup&ccedil;&atilde;o encontra seu principal fomentador justamente no financiamento privado de campanha, vez que a atual legitimidade para realizar tais transa&ccedil;&otilde;es dificulta sobremaneira a atua&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores, na medida que se fossem considerados ilegais, tornaria bem mais f&aacute;cil a persecu&ccedil;&atilde;o das movimenta&ccedil;&otilde;es financeiras e a puni&ccedil;&atilde;o dos corruptos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O disp&ecirc;ndio financeiro das aposta feitas pelos investidores, alimentadas com &ldquo;dinheiro frio&rdquo; e circula&ccedil;&atilde;o monet&aacute;rio em desacordo com as normas legais, exige como contrapartida do candidato a materializa&ccedil;&atilde;o da gratid&atilde;o expressa em vantagens il&iacute;citas, reinvestimentos, licenciamentos, isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, influ&ecirc;ncia no resultado de licita&ccedil;&otilde;es, em suma, atos que tragam o retorno financeiro pretendido pelos investidores.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O financiamento p&uacute;blico possui como ponto favor&aacute;veis: a diminui&ccedil;&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o, vez que n&atilde;o ficaria mais atrelado a favores de investidores privados; acabaria com o &ldquo;caixa dois&rdquo; ou &ldquo;lavagem&rdquo; de dinheiro nas campanhas traria transpar&ecirc;ncia e proporcionalidade ao processo democr&aacute;tico, porque ofereceria verbas aos partidos de forma mais igualit&aacute;ria; poderia representar um &iacute;ndice menor de polui&ccedil;&atilde;o e sujeira nas ruas durante o per&iacute;odo eleitoral; haveria a valoriza&ccedil;&atilde;o do interesse p&uacute;blico em detrimento ao privado, bem como a atua&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e com probidade; estabelece limites a arrecada&ccedil;&atilde;o, desestimulando a deslealdade e infidelidade partid&aacute;ria; os patroc&iacute;nios privados irregulares seriam mais facilmente percept&iacute;veis.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O financiamento p&uacute;blico exclusivo pode atuar tamb&eacute;m como agente moralizador e educativo de longo prazo, porquanto desestimula a utiliza&ccedil;&atilde;o do &ldquo;dinheiro sujo&rdquo;.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Aqueles que possuem um posicionamento contr&aacute;rio ao financiamento exclusivo das campanhas, argumentam que: existem mat&eacute;rias mais relevantes para o investimento p&uacute;blico, como seguran&ccedil;a e sa&uacute;de; &eacute; errado impedir um cidad&atilde;o ou empresa privada de apoiar e/ou ajudar financeiramente seu candidato, sendo medida antidemocr&aacute;tica; impediria os partidos menores de crescer com os investimentos particulares; o candidato &eacute; eleito para governar para todos, n&atilde;o podendo ser a maioria punida por crimes de alguns; seria melhor proibir a propaganda eleitoral gratuita na TV (que custa bilh&otilde;es ao er&aacute;rio) e permitir a compra de espa&ccedil;o na TV pelos partidos; o custeamento proporcional levar&aacute; em conta o n&uacute;mero de votos na &uacute;ltima elei&ccedil;&atilde;o, fato que beneficia sobremaneira apenas um partido no pa&iacute;s ultimamente, favorecendo o continu&iacute;smo e hegemonia partid&aacute;ria; na pr&aacute;tica, as contribui&ccedil;&otilde;es privadas continuariam a ocorrer, mas &ldquo;por fora&rdquo;, assim, o financiamento p&uacute;blico apenas representaria mais dinheiro para as campanhas; j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel fiscalizar os gastos de campanha de todos os candidatos; trata-se de renda p&uacute;blica de dif&iacute;cil reversibilidade caso institu&iacute;da;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Alguns cr&iacute;ticos a reforma pol&iacute;tica ainda argumentam que o financiamento p&uacute;blico serve como pano de fundo para atacar e eliminar determinados partidos do cen&aacute;rio pol&iacute;tico, bem como n&atilde;o impediria o continu&iacute;smo da enorme corrup&ccedil;&atilde;o porque seus incentivadores seriam neste momento agraciados com os maiores percentuais de financiamento e poderiam obter recursos indiretos de outros fundos como Sindicatos, ONG&acute;s e entidades sociais e da propaganda natural das estatais demais entidades da m&aacute;quina p&uacute;blica.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">De qualquer sorte, o Projeto de Lei no Senado (PLS) n.&ordm; 268/2011, foi apresentado em 18 de maio de 2005, como conclus&atilde;o dos trabalhos da Comiss&atilde;o de Reforma Pol&iacute;tica do Senado Federal, de autoria dos senadores Jos&eacute; Sarney e Francisco Dornelles. A justificativa do projeto:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;" align="right"><a name="noticia"></a>&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: right; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;" align="right">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;...a proposta do financiamento p&uacute;blico exclusivo das campanhas eleitorais inspira-se na necessidade de redu&ccedil;&atilde;o dos gastos nessas campanhas, que v&ecirc;m crescendo exponencialmente no pa&iacute;s, bem como na necessidade de p&ocirc;r fim &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos n&atilde;o contabilizados, oriundos do chamado &ldquo;caixa 2&rdquo;.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">E prossegue:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em>&nbsp;</em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Cabe, ainda, fazer refer&ecirc;ncia ao princ&iacute;pio da igualdade, inscrito no art. 5&ordm; da nossa Lei Maior. Esse princ&iacute;pio, como ensina a doutrina, est&aacute; voltado n&atilde;o s&oacute; para o aplicador da lei, mas, tamb&eacute;m, para o legislador. E um dos objetivos que os regimes democr&aacute;ticos t&ecirc;m buscado em mat&eacute;ria de elei&ccedil;&otilde;es &eacute; exatamente o tratamento igualit&aacute;rio dos concorrentes ao pleito, de forma a impedir que alguns alcancem a vit&oacute;ria eleitoral, n&atilde;o pelo convencimento das teses e do programa que prop&otilde;em e sim em fun&ccedil;&atilde;o da arregimenta&ccedil;&atilde;o e da pletora de propaganda eleitoral propiciadas pelo seu poder econ&ocirc;mico.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Segue os principais trechos do citado Projeto de Lei:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 38... </span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 3&ordm; Nos anos em que se realizarem elei&ccedil;&otilde;es, ser&atilde;o ainda consignadas ao Tribunal Superior Eleitoral dota&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias correspondentes ao n&uacute;mero de eleitores inscritos em 31 de dezembro do ano anterior, multiplicado por R$7,00 (sete reais), em valor de janeiro de 2011.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 4&ordm; Os recursos or&ccedil;ament&aacute;rios calculados na forma do &sect; 3&ordm; deste artigo ser&atilde;o aplicados exclusivamente pelos partidos pol&iacute;ticos e respectivos candidatos nas campanhas eleitorais.&rdquo; (NR)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 3&ordm; Os recursos referidos no art. 2&ordm; ser&atilde;o distribu&iacute;dos nos termos do art. 41-A da Lei n&ordm; 9.096, de 19 de setembro de 1995.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 4&ordm; Em todos os casos de proporcionalidade partid&aacute;ria de que trata esta Lei, ser&aacute; considerada a legenda partid&aacute;ria pela qual o parlamentar foi eleito na &uacute;ltima elei&ccedil;&atilde;o.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 5&ordm; Os recursos mencionados no artigo anterior ser&atilde;o depositados no Banco do Brasil S/A, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do Tribunal Superior Eleitoral, at&eacute; o dia 20 de cada m&ecirc;s, em 4 (quatro) parcelas mensais, iguais e sucessivas, a partir de maio, e n&atilde;o ser&atilde;o objeto de contingenciamento, sob pena de responsabilidade.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect;1&ordm; omissis...</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 2&ordm; Os recursos recebidos para o financiamento das campanhas ser&atilde;o distribu&iacute;dos entre as diversas elei&ccedil;&otilde;es e candidatos segundo crit&eacute;rios definidos pelo partido pol&iacute;tico.</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 7&ordm; O &sect; 5&ordm; do art. 39 da Lei n&ordm; 9.096, de 1995, passa a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 39...................................................... &sect; 5&ordm; Nos anos em que se realizarem elei&ccedil;&otilde;es, &eacute; vedado o recebimento de doa&ccedil;&otilde;es de que trata este artigo.&rdquo; (NR)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 8&ordm; Os arts. 19, 20, 24 e 28, &sect; 4&ordm;, da Lei n&ordm; 9.504, de 1997, passam a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 19. At&eacute; 10 (dez) dias &uacute;teis ap&oacute;s a escolha de seus candidatos em conven&ccedil;&atilde;o, o partido constituir&aacute; comit&ecirc;s financeiros. ........................................................&rdquo; (NR)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 20. O candidato a cargo eletivo far&aacute;, diretamente ou por interm&eacute;dio de pessoa por ele designada, a administra&ccedil;&atilde;o financeira de sua campanha, usando recursos repassados pelo comit&ecirc;, na forma da lei.&rdquo; (NR)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 24. &Eacute; vedado aos partidos pol&iacute;ticos e aos candidatos receberem doa&ccedil;&otilde;es em dinheiro ou estim&aacute;veis em dinheiro oriundas de pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas e destinadas &agrave;s campanhas eleitorais. Par&aacute;grafo &uacute;nico. A infring&ecirc;ncia da veda&ccedil;&atilde;o estabelecida no<span>&nbsp;</span><em>caput</em><span>&nbsp;</span>sujeita os partidos e candidatos &agrave;s penalidades previstas em lei, inclusive ao indeferimento ou cassa&ccedil;&atilde;o do respectivo registro ou diploma.&rdquo; (NR)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Henrique Fontana (PT-RS) chegou a dizer que s&atilde;o 200 grandes empresas que financiam a maior partes das campanhas pol&iacute;ticas no Brasil. &ldquo;<em>N&atilde;o me venham dizer que isso &eacute; investimento na democracia</em>&rdquo;, discursou Fontana no plen&aacute;rio. &ldquo;<em>O poder do dinheiro vale mais do que a for&ccedil;a das id&eacute;ias. Infelizmente dinheiro resolve e desempata elei&ccedil;&atilde;o</em>&rdquo;, afirmou o deputado &agrave; reportagem. (Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/deputados-enterram-financiamento-publico-de-campanha/, acessado em 12 de maior de 2013, &agrave;s 14:25 horas)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Num passado n&atilde;o muito distante, a cidade de Campinas, interior de S&atilde;o Paulo, sofreu durante com construtoras e empreiteiras do ramo da constru&ccedil;&atilde;o civil, que patrocinavam diversos candidatos, cobrando posteriormente os investimentos realizados em esp&eacute;cie ou favorecimentos atrav&eacute;s da concess&atilde;o irregular de alvar&aacute;s municipais em locais impr&oacute;prios.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O pr&oacute;prio Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para 17 e 24 de junho, a discuss&atilde;o acerca do financiamento p&uacute;blico de campanhas eleitorais. O STF deseja obter informa&ccedil;&otilde;es para o julgamento da A&ccedil;&atilde;o Direita de Inconstitucionalidade &ndash; ADI n.&ordm; 4650, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), institui&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m lan&ccedil;ou um manifesto de apoio ao financiamento p&uacute;blico em parceria com o Movimento de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o Eleitoral (MCCE) e a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O Presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado, durante um evento da entidade, declarou que:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt; letter-spacing: -0.25pt;">&ldquo;No Brasil, h&aacute; concentra&ccedil;&atilde;o de empresas doadoras, ligadas a setores que defendem diretamente gest&otilde;es p&uacute;blicas. [...] Buscamos restringir a forte interfer&ecirc;ncia econ&ocirc;mica na pol&iacute;tica brasileira, onde mais de R$ 1 bilh&atilde;o foi doado nos &uacute;ltimos dez anos apenas por dez empresas, sendo cinco construtoras</span></em><span style="font-size: 11pt; letter-spacing: -0.25pt;">&rdquo; </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">E, segundo Roberto Gurgel, Procurador Geral da Rep&uacute;blica:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&ldquo;<em>A op&ccedil;&atilde;o legislativa pela possibilidade de doa&ccedil;&otilde;es por pessoas jur&iacute;dicas permite uma nefasta coopta&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico pelo poder econ&ocirc;mico.&rdquo;</em> e que o financiamento privado durante a disputa eleitoral poderia causar &ldquo;<em>disparidade crassa entre as possibilidades competitivas e de &ecirc;xito eleitoral dos cidad&atilde;os ricos e pobres</em>.&rdquo;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Alguns movimentos prop&otilde;em que para a transpar&ecirc;ncia nos gastos com as campanhas, seja imposto o uso obrigat&oacute;rio de cart&atilde;o de d&eacute;bito, transfer&ecirc;ncias banc&aacute;rias ou cheques nominais pelos partidos e candidatos no trato com o dinheiro p&uacute;blico, atrav&eacute;s de movimenta&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias em banco oficial.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os partidos j&aacute; recebem recursos p&uacute;blicos do Fundo Partid&aacute;rio (cerca de R$ 300 milh&otilde;es por ano), mais meio bilh&atilde;o a cada dois anos com propaganda eleitoral e cabe a Justi&ccedil;a Eleitoral a operacionaliza&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es. O Tribunal Superior Eleitoral &ndash; TSE, aponta gastos que ultrapassam R$ 3,5 bilh&otilde;es de reais, sendo que o hor&aacute;rio eleitoral gratuito trouxe R$ 606 milh&otilde;es em d&eacute;ficit ao contribuinte brasileiro.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="letter-spacing: -0.25pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="letter-spacing: -0.25pt;">A distribui&ccedil;&atilde;o deve ser feita de forma a n&atilde;o distribuir o pagamento de forma desproporcional entre os partidos, prejudicando os menores em detrimento das bancadas maiores. </span>A equaliza&ccedil;&atilde;o do financiamento p&uacute;blico certamente n&atilde;o acabar&aacute; com a corrup&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, mas representa verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o eleitoral para a redu&ccedil;&atilde;o das irregularidades e ilicitudes que marcam as elei&ccedil;&otilde;es no Brasil.<span style="letter-spacing: -.25pt;"></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Ressalta-se que o financiamento p&uacute;blico exclusivo das campanhas eleitorais est&aacute; diretamente vinculado com a proposta de ado&ccedil;&atilde;o do sistema de lista fechada nas elei&ccedil;&otilde;es para a C&acirc;mara dos Deputados, Assembl&eacute;ias Legislativas, C&acirc;maras de Vereadores e C&acirc;mara Legislativa do Distrito Federal. Isto se deve ao fato que as listas fechadas representariam uma economia significativa ao er&aacute;rio e finalisticamente um d&eacute;ficit menor ao j&aacute; dispendioso custeamento exclusivo p&uacute;blico das campanhas.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Para adequar a reforma pol&iacute;tica, existe a Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o &ndash; PEC n.&ordm; 43/2011, fruto da Comiss&atilde;o de Reforma Pol&iacute;tica do Senado Federal, para a institui&ccedil;&atilde;o de listas fechadas no pa&iacute;s. A PEC prev&ecirc; o seguinte:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 5.25pt; line-height: 18pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 1&ordm; O<span>&nbsp;</span><em>caput</em><span><em>&nbsp;</em></span>do art. 45 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal passa a vigorar com a seguinte reda&ccedil;&atilde;o:&rdquo;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 45. A C&acirc;mara dos Deputados comp&otilde;e-se de representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional, em listas partid&aacute;rias preordenadas, respeitada a altern&acirc;ncia de um nome de cada sexo, em cada Estado, em cada Territ&oacute;rio e no Distrito Federal, na foram da lei.&rdquo;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Tamb&eacute;m justifica a altera&ccedil;&atilde;o do sistema eleitoral para listas fechadas, pois al&eacute;m de menos oneroso aos cofres p&uacute;blicos, afigura-se como mais facilidades no controle dos donativos. E, tal altera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples, vez que alguns entendem at&eacute; que o art. 60, &sect;4&ordm;, II da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 &eacute; inalter&aacute;vel porquanto constituir-se como cl&aacute;usula p&eacute;trea.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Para reduzir os custos das elei&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m se discute atualmente a unifica&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es para os cargos pol&iacute;ticos, ao inv&eacute;s do sistema eleitoral que se movimenta a cada 2 anos.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Na Alemanha, existe o financiamento p&uacute;blico desde 1959, na forma mista de reembolso dos gastos eleitorais e subs&iacute;dio p&uacute;blico de doa&ccedil;&otilde;es privadas. A Fran&ccedil;a proibiu as doa&ccedil;&otilde;es de pessoas jur&iacute;dicas e dos sindicatos desde 1995, prevendo o reembolso de 50% do limite do custeamento eleitoral, aos partidos que tenham aos menos 5% dos votos do eleitorado. Existe espa&ccedil;o p&uacute;blico para campanhas atrav&eacute;s da m&iacute;dia. Os gastos com 10 candidatos &agrave; presid&ecirc;ncia em 2012, custou a eles cerca de 74,2 milh&otilde;es de euros. Na It&aacute;lia o financiamento p&uacute;blico foi institu&iacute;do em 1974, entrando em vigor apenas em 1993 e o reembolso p&uacute;blico com o sistema misto de campanhas eleitorais ocorreu em 1999 (ap&oacute;s obterem o insucesso com o regime p&uacute;blico exclusivo).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Inglaterra, Portugal e Su&eacute;cia s&atilde;o exemplos que tal qual a It&aacute;lia, falharam ao aplicarem o sistema de controle do financiamento p&uacute;blico de campanhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Na Holanda os partidos podem receber dinheiro do Estado e de empresas ou eleitores. A Su&eacute;cia discute a regulamenta&ccedil;&atilde;o das contas eleitorais (a despeito de ser o primeiro pa&iacute;s a instituir a lei de acesso a informa&ccedil;&atilde;o). A Argentina pro&iacute;be empresas de financiar partidos. No M&eacute;xico, as doa&ccedil;&otilde;es privadas n&atilde;o podem superar os financiamentos p&uacute;blicos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os Estados Unidos da Am&eacute;rica &ndash; EUA, valem-se do sistema misto, inclusive com um fundo p&uacute;blico com doa&ccedil;&otilde;es de cidad&atilde;os contribuintes volunt&aacute;rios, o interessante neste caso &eacute; que o candidato tem a op&ccedil;&atilde;o de escolher entre a forma de financiamento e, caso escolha o p&uacute;blico ter&aacute; que obedecer a regras e controles de gastos. O agora presidente Barack Obama, quando era senador e ainda concorria ao cargo, abriu m&atilde;o do financiamento federal p&uacute;blico de sua campanha em detrimento ao privado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina em sua maioria adoram o sistema misto de campanha</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A cultura pol&iacute;tica democr&aacute;tica tem que ser parcialmente reformada para evitar que o radicalismo liberal continue a macular a forma de elei&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos brasileiros, pelos investimentos privados das grandes corpora&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O amadurecimento do processo eleitoral no Brasil permite neste contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico a mudan&ccedil;a da liberdade de financiamento privado e de listas abertas para uma sistem&aacute;tica que privilegie a longo prazo custo menores com campanhas eleitorais e no combate a malversa&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico, escorado pela necessidade de obedi&ecirc;ncia a soberania popular e aos direitos humanos. Ressalta-se, <em>ad nauseam</em>, que combater os casos pontuais de financiamentos privados &ldquo;por fora&rdquo; &eacute; infinitamente mais f&aacute;cil &agrave; ter que continuar a perseguir os rastros do atual permissivo eleitoral. O fato &eacute; que s&atilde;o necess&aacute;rias medidas que mudem o atual quadro pol&iacute;tico que alimenta os elevados &iacute;ndices de esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o, sendo que o financiamento exclusivo de campanha e as listas fechadas s&atilde;o &oacute;timas oportunidades neste sentido.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Fontes:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">1 - Tribunal Superior Eleitoral &ndash; TSE</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">2 &ndash; C&acirc;mara Federal</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">3- Congresso em Foco - </span>http://congressoemfoco.uol.com.br/</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">4 &ndash; Lei n.&ordm; 9.504, de 30 de Setembro de 1997</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">5 &ndash; Lei n.&ordm; 10.406/2002</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">6 &ndash; ALVES, Rubem. Conversas sobre Pol&iacute;tica. Campinas. Versus, 2002</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">7 - ARA&Uacute;JO, Caetano Ernesto Pereira de. Financiamento de campanhas eleitorais. Revista de Informa&ccedil;&atilde;o Legislativa. n&ordm; 161, jun/mar 2004. Bras&iacute;lia-DF. 2004.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">8 - ARIST&Oacute;TELES. A Constitui&ccedil;&atilde;o de Atenas. S&eacute;rie Os Pensadores. Editora Nova Cultura Ltda. S&atilde;o Paulo. 1999.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">9 - BOBBIO, Norberto. A Teoria das Formas de Governo. Editora UnB. Bras&iacute;lia &ndash; DF.1997</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">10 - GASTALDI, Jos&eacute; Petrelli. Elementos de Economia Pol&iacute;tica. S&atilde;o Paulo. Editora Saraiva. 2005.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">11 - WEBER, Max. Ci&ecirc;ncia e Pol&iacute;tica Duas Voca&ccedil;&otilde;es. Editora Martin Claret. S&atilde;o Paulo. 2006.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">12 - CRETELLA J&Uacute;NIOR, Jos&eacute;. Coment&aacute;rios &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988. v. 2. Arts. 5&ordm; (LXVIII a LXXVIII) a 17. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 1989. p. 1108-1109.</p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>PERÍCIA DO INSS: O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO BRASILEIRO</title>
<link>https://artigopt.com/negocios/per%252525252525c3%2525252525258dcia-do-inss-o-campo-de-concentra%252525252525c3%25252525252587%252525252525c3%25252525252583o-brasileiro.html</link>
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<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 19:54:35 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As per&iacute;cias do INSS historicamente t&ecirc;m-se caracterizado como verdadeiros campos de concentra&ccedil;&atilde;o, mantendo segurados ref&eacute;ns numa via sacra de humilha&ccedil;&atilde;o e desgostos at&eacute; a resposta administrativa sobre os benef&iacute;cios requeridos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Imaginem um cen&aacute;rio onde segurados doentes, acidentados, endividados e desesperados s&atilde;o confinados as dezenas e durantes horas, previamente fiscalizados por detectores de metais e vigiados por seguran&ccedil;as armados e truculentos, maltratados com ofensas por servidores no atendimento, enquanto agonizam a espera do perito pronto para humilh&aacute;-los e desengan&aacute;-los quanto as suas pretens&otilde;es e direitos. Essa &eacute; a realidade da maioria das per&iacute;cias m&eacute;dicas realizadas no INSS, que se assemelham aos piores campos de concentra&ccedil;&atilde;o existentes ao longo da hist&oacute;ria da humanidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><strong><span style="font-size: 10.5pt; font-family: inherit;">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Neste campo de exterm&iacute;nio social, </span>os segurados s&atilde;o tratados como n&uacute;meros e a per&iacute;cia afigura-se como um ritual estressante no momento mais vulner&aacute;vel do trabalhador. O INSS condena e mata pela via econ&ocirc;mica os segurados, quando nega o benef&iacute;cio a que t&ecirc;m direito, porquanto os benef&iacute;cios negados destinam-se ao principal respons&aacute;vel pela renda da fam&iacute;lia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os usu&aacute;rios do sistema chegam a esperar durante horas por atendimento tamanho &eacute; o descaso dentro das ag&ecirc;ncias, sendo que em determinado momento a toler&acirc;ncia e paci&ecirc;ncia chegam ao fim. A frieza no atendimento revolta e indigna, por se tratar de um ser humano doente e necessitado de aux&iacute;lio financeiro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A superficialidade das per&iacute;cias causa espanto, a maioria delas &eacute; realizada em poucos minutos, sendo humanamente imposs&iacute;vel diagnosticar alguma doen&ccedil;a neste contexto, especialmente se forem profissionais n&atilde;o especialistas nas doen&ccedil;as espec&iacute;ficas do atendimento. A maioria das per&iacute;cias &eacute; meramente &ldquo;visual&rdquo;, com alguns pedidos do perito para movimentar os bra&ccedil;os, pernas, sentar e levantar, para a defini&ccedil;&atilde;o da incapacidade ou n&atilde;o. Isso quando os laudos n&atilde;o s&atilde;o completamente ignorados. Na pr&aacute;tica, os segurados correm o s&eacute;rio risco de terem seus problemas uniformizados, sem levar em conta as peculiaridades e limita&ccedil;&otilde;es de cada um em recuperar a capacidade laboral.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O aux&iacute;lio-doen&ccedil;a e a aposentadoria por invalidez s&atilde;o benef&iacute;cios que o INSS mais tenta inviabilizar pela via administrativa, atrav&eacute;s de avalia&ccedil;&otilde;es severas nas per&iacute;cias, den&uacute;ncias de cotas de concess&atilde;o e invers&atilde;o de responsabilidades atrav&eacute;s de exig&ecirc;ncia de laudos, exames, atestados e receitas pr&eacute;vias a realiza&ccedil;&atilde;o da per&iacute;cia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A &ldquo;ind&uacute;stria do indeferimento&rdquo; beneficia os servidores do INSS, visto que &eacute; bem mais f&aacute;cil indeferir um benef&iacute;cio a ter que justificar a concess&atilde;o, bem como para as empresas nos casos acident&aacute;rios, visto que a subnotifica&ccedil;&atilde;o e indeferimentos a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios como acident&aacute;rios possibilitam a sonega&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria e contribuem para o n&atilde;o pagamento das indeniza&ccedil;&otilde;es trabalhistas. Essa &ldquo;ind&uacute;stria do indeferimento&rdquo; foi desmascarada por completo em 2011, quando o INSS tornou-se o maior litigante nacional segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justi&ccedil;a &ndash; CNJ. Dados n&atilde;o oficiais revelam que o n&uacute;mero de indeferimentos administrativos de 30% a 80%, dependendo da agencia do INSS.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Uma pr&aacute;tica comum do INSS &eacute; a cessa&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios sem a devida recupera&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores ou sem a pr&eacute;via per&iacute;cia administrativa. <span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O trabalho ou reintegra&ccedil;&atilde;o, muitas vezes s&atilde;o impostos pelos pr&oacute;prios peritos m&eacute;dicos, que informam ao segurado que far&atilde;o &agrave; libera&ccedil;&atilde;o daquele, mesmo sem condi&ccedil;&otilde;es de retorno, vez que os prazos da &ldquo;alta programada&rdquo; e as &ldquo;metas de indeferimento&rdquo; assim os obrigam.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os laudos periciais dos m&eacute;dicos do INSS vivem sob suspeitas e cercados por esc&acirc;ndalos. A diverg&ecirc;ncia diametralmente oposta entre os relat&oacute;rios m&eacute;dicos trazidos pelos trabalhadores e os relat&oacute;rios produzidos pelos peritos justamente com base nos primeiros causa espanto. Se os documentos (atestados, laudos, exames, receitas) s&atilde;o ignorados pelo m&eacute;dico do INSS, especialmente um n&atilde;o-especialista, o resultado &eacute; desastroso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A pol&iacute;tica anti-trabalhista do INSS, com o mau atendimento, nestes abatedouros sociais, leva os segurados a uma via-cr&uacute;cis intensa e burocr&aacute;tica, de diversas per&iacute;cias, negativas, concess&otilde;es, prorroga&ccedil;&otilde;es e reconsidera&ccedil;&otilde;es. A pol&iacute;tica fascista dos atendimentos dos benef&iacute;cios incapacitantes, leva as arbitrariedades e trucul&ecirc;ncias na tratativa dos trabalhadores, quando aqueles apenas requerem os seus direitos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia ao instituir, de forma indistinta, o prazo para o restabelecimento do segurado, fere os preceitos b&aacute;sicos da medicina. Os peritos lastreiam-se numa listagem pr&eacute;-definida e organizada com base no CID-10 (C&oacute;digo Internacional de Doen&ccedil;as) criado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, para classificar e codificar as informa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas. Assim, o m&eacute;dico perito tem apenas que lan&ccedil;ar os CID&acute;s que considerar aplic&aacute;veis ao caso e esperar a resposta do sistema computadorizado para obter o tempo de afastamento do segurado, estipulando tamb&eacute;m o tipo de tratamento a ser realizado (cl&iacute;nico, cir&uacute;rgico, quimioter&aacute;pico e/ou radioter&aacute;pico)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Outra cr&iacute;tica reside no fato que o CID n&atilde;o abrange algumas patologias, tal como a intoxica&ccedil;&atilde;o por analg&eacute;sicos e antipir&eacute;ticos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel objetivar quest&otilde;es subjetivas, tal qual prefixar prazos de 3 (tr&ecirc;s) meses para melhora mas ignorar os prazos para marca&ccedil;&atilde;o de cirurgias na rede p&uacute;blica que podem demorar anos. A vulnerabilidade social e as particularidades dos casos devem ser consideradas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As tabelas impostas pelo INSS em momento algum s&atilde;o utilizadas apenas como orienta&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;dicos, mas como regra absoluta, at&eacute; mesmo para n&atilde;o sofrerem as reprimendas da Autarquia Previdenci&aacute;ria quanto a concess&otilde;es acima do que eles consideram aceit&aacute;vel.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O pior &eacute; que os representantes do INSS, tal como o chefe da Ger&ecirc;ncia Executiva do INSS em Juiz de Fora, Paulo Cirino, acreditam que a tabela deveria servir de par&acirc;metro tamb&eacute;m para os m&eacute;dicos do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Recentemente, o Brasil foi surpreendido com acusa&ccedil;&otilde;es do Poder P&uacute;blico contra uma m&eacute;dica do SUS onde repousam suspeitas de provocar a morte intencional de pacientes para liberar vagas na UTI. Guardada as devidas propor&ccedil;&otilde;es &eacute; exatamente o que o INSS pratica com seus segurados, a ordem de melhora a qualquer custo, sob pena de exterm&iacute;nio econ&ocirc;mico e assistencial.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Se o resultado da per&iacute;cia for insatisfat&oacute;rio ou em contr&aacute;rio a realidade do benefici&aacute;rio, este tem direito a requerer a prorroga&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio (ao menos para ser reavaliada e em caso positivo ver o benef&iacute;cio prorrogado por um tempo superior) ou a reconsidera&ccedil;&atilde;o (em caso de negativa total ao benef&iacute;cio), requerimentos que podem ser formalizados por telefone 135, no site da previd&ecirc;ncia &ndash; www.mpas.gov.br, ou nas ag&ecirc;ncias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O pr&oacute;prio Conselho Federal de Medicina (CFM), atrav&eacute;s da Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 1845, reconheceu oficialmente a Per&iacute;cia M&eacute;dica como uma &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o comum a todas as especialidades m&eacute;dicas, inclusive com certifica&ccedil;&atilde;o emitida pela Sociedade Brasileira de Per&iacute;cia M&eacute;dica, para atender a uma reivindica&ccedil;&atilde;o antiga quanto as per&iacute;cias m&eacute;dicas realizadas do Instituto Nacional de Seguridade Social &ndash; INSS e a falta de padroniza&ccedil;&atilde;o nas avalia&ccedil;&otilde;es.<span style="font-size: 9pt; font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A presen&ccedil;a dos acompanhantes durante a per&iacute;cia ainda tem sido objeto de censura pelos peritos m&eacute;dicos que tem se recusado a cumprir a norma legal. A entidade nacional inclusive se pronunciou contra a medida de transpar&ecirc;ncia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Estranhamente ou n&atilde;o, a corpora&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica emitiu uma nota p&uacute;blica para criticar tamb&eacute;m a ordem do Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia de disponibilizar em cada ag&ecirc;ncia e postos, um exemplar do c&oacute;digo de &eacute;tica m&eacute;dico. Inclusive, dentro do INSS, &eacute; poss&iacute;vel notar que ningu&eacute;m utiliza os crach&aacute;s de identifica&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes n&atilde;o assinam as pr&oacute;prias decis&otilde;es e nem identificam seu n&uacute;mero de registro no Conselho Federal de Medicina, fatos que dificultam a identifica&ccedil;&atilde;o para as den&uacute;ncias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O perito n&atilde;o se d&aacute; sequer ao trabalho de fazer as solicita&ccedil;&otilde;es de procedimentos por escrito, atrav&eacute;s da Solicita&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es ao M&eacute;dico Assistente (SIMA), for&ccedil;ando o segurado a peregrinar atr&aacute;s de relat&oacute;rios e exames contempor&acirc;neos. Via sacra que custa ainda mais dinheiro ao segurado, visto que precisa despender dinheiro para custear exames a relat&oacute;rios, obtidos com celeridade apenas no sistema privado de sa&uacute;de.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span class="movmattexto">Outra situa&ccedil;&atilde;o que revolta &eacute; o jogo de empurra-empurra entre o INSS e a empresas. De um lado, a Autarquia que sabe da doen&ccedil;a, mas libera o segurado, de outro lado, a empresa que igualmente tem ci&ecirc;ncia da doen&ccedil;a e justamente por isso tamb&eacute;m n&atilde;o deseja arcar com as responsabilidade e riscos de um empregado doente/acidentado. O primeiro aduz que aqueles n&atilde;o est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de trabalhar e o outro que n&atilde;o h&aacute; outras fun&ccedil;&otilde;es adequadas para o retorno ao trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span class="movmattexto">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O caminho da humilha&ccedil;&atilde;o no INSS obriga muitos trabalhadores a retornarem ao trabalho ainda doentes ou em recupera&ccedil;&atilde;o do acidente. <span class="movmattexto"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Mas existe o risco de vida real para o retorno a&ccedil;odado do segurado ao mercado de trabalho:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;Consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de</span></em><em><span style="font-size: 11.0pt;"></span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;A vida e a sa&uacute;de do trabalhador estar&atilde;o em risco. Vou dar um exemplo simples: um trabalhador que reclama de dores no peito ter&aacute; direito a 30 dias de afastamento, segundo a tabela de repouso, ou seja, ser&aacute; dispensado da per&iacute;cia. Esta pessoa pode estar com risco de infartar e mesmo assim retornar&aacute; ao trabalho, podendo efetivamente morrer com o esfor&ccedil;o, calor excessivo e stress causado pelas atividades profissionais. Lembremos que mais de 95% dos trabalhadores brasileiros t&ecirc;m que esperar no m&iacute;nimo 180 dias para fazer exames complementares b&aacute;sicos. Isso vale para toda e qualquer doen&ccedil;a&rdquo;.</span></em><span style="font-size: 11.0pt;"> (site:sindmetalsjc.org.br, acessado em 21/03/2013, &agrave;s 22:45 horas) <em><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></em></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em>&nbsp;</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os benef&iacute;cios por incapacidade respondem por mais de 50% dos gastos do INSS e a m&iacute;dia frequentemente traz question&aacute;veis dados negativos sobre o fundo previdenci&aacute;rio no Brasil, mas tais fatos n&atilde;o deveriam servir para justificar a ca&ccedil;a aos acidentados tampouco para mascarar interesses obscuros:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">...</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm; mso-bidi-font-weight: bold;">Governo quer privatizar a Previd&ecirc;ncia</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">"O governo segue um caminho errado. Ele culpa o trabalhador pelo seu pr&oacute;prio adoecimento, que &eacute; causado pelas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho. Como as pessoas que elaboraram e coordenaram essa proposta [novas regras do INSS] s&atilde;o inteligentes e cultas do ponto vista da sa&uacute;de p&uacute;blica, suspeito que a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; realmente a de privatizar essa &aacute;rea da seguridade social"</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">(site:sindmetalsjc.org.br, acessado em 21/03/2013, &agrave;s 22:45 horas) <em><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A per&iacute;cia m&eacute;dica &eacute; um dos problemas mais impactantes no INSS, geralmente relacionada &agrave; defici&ecirc;ncia na quantidade de analistas previdenci&aacute;rios ou na qualidade deles, vez que muitas vezes as per&iacute;cias s&atilde;o realizadas por m&eacute;dicos n&atilde;o especialistas na doen&ccedil;a ou les&atilde;o em  an&aacute;lise. Tanto &eacute; ca&oacute;tica essa situa&ccedil;&atilde;o que o pr&oacute;prio Conselho de Recursos da Previd&ecirc;ncia Social tem determinando de pronto, a rean&aacute;lise da maioria das per&iacute;cias, quando interposto recurso administrativo pelo segurado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">E, sem contar que a situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria dos locais das per&iacute;cias do INSS praticamente obriga os segurados a produzirem todas as provas da doen&ccedil;a ou les&atilde;o incapacitante previamente, sendo inclusive censurados por alguns peritos quando n&atilde;o os trazem para avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Com efeito, a inseguran&ccedil;a emanada pelas per&iacute;cias administrativas, ainda amparadas pelas inconstitucionais &ldquo;altas programadas&rdquo;, imp&otilde;em a composi&ccedil;&atilde;o do rol de pedidos de uma maneira a contemplar as imprevis&iacute;veis atua&ccedil;&otilde;es da autarquia. Sobre a inconstitucionalidade da &ldquo;alta programada&rdquo; que imp&otilde;e prazos pr&eacute;-determinados para a melhora do segurado,<span> </span><span style="text-decoration: underline;">a qualquer custo</span>, &eacute; de longe, um instituto inconstitucional, que fere os princ&iacute;pios emanados da Constitui&ccedil;&atilde;o, dentre eles o<span> </span><strong>Princ&iacute;pio da Dignidade da Pessoa Humana</strong>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Profetizar uma data de melhora obrigat&oacute;ria, invertendo o &ocirc;nus da prova ao benefici&aacute;rio, contraria todos os estudos m&eacute;dicos conhecidos na atualidade. Ali&aacute;s, interessante que tal atrocidade advenha de uma Orienta&ccedil;&atilde;o Interna Conjunta 1 DIRBEN/PFE<span> secreta</span>, inacess&iacute;vel, impublic&aacute;vel<span> </span>aos benefici&aacute;rios da previd&ecirc;ncia social.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As v&iacute;timas do COPES (Cobertura Previdenci&aacute;ria Estimada), programa deflagrado pelo Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia iniciado em agosto de 2005, com o intuito de reduzir os n&uacute;meros de concess&otilde;es do aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, aux&iacute;lio-acidente e aposentadoria por invalidez, cujo pretexto para a cria&ccedil;&atilde;o do instituto inviabilizador era suprimir fraudes na concess&atilde;o dos benef&iacute;cios e diminuir gastos com as per&iacute;cias, nunca receberam indeniza&ccedil;&atilde;o ou amparo judicial pelos sofrimentos causados pela &ldquo;alta programada&rdquo;. O programa acima ficou conhecido como &ldquo;Data Certa&rdquo; e dizimou milhares de benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, muitos deles mantidos h&aacute; anos e subitamente cessados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O INSS j&aacute; avisou que n&atilde;o se digna a pagar a &ldquo;revis&atilde;o dos aux&iacute;lios&rdquo;, benef&iacute;cios por incapacidade, (aposentadorias por invalidez, pens&otilde;es decorrentes e aux&iacute;lios doen&ccedil;a e acidente) aos segurados no per&iacute;odo entre 1999 a 2002. Apesar de reconhecer que o erro abrange o lapso entre 1999 a 2009, atingindo cerca de 491 mil pessoas, a autarquia seguir&aacute; a ordem decadencial prevista em Lei, limitando o pagamento do erro apenas a 2002 a 2009.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os benef&iacute;cios acident&aacute;rios n&atilde;o alimentam melhor sorte, visto que os percal&ccedil;os internos (e n&atilde;o previstos em Lei) impostos para o reconhecimento e concess&atilde;o dessa modalidade desses benef&iacute;cios acabam por mitigar o direito ao melhor e correto benef&iacute;cio. A aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o dos acidentes ou doen&ccedil;as com a atividade econ&ocirc;mica da empresa, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do Nexo T&eacute;cnico Epidemiol&oacute;gico - NTEP (cuja cria&ccedil;&atilde;o visava justamente a facilita&ccedil;&atilde;o ao reconhecimento destes benef&iacute;cios acident&aacute;rios, mas revelou-se largamente utilizada pelo INSS apenas para fiscaliza&ccedil;&atilde;o e arrecada&ccedil;&atilde;o contra as empresas devedoras). A mudan&ccedil;a autom&aacute;tica e surpresa dos tipos de benef&iacute;cios, a utiliza&ccedil;&atilde;o dos laudos trazidos pelos segurados apenas de forma negativa e a burocracia no preenchimento dos dados do CAT, s&atilde;o outros institutos que deveriam ser revistos para a melhoria das an&aacute;lises m&eacute;dicas, visto que est&atilde;o na contram&atilde;o das boas pr&aacute;ticas m&eacute;dicas, desvirtuando o papel principal do INSS, o atendimento e assist&ecirc;ncia aos segurados durante o infort&uacute;nio m&eacute;dico incapacitante</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">No caso do aux&iacute;lio-acidente, o INSS concede a Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho &ndash; CAT, valor maior que de uma mera comunica&ccedil;&atilde;o, conforme se depreende dos artigos 355 a 360 e artigo 160, &sect;7&ordm;:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;&sect; 7&ordm; Quando o benef&iacute;cio decorrer de acidente de trabalho, <strong>ser&aacute; necess&aacute;rio</strong> o preenchimento e encaminhamento da Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho - CAT, conforme o disposto no art. 336 do RPS.&rdquo;(negritado)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em certa oportunidade, a OAB insurgiu-se contra as per&iacute;cias realizadas em Cuiab&aacute;, com base em den&uacute;ncias assustadoras:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;A mais grave das den&uacute;ncias: peritos est&atilde;o concedendo alta m&eacute;dica a trabalhadores v&iacute;timas de acidentes de trabalho sem examin&aacute;-los e muito menos ler os laudos que acompanham radiografias, resson&acirc;ncias magn&eacute;ticas, tomografias computadorizadas e outros exames sofisticados. Se algu&eacute;m reclama e s&atilde;o poucas as pessoas que t&ecirc;m coragem de se insurgirem contra o tratamento que recebem na per&iacute;cia m&eacute;dica, porque faixas colocadas em pontos estrat&eacute;gicos do setor intimidam os segurados sobre puni&ccedil;&otilde;es a que est&atilde;o sujeitos se ofenderem servidor p&uacute;blico o perito justifica que as altas s&atilde;o programadas pelo INSS atrav&eacute;s do computador, com base na estimativa do tempo de dura&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a m&eacute;dica...&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">(Comiss&atilde;o da OAB encabe&ccedil;a rea&ccedil;&atilde;o contra peritos do INSS em Cuiab&aacute;, site: jusbrasil, acessado em 25/03/2013, &agrave;s 19:57)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">N&atilde;o existem dados oficiais, at&eacute; mesmo em raz&atilde;o do aspecto sigiloso dos processos disciplinares administrativos dentro dos Conselhos Regionais de Medicina, mas diariamente &eacute; poss&iacute;vel constatar a insatisfa&ccedil;&atilde;o pelos maus tratos e descaso ocorridos nas avalia&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em C&aacute;rceres, por exemplo, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal teve que intervir atrav&eacute;s do requerimento de instaura&ccedil;&atilde;o de Inqu&eacute;rito Civil P&uacute;blico, pelas acusa&ccedil;&otilde;es de maus tratos pelos m&eacute;dicos peritos contra diversos usu&aacute;rios do INSS. A m&aacute; qualidade dos servi&ccedil;os prestados, era realizado mediante tratamento &ldquo;humilhante e desumano.&rdquo;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">De outro lado, tamb&eacute;m exp&otilde;e-se a falta &eacute;tica e &agrave; desobedi&ecirc;ncia ao dever funcional de tratar com urbanidade os segurados dos servi&ccedil;os.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Como forma de sanar o problema, recomenda-se que os m&eacute;dicos peritos sejam submetidos a cursos e treinamentos de conscientiza&ccedil;&atilde;o acerca dos deveres e proibi&ccedil;&otilde;es funcionais dos servidores p&uacute;blicos federais; a melhoria do sistema de ouvidoria; a diminui&ccedil;&atilde;o do protecionismo nas proposituras de processos administrativos disciplinares; o aumento da transpar&ecirc;ncia quanto aos trabalhos realizados pelos servidores do povo e o aumento do rigor em caso de reincid&ecirc;ncia delitiva.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A humaniza&ccedil;&atilde;o das per&iacute;cias m&eacute;dicas pelo INSS &eacute; uma reivindica&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, visto que os segurados - trabalhadores acabam por serem vistos e igualados a fraudadores durante o processo de requisi&ccedil;&atilde;o e per&iacute;cia dos benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">N&atilde;o &eacute; incomum que os segurados gravem as conversas realizadas durante o atendimento ou a per&iacute;cia m&eacute;dica, como prova dos maus tratos. Mas os absurdos e certeza de impunidade s&atilde;o tamanhos, que em alguns casos ocorrem &agrave; vista dos demais segurados, nos corredores da Autarquia Previdenci&aacute;ria, tal qual foi exposto no processo julgado perante a 5&ordf; Turma Recursal do Juizado Especial Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o, onde a m&eacute;dica perita havia ofendido a segurada de 83 anos de idade, exposta a situa&ccedil;&atilde;o vexat&oacute;ria, na presen&ccedil;a de v&aacute;rias pessoas, que comparou ela a um &ldquo;caminh&atilde;o velho&rdquo;, sendo aquela condenada solidariamente com o INSS &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o no valor de R$ 10.000,00 &agrave; segurada A.P.O.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&Eacute; improv&aacute;vel reconhecer no pa&iacute;s outra institui&ccedil;&atilde;o que afronte tantos direitos humanos fundamentais como o INSS, &aacute;lamo para procedimentos humilhantes e vexat&oacute;rios, muitos deles que acarretam tamb&eacute;m na fal&ecirc;ncia econ&ocirc;mica de diversos segurados e seus dependentes. Tais il&iacute;citos refletem-se nos tribunais, visto que a Autarquia Previdenci&aacute;ria &eacute; a maior litigante do Brasil, a frente de bancos ou empresas de telefonia. As melhorias no atendimento e per&iacute;cias t&ecirc;m ocorrido em doses homeop&aacute;ticas e as puni&ccedil;&otilde;es s&atilde;o pontuais, sendo que neste contexto por muitos anos ainda veremos no seio das ag&ecirc;ncias do INSS, algo muito pr&oacute;ximo aos campos de concentra&ccedil;&atilde;o mais tenebrosos.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">Fontes:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.0pt;">1 - INSS lidera n&uacute;mero de lit&iacute;gios na Justi&ccedil;a - http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/13874-inss-lidera-numero-de-litigios-na-justica</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.0pt;">2 - Lista do INSS - Tempo estimado para recupera&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional baseado em evid&ecirc;ncias</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">http://www.previdencia.gov.br/arquivos/office/4_120404-104514-005.pdf</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">3 - Comiss&atilde;o da OAB encabe&ccedil;a rea&ccedil;&atilde;o contra peritos do INSS em Cuiab&aacute; - http://oab-mt.jusbrasil.com.br/noticias/285724/comissao-da-oab-encabeca-reacao-contra-peritos-do-inss-em-cuiaba</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal">4 - M&eacute;dico denuncia ataques das novas regras do INSS &ndash;</p>
<p class="MsoNormal">http://www.sindmetalsjc.org.br/imprensa/ultimas-noticias/impressao/1061/medico+denuncia+ataques+das+novas+regras+do+inss.htm</p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>O LADO NEGRO DO INSS - A INVIABILIZAÇÃO DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS PELA AUTARQUIA FEDERAL</title>
<link>https://artigopt.com/negocios/o-lado-negro-do-inss-a-inviabiliza%252525c3%25252587%252525c3%25252583o-dos-benef%252525c3%2525258dcios-previdenci%252525c3%25252581rios-pela-autarquia-federal.html</link>
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<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 20:00:37 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><strong><span style="font-size: 10.5pt; font-family: inherit;">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O Instituto Nacional do Seguro Social &ndash; INSS inviabiliza ou torna propositalmente dif&iacute;cil e burocr&aacute;tica a concess&atilde;o do leque de benef&iacute;cios previstos aos segurados ou seus dependentes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Historicamente os membros da autarquia federal aprenderam a manejar as normas regulamentadoras, tal como portarias internas, ordens de servi&ccedil;o e instru&ccedil;&otilde;es normativas, de forma a subverterem o sistema legal brasileiro, invertendo diametralmente o <span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">conjunto hierarquizado de normas jur&iacute;dicas estruturadas da pir&acirc;mide de Hans Kelsen, fazendo emergir mais import&acirc;ncia &agrave;s normas inferiores que as superiores, para a concess&atilde;o de benef&iacute;cios como aposentadorias pens&otilde;es e aux&iacute;lios. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Dois s&atilde;o os pilares que motivam tais procedimentos pelos seus operadores, o pol&iacute;tico e a facilidade para as modifica&ccedil;&otilde;es que desejarem. O primeiro leva em considera&ccedil;&atilde;o que altera&ccedil;&otilde;es ou reformas na previd&ecirc;ncia social, notadamente no Regime Geral da Previd&ecirc;ncia Social - RGPS s&atilde;o extremamente impopulares e geram como&ccedil;&atilde;o nacional, tal como ocorreu em 1994 com os reajustes e agora em 2012 com a retomada da reforma da previd&ecirc;ncia pelo Congresso Nacional. O pa&iacute;s possui um pequeno rol de benef&iacute;cios previstos no INSS, apenas 10 (dez), cujos valores de pagamento advindos dos sal&aacute;rios de contribui&ccedil;&atilde;o e sal&aacute;rio de benef&iacute;cio s&atilde;o reduzidos em sua maioria a patamares meramente assistenciais e de sobrevida do indiv&iacute;duo. E, as reformas representam invariavelmente que direitos previdenci&aacute;rios duramente conquistados ser&atilde;o ceifados dos trabalhadores, por isso o sentimento de revolta da popula&ccedil;&atilde;o. Os pol&iacute;ticos, por sua natureza, precisam do apre&ccedil;o dos eleitores e o receio de serem estigmatizados por medidas impopulares s&atilde;o pontos que dificultam qualquer altera&ccedil;&atilde;o no regime previdenci&aacute;rio e a tramita&ccedil;&atilde;o regular dos projetos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Tanto que o pr&oacute;prio ex ministro da Previd&ecirc;ncia, Luiz Marinho, s&oacute; foi admitir que o INSS indefere benef&iacute;cios indevidamente e sobrecarrega o Poder Judici&aacute;rio, no final do mandato:</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; color: #090909;">&ldquo;O ministro da Previd&ecirc;ncia, Luiz Marinho, avaliou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobrecarrega a Justi&ccedil;a ao indeferir (rejeitar) em excesso processos de concess&atilde;o de benef&iacute;cios. Ele disse que determinou provid&ecirc;ncias para reverter esse quadro e avaliou que h&aacute; uma mudan&ccedil;a em curso nesse sentido. &lsquo;Determinei que n&oacute;s precisamos passar um pente-fino em todas as nossas instru&ccedil;&otilde;es normativas e portarias, porque o INSS indefere demais e de forma indevida, afirmou.&rdquo;<span class="MsoFootnoteReference"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><strong><span style="font-size: 11.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; color: #090909; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></strong></span><!--[endif]--></span></span></em><em><span style="font-size: 11.0pt;"></span></em></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A declara&ccedil;&atilde;o feita em 2008 pelo ex-ministro Marinho exp&ocirc;s um outro lado desta &ldquo;ind&uacute;stria do indeferimento de benef&iacute;cios&rdquo;, a utiliza&ccedil;&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio para o n&atilde;o pagamento dos benef&iacute;cios, contando com a morosidade e complac&ecirc;ncia daquela. Alguns Juizados Especiais Federais &ndash; JEF&acute;s inclusive aparentam ser meras extens&otilde;es ou &ldquo;quintais&rdquo; do INSS.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Essa &ldquo;ind&uacute;stria do indeferimento&rdquo; foi desmascarada por completo em 2011, quando o INSS tornou-se o maior litigante nacional segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justi&ccedil;a &ndash; CNJ<a name="_ftnref2" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/winx/Meus%20documentos/Guilherme/FC%20ASSOCIADOS/Artigos/Previdenci%C3%A1rio/A%20Inviabiliza%C3%A7%C3%A3o%20de%20Benef%C3%ADcios%20pelo%20INSS.doc#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span><!--[endif]--></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Cumpre lembrar que esta pr&aacute;tica &eacute; comum nestes postos de atendimento do INSS,conforme estudo do IPEA, sendo que 27,6% das reclama&ccedil;&otilde;es dos usu&aacute;rios, est&atilde;o a -burocracia/demora- para receber os benef&iacute;cios/ e o quesito -muitas exig&ecirc;ncias - representam 16%<span class="MsoFootnoteReference"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span><!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Quanto &agrave; facilidade a normatiza&ccedil;&atilde;o da forma que os representantes do INSS bem entenderem, &eacute; outro problema, visto que os atos administrativos internos ou infra-legais n&atilde;o demandam grande vulto para suas aprova&ccedil;&otilde;es e os tecnicismos empregados dificultam a compreens&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">E, a primeira vista, como n&atilde;o alteram publicamente as reda&ccedil;&otilde;es das normas superiores da Lei n.&ordm; 8.213/91, 8.212/91 ou da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, n&atilde;o geram por conseq&uuml;&ecirc;ncia, impopularidade aos pol&iacute;ticos da situa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Todas as normas infra-legais aos textos mencionados n&atilde;o deveriam reduzir, ampliar ou modificar direitos neles previstos, mas n&atilde;o &eacute; o que ocorre na seara previdenci&aacute;ria, sendo rotineiras &agrave;s maculas as ordens hierarquicamente superiores, quase sempre para reduzirem direitos. Isto quando n&atilde;o s&atilde;o institu&iacute;das para inviabilizarem ou tornarem quase imposs&iacute;vel a concess&atilde;o dos benef&iacute;cios, mediante a apresenta&ccedil;&atilde;o de exig&ecirc;ncias diversas e complexas, limita&ccedil;&atilde;o do rol de provas a elementos pr&eacute;-determinados, requerimentos de documentos complementares aos originais ou de obten&ccedil;&atilde;o remota.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Notem que a inviabiliza&ccedil;&atilde;o decorre n&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o da Lei do Plano de Benef&iacute;cios da Previd&ecirc;ncia Social, mas de elementos intr&iacute;nsecos a operacionaliza&ccedil;&atilde;o daqueles benef&iacute;cios frente ao requerimento administrativo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Dados n&atilde;o oficiais revelam que o n&uacute;mero de indeferimentos administrativos de 30% a 80%, dependendo da agencia do INSS. Em Juiz de Fora, 14% dos processos administrativos do INSS est&atilde;o sem solu&ccedil;&atilde;o, sendo que 26% daquele percentual ainda aguardam decis&atilde;o superior ao prazo limite de 45 dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: top;">Em abril de 2012,  a assistente t&eacute;cnica educacional L&uacute;cia Maria de F&aacute;tima Oliveira, 57 anos, relatou que compareceu in&uacute;meras vezes &agrave; ag&ecirc;ncia e n&atilde;o conseguiu atendimento:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: top;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; vertical-align: top;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">"Quero fazer a revis&atilde;o do meu benef&iacute;cio de acidente de trabalho, mas, para isso, preciso de um tipo de senha. Eles distribuem apenas dez por dia, e os dias de atendimento s&atilde;o ter&ccedil;a, quarta e quinta. &Eacute; preciso ampliar este tipo de servi&ccedil;o."</span></em><span style="font-size: 11.0pt;"> (http://www.tribunademinas.com.br/economia/14-dos-processos-do-inss-est-o-parados-1.1074208, acessado em 20/02/2013)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Um dos instrumentos mais bizarros para a inviabiliza&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios foi sem d&uacute;vida a exig&ecirc;ncia pelas Instru&ccedil;&otilde;es Normativas n.&ordm; 99/2003, artigo 171, IN n.&ordm; 118/2005, artigo 180, IN n&ordm; 20/2007, do HISTOGRAMA, representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica dos dados emitidos pelo aparelho utilizado para medi&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do ou agentes insalubres que fundamentaram os dados do Perfil Profissiogr&aacute;fico Previdenci&aacute;rio. Ocorre que se a maioria das empresas sequer disp&otilde;e de medi&ccedil;&otilde;es regulares, qui&ccedil;&aacute; poderiam fornecer dados espec&iacute;ficos, especialmente de medi&ccedil;&otilde;es realizadas h&aacute; 20 ou 30 anos atr&aacute;s. O documento exigido complementarmente a apresenta&ccedil;&atilde;o do PPP para o reconhecimento do per&iacute;odo de atividade urbana ou rural como especial, inviabilizava a convers&atilde;o daqueles pedidos de especialidade. Tal ordem absurda n&atilde;o foi repetida nas Instru&ccedil;&otilde;es Normativas seguintes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">S&atilde;o exigidos atualmente dos segurados cerca de 3  a 7 documentos entre PPP e declara&ccedil;&otilde;es, apenas para o reconhecimento de 1 per&iacute;odo de trabalho como especial. Dentre eles, os mencionados no art. 254, &sect;1&ordm; da IN 45/10: o Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional - PCMSO, Programa de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos Ambientais - PPRA, Programa de Gerenciamento de Riscos &ndash; PGR, Programa de Condi&ccedil;&otilde;es e Meio Ambiente de Trabalho na Ind&uacute;stria da Constru&ccedil;&atilde;o &ndash; PCMAT, Laudo T&eacute;cnico de Condi&ccedil;&otilde;es Ambientais do Trabalho - LTCAT, declara&ccedil;&atilde;o de autenticidade pelo representante legal da empresa sobre o PPP, declara&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculo empregat&iacute;cio ou de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o do emissor do PPP.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Nem os per&iacute;odos de atividade urbana ou rural comum escapam a inviabiliza&ccedil;&atilde;o, tanto que a despeito do exposto nos artigos 80 (urbana) a 115 (rural), a Autarquia costumeiramente acaba por desconsiderar o exposto na CTPS, passando a requerer, a cada per&iacute;odo de averba&ccedil;&atilde;o, 3 a 4 documentos para efetivar os per&iacute;odos que bem entender, tais como CPTS, Ficha de Registro, Declara&ccedil;&atilde;o da Empresa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A burocracia e lentid&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o grandes que muitas pessoas quase desistem da busca por seus direitos em sua integralidade. &Agrave;s vezes transparece at&eacute; como se fosse intencional tais atos pelos servidores. A informatiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o reduziu as filas, apenas escondeu a via sacra virtualmente, tanto que continua praticamente imposs&iacute;vel realizar agendamentos todo final de ano. A burocracia informatizada continua, tornando vicioso o avolumento de documentos. Mantendo-se longe do cidad&atilde;o pela burocracia e lentid&atilde;o, o INSS acaba por fomentar a interven&ccedil;&atilde;o de intermedi&aacute;rios ou terceiros que viabilizem e assessorem os segurados, obrigando aqueles a desembolsarem valores com o assessoramento.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O aux&iacute;lio-doen&ccedil;a e a aposentadoria por invalidez s&atilde;o benef&iacute;cios que o INSS tenta inviabilizar pela via administrativa, atrav&eacute;s de avalia&ccedil;&otilde;es severas nas per&iacute;cias, den&uacute;ncias de cotas de concess&atilde;o e invers&atilde;o de responsabilidades atrav&eacute;s de exig&ecirc;ncia de laudos, exames, atestados e receitas pr&eacute;vias a realiza&ccedil;&atilde;o da per&iacute;cia.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; vertical-align: top;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: top;">A per&iacute;cia m&eacute;dica &eacute; um dos problemas mais impactantes no INSS, geralmente relacionada &agrave; defici&ecirc;ncia na quantidade de analistas previdenci&aacute;rios ou na qualidade deles, vez que muitas vezes as per&iacute;cias s&atilde;o realizadas por m&eacute;dicos n&atilde;o especialistas na doen&ccedil;a ou les&atilde;o em an&aacute;lise. Tanto &eacute; ca&oacute;tica essa situa&ccedil;&atilde;o que o pr&oacute;prio Conselho de Recursos da Previd&ecirc;ncia Social tem determinando de pronto, a rean&aacute;lise da maioria das per&iacute;cias, quando interposto recurso administrativo pelo segurado.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: top;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: top;">E, sem contar que a situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria dos locais das per&iacute;cias do INSS praticamente obriga os segurados a produzirem todas as provas da doen&ccedil;a ou les&atilde;o incapacitante previamente, sendo inclusive censurados por alguns peritos quando n&atilde;o os trazem para avalia&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Com efeito, a inseguran&ccedil;a emanada pelas per&iacute;cias administrativas, ainda amparadas pelas inconstitucionais &ldquo;altas programadas&rdquo;, imp&otilde;em a composi&ccedil;&atilde;o do rol de pedidos de uma maneira a contemplar as imprevis&iacute;veis atua&ccedil;&otilde;es da autarquia. Sobre a inconstitucionalidade da &ldquo;alta programada&rdquo; que imp&otilde;e prazos pr&eacute;-determinados para a melhora do segurado,<span> </span><span style="text-decoration: underline;">a qualquer custo</span>, &eacute; de longe, um instituto inconstitucional, que fere os princ&iacute;pios emanados da Constitui&ccedil;&atilde;o, dentre eles o<span> </span><strong>Princ&iacute;pio da Dignidade da Pessoa Humana</strong>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Profetizar uma data de melhora obrigat&oacute;ria, invertendo o &ocirc;nus da prova ao benefici&aacute;rio, contraria todos os estudos m&eacute;dicos conhecidos na atualidade. Ali&aacute;s, interessante que tal atrocidade advenha de uma Orienta&ccedil;&atilde;o Interna Conjunta 1 DIRBEN/PFE<span> secreta</span>, inacess&iacute;vel, impublic&aacute;vel<span> </span>aos benefici&aacute;rios da previd&ecirc;ncia social.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O caminho da humilha&ccedil;&atilde;o no INSS obriga muitos trabalhadores a retornarem ao trabalho ainda doentes ou em recupera&ccedil;&atilde;o do acidente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As v&iacute;timas do COPES (Cobertura Previdenci&aacute;ria Estimada), programa deflagrado pelo Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia iniciado em agosto de 2005, com o intuito de reduzir os n&uacute;meros de concess&otilde;es dos aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, aux&iacute;lio-acidente e aposentadoria por invalidez, cujo pretexto para a cria&ccedil;&atilde;o do instituto inviabilizador era suprimir fraudes na concess&atilde;o dos benef&iacute;cios e diminuir gastos com as per&iacute;cias. O programa acima ficou conhecido como &ldquo;Data Certa&rdquo; e dizimou milhares de benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, muitos deles mantidos h&aacute; anos e subitamente cessados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O INSS j&aacute; avisou que n&atilde;o se digna a pagar a &ldquo;revis&atilde;o dos aux&iacute;lios&rdquo;, benef&iacute;cios por incapacidade, (aposentadorias por invalidez, pens&otilde;es decorrentes e aux&iacute;lios doen&ccedil;a e acidente) aos segurados no per&iacute;odo entre 1999 a 2002. Apesar de reconhecer que o erro abrange o lapso entre 1999 a 2009, atingindo cerca de 491 mil pessoas, a autarquia seguir&aacute; a ordem decadencial prevista em Lei, limitando o pagamento do erro apenas a 2002 a 2009.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">No caso do aux&iacute;lio-acidente, o INSS concede a Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho &ndash; CAT, valor maior que de uma mera comunica&ccedil;&atilde;o, conforme se depreende dos artigos 355 a 360 e artigo 160, &sect;7&ordm;:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;&sect; 7&ordm; Quando o benef&iacute;cio decorrer de acidente de trabalho, <strong>ser&aacute; necess&aacute;rio</strong> o preenchimento e encaminhamento da Comunica&ccedil;&atilde;o de Acidente de Trabalho - CAT, conforme o disposto no art. 336 do RPS.&rdquo;(negritado)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">No aux&iacute;lio reclus&atilde;o, a surpresa impeditiva recai sobre a limita&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio ao &uacute;ltimo sal&aacute;rio do preso, desconsiderando-se as demais contribui&ccedil;&otilde;es, num teto formulado pela pr&oacute;pria Autarquia previdenci&aacute;ria, bem como na obrigatoriedade da obten&ccedil;&atilde;o de todo o ciclo de transfer&ecirc;ncia do recluso durante o per&iacute;odo do requerimento. O sal&aacute;rio-fam&iacute;lia e maternidade seguem limitadores do mesmo g&ecirc;nero para suas concess&otilde;es.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Pens&atilde;o por Morte &eacute; exemplar para mostrar a inviabiliza&ccedil;&atilde;o proposital pelo INSS dos benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, porquanto consideram taxativo o rol de documentos constantes no Decreto n.&ordm; 3.048/99, artigo 22,&sect;3&ordm; e artigo 46, IN 45/10, bem como imp&otilde;em a vinda de ao menos 3 (tr&ecirc;s) deles, a saber: I - certid&atilde;o de nascimento de filho havido em comum; II - certid&atilde;o de casamento religioso; III - declara&ccedil;&atilde;o do imposto de renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente; IV - disposi&ccedil;&otilde;es testament&aacute;rias; V - declara&ccedil;&atilde;o especial feita perante tabeli&atilde;o; VI - prova de mesmo domic&iacute;lio; VII - prova de encargos dom&eacute;sticos evidentes e exist&ecirc;ncia de sociedade ou comunh&atilde;o nos atos da vida civil; VIII - procura&ccedil;&atilde;o ou fian&ccedil;a reciprocamente outorgada; IX - conta banc&aacute;ria conjunta; X - registro em associa&ccedil;&atilde;o de qualquer natureza, onde conste o interessado como dependente do segurado; XI - anota&ccedil;&atilde;o constante de ficha ou livro de registro de empregados; XII - ap&oacute;lice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua benefici&aacute;ria; XIII - ficha de tratamento em institui&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, da qual conste o segurado como respons&aacute;vel; XIV - escritura de compra e venda de im&oacute;vel pelo segurado em nome de dependente; XV - declara&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o emancipa&ccedil;&atilde;o do dependente menor de vinte e um anos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Pior, denota que se insurge a pr&oacute;pria base legal estipulada no ordenamento jur&iacute;dico brasileiro ao limitar ou taxar como definido o rol de documentos para o reconhecimento do direito ao benef&iacute;cio pelo dependente, atingindo o patrim&ocirc;nio jur&iacute;dico adquirido e os meios de produ&ccedil;&atilde;o de provas pelo Poder Judici&aacute;rio.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada &ndash; BCP, conhecido como LOAS, sofre com a cria&ccedil;&atilde;o interna do INSS sobre a defini&ccedil;&atilde;o de &ldquo;renda&rdquo;. A Autarquia leva em considera&ccedil;&atilde;o apenas a receita do n&uacute;cleo familiar ao inv&eacute;s de descontar as despesas com servi&ccedil;os essenciais e habituais, bem como inclui na apura&ccedil;&atilde;o do valor total da &ldquo;renda&rdquo;, praticamente qualquer pessoa que residir no mesmo local que o segurado. <span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A burocracia interna ainda atrapalha os empreendedores individuais e, quase a metade n&atilde;o consegue terminar o processo de formaliza&ccedil;&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o corretamente. A FENACON aponta que apenas 57% das pessoas conseguem finalizar o procedimento para obter o CNPJ. Sem contar que o n&iacute;vel de detalhamento e a complexidade legal dos processos atravanca a realiza&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O question&aacute;vel &ldquo;d&eacute;ficit da previd&ecirc;ncia&rdquo; n&atilde;o serve como justificativa para o traspasse de direitos assegurados desde a Constitui&ccedil;&atilde;o e nem para que as pessoas fechem os olhos para os desvios de verbas do fundo previdenci&aacute;rio para o pagamento de fins totalmente destitu&iacute;dos do RGPS.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Todos esses apontamentos est&atilde;o na contram&atilde;o da obrigatoriedade da destina&ccedil;&atilde;o do melhor benef&iacute;cio e orienta&ccedil;&atilde;o nesse sentido. Trazido &agrave; baila neste entendimento da JR/CRPS. Confira:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11pt;">JR/CRPS - Enunciado n&ordm;&nbsp; 5</span></strong><span style="font-size: 11pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Refer&ecirc;ncia: Art. 1&ordm;&nbsp;do RBPS (Dec.<span>&nbsp;</span>61/92).</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Remiss&atilde;o: Prejulgado n&ordm;1.</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">"<strong>A Previd&ecirc;ncia Social deve conceder o melhor benef&iacute;cio a que o segurado fizer jus, cabendo ao servidor orient&aacute;-lo nesse sentido</strong>&rdquo;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A primeira altera&ccedil;&atilde;o para a autarquia previdenci&aacute;ria ocorreu apenas com a inclus&atilde;o do 4&ordm;&sect;, art. 458, da IN 20/07:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 458. Caso o segurado requeira novo<span>&nbsp;</span>benef&iacute;cio, poder&aacute; ser utilizada a documenta&ccedil;&atilde;o de processo anterior que tenha sido indeferido, cancelado ou cessado, ressalvados os benef&iacute;cios processados em meio virtual, desde que complemente, se for o caso, a documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o despacho conclusivo.&rdquo;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;&sect; 4&ordm; A Previd&ecirc;ncia Social deve conceder o melhor benef&iacute;cio a que o segurado fizer jus, cabendo ao servidor orientar nesse sentido.&rdquo;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 28.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 28.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Nesse trilhar, &eacute;&nbsp;tamb&eacute;m o entendimento do insigne Professor Wladimir Novaes Martinez, profundo conhecedor do Direito Previdenci&aacute;rio, para o qual a Previd&ecirc;ncia Social deve assegurar o melhor benef&iacute;cio aos seus segurados. Confira trechos de artigo publicado na Revista de Previd&ecirc;ncia Social, editada pela Ltr, em mar&ccedil;o de 2006 sob o t&iacute;tulo &ldquo;<strong>Direito Adquirido a melhor presta&ccedil;&atilde;o&rdquo;:</strong></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 5.0pt; margin-right: 2.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify; line-height: 12.0pt;"><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Por ser muito antigo, mas n&atilde;o anacr&ocirc;nico, uma vez que ainda e sempre inserido no contexto cient&iacute;fico do Direito Previdenci&aacute;rio, jovens estudiosos talvez ignorem o Prejulgado n. 1 da Portaria MTPS n. 3.286/73; &ldquo; Constituindo-se uma das finalidades primordiais da previd&ecirc;ncia social assegurar os meios indispens&aacute;veis de manuten&ccedil;&atilde;o do segurado, nos casos legalmente previstos, deve resultar, sempre que ele venha a implementar as condi&ccedil;&otilde;es para adquirir o direito a um ou a outro benef&iacute;cio, na aplica&ccedil;&atilde;o do dispositivo mais ben&eacute;fico, e na obrigatoriedade de o Instituto segurador orienta-lo, nesse sentido&rdquo; (DOU de 8.10.73).</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Aos que se sentirem prejudicados pelos atos praticados dentro da Autarquia Federal, a responsabilidade civil pela negativa ao benef&iacute;cio, especialmente por sua inviabiliza&ccedil;&atilde;o administrativa, deve ser entendida como o dever de indenizar pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica pelos danos, materiais ou morais, causados a esta em decorr&ecirc;ncia de conduta danosa, gerando o direito ao ressarcimento perante a Justi&ccedil;a Federal.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Independentemente da motiva&ccedil;&atilde;o que leva os representantes do INSS a institu&iacute;rem manobras inviabilizadoras a concess&atilde;o dos benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, o Poder Judici&aacute;rio n&atilde;o deveria ser complacente aos ditames impostos ou subvers&otilde;es criadas contra o ordenamento jur&iacute;dico brasileiro, sob pena de macular todo o sistema legal, gerando inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica at&eacute; interfer&ecirc;ncia de poderes, sustent&aacute;culos dos regimes democr&aacute;ticos, mas principalmente porque afetam injustamente milh&otilde;es de segurados e dependentes do RGPS.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">1 - Tribunal Nacional de Uniformiza&ccedil;&atilde;o &ndash; TNU</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;">2 - Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social. Secretaria de Previd&ecirc;ncia Social, <em>Previd&ecirc;ncia e Estabilidade Social -Curso Formadores em  Previd&ecirc;ncia Social,</em> S&eacute;rie Estudos, 2&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o, Volume 7, 2001, p&aacute;g. 30, 1&ordf; tabela.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;">3 - Entrevista do ex Ministro da Previd&ecirc;ncia Social Luiz Marinho para a Ag&ecirc;ncia Brasil10 no dia 12 de mar&ccedil;o de 2008</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;">4 - INSS lidera n&uacute;mero de lit&iacute;gios na Justi&ccedil;a - http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/13874-inss-lidera-numero-de-litigios-na-justica</p>
<div><!--[if !supportFootnotes]--><br /> 
<hr width="33%" size="1" />
<!--[endif]-->
<div id="ftn1">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt;"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[1]</span></span><!--[endif]--></span></span><span style="font-size: 10.0pt;"> Entrevista do ex Ministro da Previd&ecirc;ncia Social Luiz Marinho para a Ag&ecirc;ncia Brasil10 no dia 12 de mar&ccedil;o de 2008</span></p>
<p class="MsoFootnoteText">&nbsp;</p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt;"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[2]</span></span><!--[endif]--></span></span><span style="font-size: 10.0pt;"> INSS lidera n&uacute;mero de lit&iacute;gios na Justi&ccedil;a - http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/13874-inss-lidera-numero-de-litigios-na-justica</span></p>
<p class="MsoFootnoteText">&nbsp;</p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt;"><!--[if !supportFootnotes]--><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">[3]</span></span><!--[endif]--></span></span><span style="font-size: 10.0pt;"> Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia Social. Secretaria de Previd&ecirc;ncia Social, <em>Previd&ecirc;ncia e Estabilidade Social -Curso Formadores em Previd&ecirc;ncia Social,</em> S&eacute;rie Estudos, 2&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o, Volume 7, 2001, p&aacute;g. 30, 1&ordf; tabela.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText">&nbsp;</p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>A LEI DA FICHA LIMPA E A REVOLUÇÃO ELEITORAL</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/politica/a-lei-da-ficha-limpa-e-a-revolu%2525c3%252587%2525c3%252583o-eleitoral.html</link>
<guid>https://artigopt.com/sociedade/politica/a-lei-da-ficha-limpa-e-a-revolu%2525c3%252587%2525c3%252583o-eleitoral.html</guid>
<pubDate>Sun, 10 Feb 2013 11:02:07 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Diversos setores da sociedade civil brasileira mobilizaram-se, nos anos de 1996 e 1997, atrav&eacute;s da campanha &ldquo;Combatendo a corrup&ccedil;&atilde;o eleitoral&rdquo;, com o objetivo de punir os pol&iacute;ticos que malfadaram a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, aumentar a idoneidade dos candidatos e combater a corrup&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Em abril de 2008, o movimento ganhou for&ccedil;a com a chamada &ldquo;Campanha Ficha Limpa&rdquo;, liderada pelo Movimento de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o Eleitoral &ndash; MCCE.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A press&atilde;o da sociedade fez nascer o Projeto de Lei de Iniciativa Popular n.&ordm; 519/09, que conseguiu reunir cerca de 1,3 milh&atilde;o de assinaturas, estabelecia crit&eacute;rios r&iacute;gidos e impeditivos aos candidatos que pretendiam retornar a algum cargo p&uacute;blico, atrav&eacute;s da Lei Complementar n.&ordm; 64, de 18 de maio de 1990 &ndash; Lei das Inelegibilidades. E, em 04 de junho de 2010, o projeto foi sancionado pelo presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, na Lei Complementar n.&ordm; 135/2010, a alcunhada Lei da Ficha Limpa.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Lei da Ficha Limpa dividiu opini&otilde;es e foi levada a julgamento no Supremo Tribunal Federal &ndash; STF, que reafirmou a legalidade do texto integral, com aplica&ccedil;&atilde;o apenas a partir das elei&ccedil;&otilde;es de outubro de 2012, vez que prevaleceu naquele tribunal a observ&acirc;ncia estrita ao princ&iacute;pio da legalidade e seguran&ccedil;a jur&iacute;dica.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">Dentre as A&ccedil;&otilde;es Diretas de Constitucionalidade propostas, a linha defendida na ADC 30, a Lei da Ficha Limpa foi no sentido que a lei n&atilde;o fere os princ&iacute;pios da razoabilidade ou proporcionalidade, bem como sua aplica&ccedil;&atilde;o a atos anteriores ofende os incisos XXXVI<span> </span>e XL</span><sup> </sup><span style="color: #090909;">do artigo 5&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, porque veio a estabelecer novas hip&oacute;teses de inelegibilidade, neste ponto decorre a constitucionalidade das al&iacute;neas<span>&nbsp;</span><em>c</em>,<span>&nbsp;</span><em>d</em>,<span>&nbsp;</span><em>e</em>,<span>&nbsp;</span><em>f</em>,<span>&nbsp;</span><em>g</em>,<span>&nbsp;</span><em>h</em>,<span>&nbsp;</span><em>j</em>,<span>&nbsp;</span><em>k</em>,<span>&nbsp;</span><em>l</em>,<span>&nbsp;</span><em>m</em>,<span>&nbsp;</span><em>n</em>,<span>&nbsp;</span><em>o</em>,<span>&nbsp;</span><em>p</em><span>&nbsp;</span>e<span>&nbsp;</span><em>q</em>, todos do inciso I do artigo 1&ordm; da Lei Complementar 64/90, com a reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei Complementar 135/2010.</span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="display: none; mso-hide: all;">Havia uma corrente que arg&uuml;ia que a Lei da Ficha Limpa desrespeitava o Princ&iacute;pio da Presun&ccedil;&atilde;o de Inoc&ecirc;ncia, previsto no artigo 5&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="display: none; mso-hide: all;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 144.0pt;"><span style="display: none; mso-hide: all;">Reza o artigo 5&ordm;:</span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 5&ordm; Todos s&atilde;o iguais perante a lei, sem distin&ccedil;&atilde;o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa&iacute;s a inviolabilidade do direito &agrave; vida, &agrave; liberdade, &agrave; igualdade, &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; propriedade, nos termos seguintes:(...)</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 144pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">LVI - ningu&eacute;m ser&aacute; considerado culpado at&eacute; o tr&acirc;nsito em julgado de senten&ccedil;a penal condenat&oacute;ria; (...)</span></em><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;">&rdquo;</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Contudo, o processo penal e eleitoral s&atilde;o independentes e possuem procedimentos diferenciados e se dedicam a fins diversos, n&atilde;o se relacionando o segundo, diretamente com o dispositivo Constitucional, ao menos neste ponto. Prioriza-se a vida pregressa regrada e a tutela coletiva. E, no contexto de registro de candidatura, os Princ&iacute;pios de Probidade Administrativa e Moralidade p&uacute;blica se elevam em detrimento ao da Inoc&ecirc;ncia, ante ao sopesamento de relev&acirc;ncia frente &agrave; sociedade. E, nenhuma liberdade p&uacute;blica &eacute; absoluta.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Um dos maiores questionamentos a nova Lei reside na avalia&ccedil;&atilde;o de fatos pret&eacute;ritos, vez que a Lei n&atilde;o pode retroagir para atingir fatos j&aacute; ocorridos. Contudo, o momento para verifica&ccedil;&atilde;o &eacute; o das elei&ccedil;&otilde;es, no ato do registro da candidatura e, n&atilde;o se trata de retroatividade da lei e sim cumprimento de determina&ccedil;&otilde;es legais em rela&ccedil;&atilde;o ao ato de registro. A mesma justificativa foi utilizada para a declara&ccedil;&atilde;o de constitucionalidade da imposi&ccedil;&atilde;o de inelegibilidade n&atilde;o ser caracterizada como pena de cassa&ccedil;&atilde;o de direitos pol&iacute;ticos, vez que aquele trata-se de requisito de elegibilidade e n&atilde;o san&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m restou prejudicada a arg&uuml;i&ccedil;&atilde;o de afeta&ccedil;&atilde;o da soberania popular, pela sele&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos candidatos, visto que ocorre exatamente o oposto, a valoriza&ccedil;&atilde;o da soberania popular pela exig&ecirc;ncia de probidade e moralidade administrativa do art. 1&ordm;, inciso I, par&aacute;grafo &uacute;nico, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O Ministro Ricardo Lewandowski que foi um dos maiores defensores da Lei da Ficha Limpa, inclusive utilizou o Tribunal Superior Eleitoral &ndash; TSE, para a aplicabilidade daquela ainda em 2010 (apesar de vencido neste ponto, assim como os votos de Joaquim Barbosa e Ayres Britto), destacou que:</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&ldquo;Ao aprovar a Lei da Ficha Limpa, o legislador buscou proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exerc&iacute;cio do mandato e a normalidade e legitimidade das elei&ccedil;&otilde;es. Quando estabeleceu novas hip&oacute;teses de inelegibilidade, a Lei Complementar 135/10 apenas cumpriu comando previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o, que fixou a obriga&ccedil;&atilde;o de considerar a vida pregressa dos candidatos para que se permita ou n&atilde;o a sua candidatura</span></em><span style="font-size: 11pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">.&rdquo;<sup>3</sup></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">No mesmo sentido, Dalmo de Abreu Dallari afirma que:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Outra alega&ccedil;&atilde;o &eacute; que a aplica&ccedil;&atilde;o da Lei da Ficha Limpa a situa&ccedil;&otilde;es estabelecidas anteriormente seria contr&aacute;ria &agrave; regra constitucional que pro&iacute;be a retroatividade. Tamb&eacute;m nesse caso est&aacute; ocorrendo um equ&iacute;voco. De fato, a Constitui&ccedil;&atilde;o pro&iacute;be a aplica&ccedil;&atilde;o retroativa da lei penal, encontrando-se essa interdi&ccedil;&atilde;o em disposi&ccedil;&atilde;o expressa do artigo 5&ordm;, inciso XL, segundo o qual &lsquo;a lei penal n&atilde;o retroagir&aacute;, salvo para beneficiar o r&eacute;u&rsquo;. Ora, n&atilde;o h&aacute; como confundir uma lei que estabelece condi&ccedil;&otilde;es de inelegibilidade, uma lei sobre as condi&ccedil;&otilde;es para o exerc&iacute;cio de direitos pol&iacute;ticos, com uma lei penal. Veja-se que a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o, no j&aacute; referido artigo 14, par&aacute;grafo 9&ordm;, manda que seja considerada a vida pregressa do candidato, ou seja, o que ele fez no passado, para avalia&ccedil;&atilde;o de suas condi&ccedil;&otilde;es de elegibilidade. Assim, pois, n&atilde;o ocorre a alegada inconstitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, porque ela n&atilde;o fixa pena, mas apenas torna expl&iacute;cito um dos aspectos da vida pregressa que podem gerar a inelegibilidade&rdquo;</span></em><span style="font-size: 11.0pt;"> (www.observatoriodaimprensa.com.br, acesso em 21/9/2010)</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">N&atilde;o h&aacute; como desconsiderar totalmente os questionamentos feitos pelos opositores da nova Lei, visto que garantias hist&oacute;ricas e fundamentais como o da retroatividade legal e inoc&ecirc;ncia foram efetivamente relativizados em prol da sistem&aacute;tica de adequa&ccedil;&atilde;o a realidade eleitoral e supera&ccedil;&atilde;o da lentid&atilde;o do Poder Judici&aacute;rio. O clamor popular ou mesmo a relev&acirc;ncia da nova Lei n&atilde;o deveriam ter feito transbordar tais preceitos constitucionais, ainda que para benef&iacute;cio imediato do povo brasileiro, vez que os efeitos desta relativiza&ccedil;&atilde;o podem ter repercuss&atilde;o negativa nas diversas searas do direito ou iniciar um precedente perigoso dentro do pr&oacute;prio sistema eleitoral.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">De qualquer sorte, o novo filtro da pol&iacute;tica brasileira tem sido ampliada em v&aacute;rios munic&iacute;pios, que alteraram &agrave;s respectivas Leis Org&acirc;nicas, instituindo a Ficha Limpa Municipal, tal como ocorreu em S&atilde;o Paulo e no Rio de Janeiro, estendendo os impeditivos ao reingresso tamb&eacute;m as demais pessoas ligadas &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, sejam servidores, detentores de cargos comissionados ou empregados da administra&ccedil;&atilde;o direta ou indireta do munic&iacute;pio. Alguns governadores, tal como o Andr&eacute; Puccinelli do Mato Grosso do Sul, tamb&eacute;m tem sinalizado o interesse na amplia&ccedil;&atilde;o em &acirc;mbito estadual.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&Eacute; o inicio de uma reforma pol&iacute;tica, com ares de verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o eleitoral, </span>nas elei&ccedil;&otilde;es de 2012, o Tribunal Superior Eleitoral recebeu 3.366 recursos consubstanciados na Lei de Ficha Limpa e julgou 2.971<sup>5</sup>. O tribunal n&atilde;o resumiu o resultado desses julgamentos, porque ainda cabiam recursos. <span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O Estado com mais candidatos barrados pela ficha limpa &eacute; o Cear&aacute;, com 209 casos (62 candidatos a prefeito; 49 a vice, e 98 a vereador), seguido de Minas Gerais, com 152 enquadramentos.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em Campinas - SP os impugnados foram: Fernando Vaz Pupo (PCdoB), Leonice Alves Da Paz (PDT), Petterson Prado (PMDB)<span>, </span>Dario Jorge Giolo Saadi (PMDB), Paulo Eduardo Moreira Rodrigues Da Silva (PSDB). E na cidade de Leme &ndash; SP, Fernando Tadeu Pommer Arrais (PSD) e recentemente S&eacute;rgio Luiz Dellai (PV).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Em mais de 50 munic&iacute;pios haver&atilde;o novas elei&ccedil;&otilde;es, porque os candidatos eleitos para a prefeitura tiveram a candidatura barrada por serem considerados &ldquo;ficha suja&rdquo;.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de pol&iacute;ticos condenados criminalmente por &oacute;rg&atilde;o colegiado e aumenta de tr&ecirc;s para oito anos o per&iacute;odo de inelegibilidade dos candidatos ap&oacute;s o cumprimento da pena.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A decis&atilde;o deve ter transitado em julgado, fazendo emergir a coisa julgada (art. 20, da Lei de Improbidade) ou ter sido proferida por &oacute;rg&atilde;o colegiado (tribunal, por maioria ou por unanimidade).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">V&aacute;rios s&atilde;o os requisitos para a incid&ecirc;ncia da restri&ccedil;&atilde;o legal, dentre os requisitos gerais para a incid&ecirc;ncia da Lei da Ficha Limpa: a) condena&ccedil;&atilde;o pela pr&aacute;tica de ato doloso de improbidade administrativa; b) que haja enriquecimento il&iacute;cito (de qualquer dos envolvidos), ou les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e; c) que tenha sido imposta a pena de suspens&atilde;o de direitos pol&iacute;ticos ao interessado.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Dentre as hip&oacute;teses espec&iacute;ficas de impedimento est&atilde;o: <strong>condena&ccedil;&atilde;o criminal </strong>(crime contra a economia popular, administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e a patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, contra o patrim&ocirc;nio privado, sistema financeiro, mercado de capitais e os casos de fal&ecirc;ncia, meio ambiente, sa&uacute;de p&uacute;blica, eleitorais cominadas em pena privativa de liberdade, abuso de autoridade, lavagem ou oculta&ccedil;&atilde;o de bens, de tr&aacute;fico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos, de redu&ccedil;&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga &agrave; de escravo, contra a vida e a dignidade sexual; e praticados por organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, quadrilha ou bando); <strong>rejei&ccedil;&atilde;o de contas</strong> (a rejei&ccedil;&atilde;o das contas pol&iacute;ticas, as contas t&eacute;cnicas, ou contas de gest&atilde;o); <strong>ren&uacute;ncia</strong> (O mandat&aacute;rio que renuncia ap&oacute;s ter sido protocolada uma den&uacute;ncia capaz de lavar &agrave; sua cassa&ccedil;&atilde;o fica atingido pela lei); <strong>quebra de decoro parlamentar; chefes do executivo cassados; aposentadoria compuls&oacute;rias</strong> (Magistrados e membros do Minist&eacute;rio P&uacute;blico aposentados compulsoriamente ou que tenham pedido exonera&ccedil;&atilde;o ou aposentadoria volunt&aacute;ria na pend&ecirc;ncia de processo administrativo disciplinar em raz&atilde;o de processo administrativo disciplinar ficam ineleg&iacute;veis); <strong>Praticantes de abuso de poder pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico ou dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o; Expulsos por conselhos profissionais; Improbidade administrativa </strong>(Condenados &agrave; suspens&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos, em decis&atilde;o transitada em julgado ou proferida por &oacute;rg&atilde;o judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e enriquecimento il&iacute;cito); <strong>Servidores demitidos; Realizadores de doa&ccedil;&otilde;es ilegais</strong>. A simula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo conjugal ou seu rompimento para burlar a inelegibilidade de parentes &eacute; outro caso de impedimento eleitoral, mas era reduzida aos cargos de prefeito, governador e presidente da Rep&uacute;blica.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Lei da Ficha Limpa quando comparada a Lei de Improbidade Administrativa, traz duas quest&otilde;es conflitantes que dever&atilde;o ser dirimidas pelo Poder Judici&aacute;rio, ora a necessidade da cumula&ccedil;&atilde;o, segundo o texto legal, de les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico<span> </span><em><span style="font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;">e</span> </em>enriquecimento il&iacute;cito ora a altera&ccedil;&atilde;o da qualifica&ccedil;&atilde;o dos fatos pela Justi&ccedil;a Federal quando a condena&ccedil;&atilde;o pela Justi&ccedil;a Estadual n&atilde;o os tiver feito, no tocante a les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico<span> </span><em><span style="font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;">e</span> </em>enriquecimento il&iacute;cito.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Mas na maioria dos processos, as causas de inelegibilidade ocorrem com a senten&ccedil;a transitada em julgado ou condena&ccedil;&atilde;o por colegiado, inclu&iacute;do o crime de corrup&ccedil;&atilde;o eleitoral, inclusive compra de votos, pr&aacute;tica de caixa dois ou conduta proibida em campanhas para os que j&aacute; s&atilde;o agentes p&uacute;blicos, que impliquem em cassa&ccedil;&atilde;o do registro ou diploma, em julgamento da Justi&ccedil;a Eleitoral. E, os que forem condenados por ato doloso de improbidade administrativa com les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio p&uacute;blico e enriquecimento il&iacute;cito.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span>O</span> primeiro candidato &agrave; vice de Jonas Donizette a prefeitura de Campinas no interior de S&atilde;o Paulo, pela coliga&ccedil;&atilde;o &ldquo;Toda For&ccedil;a Para Campinas&rdquo;, era Paulo Eduardo Rodrigues, o Paul&atilde;o da Unicamp, que foi obrigado a renunciar ao cargo para n&atilde;o prejudicar a candidatura daquele. Isto porque sopesava a acusa&ccedil;&atilde;o de cometer irregularidades que acarretaram um preju&iacute;zo de R$ 931 mil ao tesouro nacional. O candidato se defendeu, entretanto, afirmando que a cifra, na verdade, refere-se a uma receita extra (um lucro) obtido pela institui&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de oito anos e que n&atilde;o houve dolo.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Na sess&atilde;o de 05/02/2013, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), acolhendo parecer da Procuradoria Regional Eleitoral em S&atilde;o  Paulo (PRE-SP), cassou o registro de candidatura dos candidatos mais votados para prefeito e vice-prefeito do munic&iacute;pio de Leme-SP, respectivamente, S&eacute;rgio Luiz Dellai (conhecido como "Lema") e Evanildo dos Santos Brito ("Didio"). Enquanto diretor da SAECIL, havia criado o benef&iacute;cio da &ldquo;tarifa social&rdquo; de &aacute;gua e esgoto, fornecendo 50% de desconto na tarifa as fam&iacute;lias agraciadas pelo Bolsa Fam&iacute;lia, em menos de 1 ano das elei&ccedil;&otilde;es e divulgado amplamente pela m&iacute;dia local. A Procuradoria entendeu que houve viola&ccedil;&atilde;o ao disposto no inciso IV e no &sect; 10 do art. 73 da Lei das Elei&ccedil;&otilde;es (Lei n.&ordm; 9.504/97), incorrendo em utiliza&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina p&uacute;blica para auferir vantagens indevidas durante a campanha. A decis&atilde;o condenou o ex-prefeito por abuso de poder econ&ocirc;mico, conforme art. 22, inciso XIV, da Lei da Inelegibilidade (Lei n.&ordm; 64/90).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A Lei da Ficha Limpa vem sendo utilizada tamb&eacute;m pelo Tribunal Regional Eleitoral de S&atilde;o Paulo para barrar candidatos que tentaram substituir outros de &uacute;ltima hora durante o per&iacute;odo eleitoral.<span style="color: #090909;"> Os dois &uacute;ltimos casos, das cidades de Valentim Gentil e Nova Independ&ecirc;ncia, se somam aos de Euclides da Cunha Paulista, Viradouro, Maced&ocirc;nia e Paul&iacute;nia, </span>Edson Moura J&uacute;nior (PMDB), filho do ex-prefeito Edson Moura (PMDB)<span style="color: #090909;">. As decis&otilde;es ainda s&atilde;o pass&iacute;veis de recurso e devem seguir para o Tribunal Superior Eleitoral, mas consolidam a jurisprud&ecirc;ncia do TRE-SP sobre o assunto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">O art. 13, da Lei n.&ordm; 9.504/97, disp&otilde;e que:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">Art. 13. &Eacute; facultado ao partido ou coliga&ccedil;&atilde;o substituir candidato que for considerado ineleg&iacute;vel, renunciar ou falecer ap&oacute;s o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado.</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><a name="art13&sect;1"></a><span style="font-size: 11pt;">&sect; 1<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span>&nbsp; A escolha do substituto far-se-&aacute; na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o substitu&iacute;do, e o registro dever&aacute; ser requerido at&eacute; 10 (dez) dias contados do fato ou da notifica&ccedil;&atilde;o do partido da decis&atilde;o judicial que deu origem &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o.<span>&nbsp;</span>(Reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei n&ordm; 12.034, de 2009)</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&sect; 2&ordm; Nas elei&ccedil;&otilde;es majorit&aacute;rias, se o candidato for de coliga&ccedil;&atilde;o, a substitui&ccedil;&atilde;o dever&aacute; fazer-se por decis&atilde;o da maioria absoluta dos &oacute;rg&atilde;os executivos de dire&ccedil;&atilde;o dos partidos coligados, podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido ao qual pertencia o substitu&iacute;do renuncie ao direito de prefer&ecirc;ncia.</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt;">&sect; 3&ordm; Nas elei&ccedil;&otilde;es proporcionais, a substitui&ccedil;&atilde;o s&oacute; se efetivar&aacute; se o novo pedido for apresentado at&eacute; sessenta dias antes do pleito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">O aparente permissivo legal citado acima - a substitui&ccedil;&atilde;o a qualquer tempo antes das elei&ccedil;&otilde;es - n&atilde;o deve permitir levar o eleitor a erro ou engano quanto candidato em concorr&ecirc;ncia, maculando o processo eleitoral, tampouco levar a caracteriza&ccedil;&atilde;o do abuso de direito e fraude &agrave; lei. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="color: #090909;">Com base na Lei n.&ordm; 12.527/2011, a Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o, o TSE passou a determinar que o nome dos doadores de campanha fosse informado ao p&uacute;blico durante o processo eleitoral, fato que aumenta a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sobre os candidatos e ajuda na promo&ccedil;&atilde;o das impugna&ccedil;&otilde;es.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="color: #090909;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; vertical-align: baseline;"><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Foram anulados votos recebidos de quase 6 mil pol&iacute;ticos. PMDB, PT e PSDB s&atilde;o os partidos com mais barrados. Dentre alguns exemplos est&atilde;o: Osasco (SP) Celso Antonio Giglio (PSDB), Crici&uacute;ma (SC) Clesio Salvaro (PSDB), Novo Hamburgo (RS) Tarc&iacute;sio Jo&atilde;o Zimmermann (PT), Cabo Frio (RJ) Alair Francisco Corr&ecirc;a (PP), Joinvile (SC) Carlito Merss (PT), Gravata&iacute; (RS) Daniel Luiz Bordignon (PT), Limeira (SP) Lusenrique Quintal (PSD), Guarapari (ES), Edson Figueiredo Magalh&atilde;es (PSD), Passo Fundo (RS) Osvaldo Gomes (PMDB), Campos dos Goytacazes (RJ)Arnaldo Fran&ccedil;a Vianna (PDT).</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Alguns pol&iacute;ticos como </span><span style="color: #090909;">Jos&eacute; Genu&iacute;no, Del&uacute;bio Soares, Jos&eacute; Dirceu ainda tentam confrontar os aspectos formais e materiais da Lei da Ficha Limpa, tentando se sustentar em novos cargos p&uacute;blicos, mas a sociedade tem dado mostras da repercuss&atilde;o negativa destas afrontas &agrave; nova democracia eleitoral. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O pedido de efeito suspensivo tamb&eacute;m ganhou outra conota&ccedil;&atilde;o com a Lei da ficha limpa, vez que pode ser requerido contra a decis&atilde;o colegiada, mas importar&aacute; em prefer&ecirc;ncia na tramita&ccedil;&atilde;o e julgamento do processo. Se negado, ser&aacute; cancelado o registro da candidatura ou o diploma do eleito. Tal medida s&oacute; n&atilde;o ter&aacute; prefer&ecirc;ncia ao Mandado de Seguran&ccedil;a e ao Habeas Corpus.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os processos onde a acusa&ccedil;&atilde;o resida em abuso de poder econ&ocirc;mico passaram a ter prioridade dentro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e na Justi&ccedil;a Eleitoral, exceto de Habeas Corpus e Mandado de Seguran&ccedil;a. As pol&iacute;cias judici&aacute;rias, os &oacute;rg&atilde;os da Receita, os Tribunais de Contas, o Banco Central e o Conselho de Atividade Financeira fornecem uma ajuda adicional na apura&ccedil;&atilde;o dos delitos relacionados &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144pt; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">As altera&ccedil;&otilde;es trazidas pela Lei da Ficha Limpa representaram uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o eleitoral, poderosa arma de depura&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica brasileira. O cen&aacute;rio pol&iacute;tico brasileiro come&ccedil;a a ser reformado, vit&oacute;ria de uma sociedade mais participante, consciente e fiscalizadora. Os &ldquo;donos do poder&rdquo; come&ccedil;aram a sofrer as primeiras baixas e o tapet&atilde;o judicial que ocorria at&eacute; a publica&ccedil;&atilde;o da Lei Complementar n.&ordm; 135/2010 resta prejudicado. O TSE e os TRE&acute;s de todo Brasil tem aplicado de forma r&iacute;gida e eficaz, na maioria dos casos, a nova lei. O reflexo positivo foi imediato na formula&ccedil;&atilde;o das chapas para as elei&ccedil;&otilde;es de 2012 e o car&aacute;ter educacional ter&aacute; efeitos em poucos anos, sem contar a valoriza&ccedil;&atilde;o do voto do eleitorado, pela exig&ecirc;ncia de &eacute;tica e moralidade no trato da gest&atilde;o administrativa quando no exerc&iacute;cio de algum cargo p&uacute;blico.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Fontes:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Lei Complementar n.&ordm; 64, de 18 de maio de 1990 &ndash; Lei das Inelegibilidades.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Lei Complementar n.&ordm; 135/2010, de 04 de Junho de 2010 &ndash; Lei da Ficha Limpa</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">1 - Tribunal Superior Eleitoral</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">2 - ABRACCI &amp; MCCE - www.fichalimpa.org.br</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">3 &ndash; Conjur - http://www.conjur.com.br/2010-set-26/leia-voto-lewandowski-lei-ficha-limpa</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">4 &ndash; Uol - http://congressoemfoco.uol.com.br</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">5 &ndash; C&acirc;mara dos Deputados - A Lei da Ficha Limpa: uma revolu&ccedil;&atilde;o eleitoral - Bloco 2 - http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/REPORTAGEM-ESPECIAL/434831-A-LEI-DA-FICHA-LIMPA-UMA-REVOLUCAO-ELEITORAL---BLOCO-2.html</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">6 - www.observatoriodaimprensa.com.br</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 10.5pt; border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;">&nbsp;</span></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>O DANO MORAL E O DIREITO DE RESPOSTA NA JUSTIÇA ELEITORAL</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/politica/o-dano-moral-e-o-direito-de-resposta-na-justi%2525c3%252587a-eleitoral.html</link>
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<pubDate>Thu, 02 Aug 2012 17:29:15 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Com o avizinhamento das elei&ccedil;&otilde;es de 2012 para prefeito e vereador, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel notar o surgimento de declara&ccedil;&otilde;es verbais, documentos e imagens que caracterizam crimes contra a honra, inj&uacute;ria, difama&ccedil;&atilde;o e cal&uacute;nia, tipos penais previstos tanto no C&oacute;digo Penal quanto na seara Eleitoral. A previs&atilde;o deles nos c&oacute;digos mencionados possuem a fun&ccedil;&atilde;o de tutelar e proteger a imagem e honra do candidato ou partido pol&iacute;tico.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A liberdade de informa&ccedil;&atilde;o prevista no art. 220 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, combinado com os incisos IV, XII e XIV do art. 5&ordm; do mesmo <em>codex</em>, disp&otilde;e que a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, cria&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o, sob qualquer forma, processo ou ve&iacute;culo, n&atilde;o sofrer&atilde;o qualquer restri&ccedil;&atilde;o, observado o disposto na pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Apenas na democracia &eacute; necess&aacute;rio a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos que viabilizem a recomposi&ccedil;&atilde;o dos danos morais causados pela seara eleitoral e o tratamento igualit&aacute;rio entre os candidatos. <span style="font-size: 10.0pt; font-family: Arial; color: white; background: #141414;"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&Eacute; natural que os indiv&iacute;duos que participam do processo eleitoral possuem expectativas e ideologias pr&oacute;prias, sendo que no calor do embate pol&iacute;tico, envolvem-se em discuss&otilde;es acirradas e fervorosas que extrapolam um ambiente normal de exposi&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias, n&atilde;o sendo raro ou mesmo incomum que ocorram afirma&ccedil;&otilde;es que atingem o &ldquo;direito da personalidade&rdquo;. E, para os casos extremos, existe a incid&ecirc;ncia da Lei Eleitoral para nortear o ambiente das elei&ccedil;&otilde;es e devolver atrav&eacute;s da recomposi&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria e do direito de resposta o equil&iacute;brio entre os conflitantes e o <em>status quo ante</em>.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Mas existe uma diferen&ccedil;a entre liberdade de express&atilde;o e direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, sendo o primeiro um direito assegurado na Constitui&ccedil;&atilde;o, o segundo um direito coletivo. O &ldquo;<em>animus injuriandi</em>&rdquo; &eacute; outra fator fundamental na an&aacute;lise dos fatos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A razoabilidade e proporcionalidade s&atilde;o outros princ&iacute;pios que devem imperar no sopesamento para a possibilidade de imputa&ccedil;&atilde;o da infra&ccedil;&atilde;o, porquanto se nenhum tipo de cr&iacute;tica ou de fato potencialmente ofensivo &agrave; honra pudesse ser divulgado, seria esvaziado a pr&oacute;pria garantia de liberdade de express&atilde;o e o desenvolvimento da democracia. N&atilde;o s&atilde;o poucos os autores que alertam para o perigo da beatifica&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos pela censura, que usam o Poder P&uacute;blico como mola ou mero joguete de interesses obscuros. Assim, as cr&iacute;ticas s&eacute;rias e sem excessos de linguagem, pautada em fundamentos, fatos e fontes s&oacute;lidas, devem ser protegidas, at&eacute; mesmo como garantia basilar do Estado Democr&aacute;tico de Direito.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A salvaguarda da honra abrange tanto a reputa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo perante a sociedade (aspecto objetivo), quanto sua auto-estima (aspecto subjetivo).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">No C&oacute;digo Penal, encontram-se nos artigos 138 a 140:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 138 - Caluniar algu&eacute;m, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 139 - Difamar algu&eacute;m, imputando-lhe fato ofensivo &agrave; sua reputa&ccedil;&atilde;o:&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 140 - Injuriar algu&eacute;m, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Assim, as duas primeiras teriam afeta&ccedil;&atilde;o objetiva a reputa&ccedil;&atilde;o e imagem atingidas, a &uacute;ltima de forma subjetiva a consci&ecirc;ncia do candidato.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">E, tendo em vista o conhecido ambiente conturbado que o per&iacute;odo eleitoral sempre fomentou a divulga&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o desses materiais criminosos, ainda em 65 os legisladores resolveram regulamentar os crimes contra a honra tamb&eacute;m na legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral. E, como esses crimes foram aditivados pelas redes sociais e a facilidade na montagem e confec&ccedil;&atilde;o daqueles, o tema recebe destaque.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A Lei n.&deg; 4737 de 15 de julho de 1965, que instituiu o C&oacute;digo Eleitoral prev&ecirc; nos artigos 324 a 326 que:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 243. N&atilde;o ser&aacute; tolerada propaganda:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">IX - que caluniar, difamar ou injuriar quaisquer pessoas, bem como &oacute;rg&atilde;os ou entidades que exer&ccedil;am autoridade p&uacute;blica.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">O par&aacute;grafo primeiro assegura o direito &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da indeniza&ccedil;&atilde;o ainda que n&atilde;o seja promovida a a&ccedil;&atilde;o criminal, imputando inclusive ao partido pol&iacute;tico a responsabilidade solid&aacute;ria, dependendo da rela&ccedil;&atilde;o com os fatos e/ou com os agentes ofensores:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><a name="art243&sect;1"></a><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 1&ordm; O ofendido por cal&uacute;nia, difama&ccedil;&atilde;o ou inj&uacute;ria, sem preju&iacute;zo e independentemente da a&ccedil;&atilde;o penal competente, poder&aacute; demandar, no Ju&iacute;zo Civil a repara&ccedil;&atilde;o do dano moral respondendo por &ecirc;ste o ofensor e, solidariamente, o partido pol&iacute;tico d&ecirc;ste, quando respons&aacute;vel por a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o a quem que favorecido pelo crime, haja de qualquer modo contribu&iacute;do para &ecirc;le. </span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&sect; 2&ordm; No que couber aplicar-se-&atilde;o na repara&ccedil;&atilde;o do dano moral, referido no par&aacute;grafo anterior, os<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4117.htm#art81"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">artigos. 81</span></a><span>&nbsp;</span>a<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4117.htm#art88"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">88 da Lei n&ordm; 4117, de 27/08/1962</span></a>.<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L4961.htm#art49"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">(Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 4.961, de 4.5.1966)</span></a></span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em>&nbsp;</em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em>&nbsp;</em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O doutrinador Carlos Alberto Bittar, aduz que: <em>"qualificam-se como morais os danos em raz&atilde;o da esfera da subjetividade, ou do plano valorativo da pessoa na sociedade, em que repercute o fato violador, havendo-se como tais aqueles que atingem os aspectos mais &iacute;ntimos da personalidade humana (o da intimidade e da considera&ccedil;&atilde;o pessoal), ou o da pr&oacute;pria viola&ccedil;&atilde;o da pessoa no meio em que vive e atua (o da reputa&ccedil;&atilde;o ou da considera&ccedil;&atilde;o social)"</em> (Repara&ccedil;&atilde;o civil por danos morais, RT, 1992, p. 41)&rdquo;.</p>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #2d3c50;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Em destaque o voto proferido no REsp 270.730, pela Ministra Nancy Andrighi, do STJ, ao asseverar, <em>in verbis</em>:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"><em>&ldquo;a amplitude de que se utilizou o legislador, no art. 5&ordm;., inc. X da CF/88, deixou claro que a express&atilde;o &lsquo;moral&rsquo;, que qualifica o substantivo dano, n&atilde;o se restringe &agrave;quilo que &eacute; digno ou virtuoso de acordo com as regras de conviv&ecirc;ncia social. &Eacute; poss&iacute;vel a concretiza&ccedil;&atilde;o do dano moral, posto que a honra subjetiva tem term&ocirc;metro pr&oacute;prio inerente a cada indiv&iacute;duo. &Eacute; o decoro, &eacute; o sentimento de auto-estima, de avalia&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria que possuem valora&ccedil;&atilde;o individual, n&atilde;o se podendo negar esta dor de acordo com sentimentos alheios. A alma de cada um tem suas fragilidades pr&oacute;prias. Por isso, a s&aacute;bia doutrina concebeu uma divis&atilde;o no conceito de honorabilidade: honra objetiva, a opini&atilde;o moral, social, profissional, religiosa que os outros t&ecirc;m sobre aquele indiv&iacute;duo, e, honra subjetiva, a opini&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem de si pr&oacute;prio. Uma vez vulnerado, por ato il&iacute;cito alheio, o limite valora&ccedil;&atilde;o que exigimos de n&oacute;s mesmos, surge o dever de compensar o sofrimento ps&iacute;quico que o fato nos causar. &Eacute; a norma jur&iacute;dica incidindo sobre o acontecimento &iacute;ntimo que se concretiza no mais rec&ocirc;ndito da alma humana, mas o que o direito moderno sente orgulho de abarcar, pois somente uma compreens&atilde;o madura pode ter direito repar&aacute;vel, com tamanha abstratividade</em>&rdquo; (grifado).</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;">O C&oacute;digo Eleitoral inicia as reprimendas com a cal&uacute;nia:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 324. Caluniar algu&eacute;m, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">Pena - deten&ccedil;&atilde;o de seis meses a dois anos, e pagamento de 10 a 40 dias-multa.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 1&deg; Nas mesmas penas incorre quem, sabendo falsa a imputa&ccedil;&atilde;o, a propala ou divulga.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 2&ordm; A prova da verdade do fato imputado exclui o crime, mas n&atilde;o &eacute; admitida:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></span><em><span style="font-size: 11pt;">I<span>&nbsp;</span><strong>-</strong><span>&nbsp;</span>se, constituindo o fato imputado crime de a&ccedil;&atilde;o privada, o ofendido, n&atilde;o foi condenado por senten&ccedil;a irrecorr&iacute;vel;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">II - se o fato &eacute; imputado ao Presidente da Rep&uacute;blica ou chefe de governo estrangeiro;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">III - se do crime imputado, embora de a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o ofendido foi absolvido por senten&ccedil;a irrecorr&iacute;vel.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;">Segue com a difama&ccedil;&atilde;o:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 325. Difamar algu&eacute;m, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, imputando-lhe fato ofensivo &agrave; sua reputa&ccedil;&atilde;o:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Pena - deten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s meses a um ano, e pagamento de 5  a 30 dias-multa.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Par&aacute;grafo &uacute;nico. A exce&ccedil;&atilde;o da verdade somente se admite se ofendido &eacute; funcion&aacute;rio p&uacute;blico e a ofensa &eacute; relativa ao exerc&iacute;cio de suas fun&ccedil;&otilde;es.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify; background: white;">E termina coma inj&uacute;ria e suas exce&ccedil;&otilde;es:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 326. Injuriar algu&eacute;m, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Pena - deten&ccedil;&atilde;o at&eacute; seis meses, ou pagamento de 30 a 60 dias-multa.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 1&ordm; O juiz pode deixar de aplicar a pena:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">I - se o ofendido, de forma reprov&aacute;vel, provocou diretamente a inj&uacute;ria;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">II - no caso de retors&atilde;o imediata, que consista em outra inj&uacute;ria.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&sect; 2&ordm; Se a inj&uacute;ria consiste em viol&ecirc;ncia ou vias de fato, que, por sua natureza ou meio empregado, se considerem aviltantes:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Pena - deten&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s meses a um ano e pagamento de 5  a 20 dias-multa, al&eacute;m das penas correspondentes &agrave; viol&ecirc;ncia prevista no C&oacute;digo Penal.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 327. As penas cominadas nos artigos. 324, 325 e 326, aumentam-se de um ter&ccedil;o, se qualquer dos crimes &eacute; cometido:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">I - contra o Presidente da Rep&uacute;blica ou chefe de governo estrangeiro;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">II - contra funcion&aacute;rio p&uacute;blico, em raz&atilde;o de suas fun&ccedil;&otilde;es;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">III - na presen&ccedil;a de v&aacute;rias pessoas, ou por meio que facilite a divulga&ccedil;&atilde;o da ofensa.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.7pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisa eleitoral fraudulenta (art. 33, &sect; &sect; 3&ordm; e 4&ordm; c/c art 35 da Lei das Elei&ccedil;&otilde;es), ainda &eacute; pr&aacute;tica comum no per&iacute;odo eleitoral e igualmente pass&iacute;vel de ressarcimento aos prejudicados, sem preju&iacute;zos das multas eleitorais pertinentes.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A divulga&ccedil;&atilde;o de fatos inver&iacute;dicos &eacute; outra vertente que permeia os il&iacute;citos eleitorais contra a honra:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><span><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;</span></em></span><em><span style="font-size: 11pt;">Art. 323. Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inveridicos, em rela&ccedil;&atilde;o a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influ&ecirc;ncia perante o eleitorado:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Pena - deten&ccedil;&atilde;o de dois meses a um ano, ou pagamento de 120  a 150 dias-multa.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">Par&aacute;grafo &uacute;nico. A pena &eacute; agravada se o crime &eacute; cometido pela imprensa, r&aacute;dio ou televis&atilde;o.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A similaridade entre os textos do C&oacute;digo Penal e o Eleitoral, a exce&ccedil;&atilde;o das express&otilde;es espec&iacute;ficas ao direito eleitoral: <em>na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda,</em><em><span style="font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"> aponta que os tipos penais atuar&atilde;o praticamente da mesma forma, mas no caso as infra&ccedil;&otilde;es cometidas no &acirc;mbito eleitoral, dever&atilde;o guardar rela&ccedil;&atilde;o direta com propagandas eleitorais ou para obter vantagem eleitoral indireta.</span></em><em></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Outro ponto relevante quanto &agrave; distin&ccedil;&atilde;o entre os crimes previstos naqueles C&oacute;digos, reside no fato que no C&oacute;digo Penal referem-se &agrave; les&atilde;o de direito particular, promovida como a&ccedil;&atilde;o penal privada (art. 145 do CP), mediante queixa do ofendido, enquanto no C&oacute;digo Eleitoral o interesse tutelado &eacute; mais amplo, abrangendo al&eacute;m da honra os direitos p&uacute;blicos subjetivos do eleitorado, promovidos atrav&eacute;s de a&ccedil;&atilde;o penal p&uacute;blica incondicionada (art. 355 do CE), dada a afeta&ccedil;&atilde;o do Estado Democr&aacute;tico de Direito.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Tanto &eacute; clara essa distin&ccedil;&atilde;o que o juiz federal Marllon Souza abriu prazo, de forma s&aacute;bia e pioneira no pa&iacute;s, para que os 11,5 mil eleitores de Santo Ant&ocirc;nio do Levenger - Mato Grosso pudessem requerer indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, contra o prefeito Faustino Dias Neto do DEM, cassado ap&oacute;s elei&ccedil;&atilde;o municipal anulada por compra de votos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Dado os crimes em xeque serem eminentemente de menor potencial ofensivo, a compet&ecirc;ncia para o julgamento &eacute; do Juizado Especial Criminal, conforme previs&atilde;o da Lei n.&deg; 9.09/95 ou da Lei n.&deg; 10.259/01, cujas aplicabilidades destinam-se tamb&eacute;m aos crimes eleitorais, conforme a conduta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Na &oacute;rbita da repara&ccedil;&atilde;o, o direito de resposta &eacute; uma das garantias igualmente previstas na Carta Maior, conforme art. 5&ordm;, V:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt;"><span style="font-size: 11pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">"<em>V - &Eacute; assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, al&eacute;m da</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt;"><em><span style="font-size: 11pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">indeniza&ccedil;&atilde;o por dano material, moral ou &agrave; imagem</span></em><span style="font-size: 11pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">".</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O direito a resposta &eacute; o cotejo ao agravo, garantia da pessoa ofendida ao respectivo desagravo pelos meios utilizados pelo primeiro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">No &acirc;mbito eleitoral, o diploma legal que rege as elei&ccedil;&otilde;es, ao se referir &agrave; propaganda il&iacute;cita no art. 243, assegurou o direito de resposta "<em>a quem for injuriado, difamado ou caluniado atrav&eacute;s da</em> <em>imprensa, r&aacute;dio, televis&atilde;o, ou alto-falante, aplicando-se, no que couber,</em> <em>os arts. 90 e 96 da Lei 4.117, de 27 de agosto de 1962</em>".</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Tornou-se claro, especialmente pelos &uacute;ltimos esc&acirc;ndalos envolvendo das grandes m&iacute;dias brasileiras, que a imprensa efetivamente representa um dos poderes atuantes na sociedade e, no per&iacute;odo eleitoral, sua atua&ccedil;&atilde;o ganha relevo, eclodindo no abuso de comunica&ccedil;&atilde;o por algumas entidades e jornalistas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 11.5pt; font-family: Times; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A Lei n.&deg; 9.504 de 30 de setembro de 1997, que estabelece normas para as elei&ccedil;&otilde;es, deixa claro o direito de resposta ao ofendido:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Art. 58. A partir da escolha de candidatos em conven&ccedil;&atilde;o, &eacute; assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coliga&ccedil;&atilde;o atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirma&ccedil;&atilde;o caluniosa, difamat&oacute;ria, injuriosa ou sabidamente inver&iacute;dica, difundidos por qualquer ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o social.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">O direito de resposta foi inclu&iacute;do ao texto legal em 66, assegurando ao ofendido, conter o abalo a imagem e honra, pelo meio utilizado pelo ofensor ou conforme a necessidade:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&sect; 3&ordm; &Eacute; assegurado o direito de resposta a quem f&ocirc;r, injuriado difamado ou caluniado atrav&eacute;s da imprensa r&aacute;dio, televis&atilde;o, ou alto-falante, aplicando-se, no que couber, os<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4117.htm#art90"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">artigos. 90</span></a><span>&nbsp;</span>e<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4117.htm#art96"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">96 da Lei n&ordm; 4117, de 27/08/1962</span></a>.<span>&nbsp;</span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L4961.htm#art49"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">(Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 4.961, de 4.5.1966)</span></a></span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 5.0cm; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">A quest&atilde;o eleva-se aos ataques a imagem ou honra dos candidatos ou partidos para ganhar relevo sobre o pr&oacute;prio agressor, seus patrocinadores ou beneficiados, porquanto pessoas que n&atilde;o conseguem conviver em sociedade, respeitando direitos naturais dos seus advers&aacute;rios, ser&aacute; incapaz de aceitar qualquer pol&iacute;tica democr&aacute;tica e naturalmente embasada em opini&otilde;es e desejos contr&aacute;rios, pautando sua carreira pol&iacute;tica em achaque moral censur&aacute;vel.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 14.25pt; background: white;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: Arial; color: #666666;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">H&aacute; que se lembrar que o C&oacute;digo Eleitoral foi publicado em 1965, durante o regime militar, onde se previa a al&eacute;m da indeniza&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria como ressarcimento do dano moral, tamb&eacute;m o direito de resposta ao ofendido, independentemente (n&atilde;o de forma absoluta) da a&ccedil;&atilde;o penal. Tamb&eacute;m era costume, a pr&eacute;-determina&ccedil;&atilde;o dos valores indenizat&oacute;rios, do percentual m&iacute;nimo ao m&aacute;ximo, a chamada tarifa&ccedil;&atilde;o do dano moral.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Ao menos esses par&acirc;metros, at&eacute; ent&atilde;o previstos nos arts. 81 a 88 da Lei n.&ordm; 4.117 de 27 de agosto de 1962, foram revogados pelo art. 3&ordm; do Decreto Lei n.&ordm; 236/1967</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Colaciona-se a jurisprud&ecirc;ncia abaixo como exemplo de demanda envolvendo o ressarcimento por danos morais a candidato ofendido por panfleto pol&iacute;tico:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA DE INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANO MORAL. OFENSAS &Agrave; HONRA PESSOAL PUBLICADAS EM PANFLETO POL&Iacute;TICO.  Ofensas &agrave; honra pessoal de vereador, publicadas em panfleto pol&iacute;tico-partid&aacute;rio, geram danos morais. Dano moral &eacute; reputado como sendo a dor, vexame, sofrimento ou humilha&ccedil;&atilde;o que, fugindo da normalidade, interfere no comportamento psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo, causando afli&ccedil;&otilde;es, ang&uacute;stia e desequil&iacute;brio em seu bem-estar. No momento em que s&atilde;o divulgadas afirma&ccedil;&otilde;es ofensivas em panfleto de partido pol&iacute;tico, resta caracterizada a viola&ccedil;&atilde;o &agrave; imagem e &agrave; honra. Essa viola&ccedil;&atilde;o induvidosamente feriu a intimidade do autor, na medida em que violou seus direitos subjetivos privados. A ofensa alcan&ccedil;ou o complexo das rela&ccedil;&otilde;es sociais do demandante, vindo a atingir os chamados direitos da personalidade, especialmente sua integridade moral, componentes de sua esfera &iacute;ntima, os quais se encontram protegidos pelo art. 5&ordm;, incisos V e X, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Considerando-se as peculiaridades do caso concreto, os par&acirc;metros utilizados na doutrina e na jurisprud&ecirc;ncia, o montante de 20 sal&aacute;rios m&iacute;nimos nacionais, a t&iacute;tulo de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, mostra-se adequado. Deram provimento ao apelo. (TJ/RS &ndash; Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel, 9&ordf; C&acirc;mara, Processo n&ordm; 70006885933, Relator Ad&atilde;o S&eacute;rgio do Nascimento Cassiano, julgado em 22/03/2006)</span><span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">Os membros do partido pol&iacute;tico agindo em nome da sigla e em defesa dos seus interesses tamb&eacute;m s&atilde;o partes leg&iacute;timas para figurarem como r&eacute;us solid&aacute;rios na a&ccedil;&atilde;o indenizat&oacute;ria. O Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Sul &ndash; TJRS, em entendimento un&acirc;nime da 10&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel condenou o Partido dos Trabalhadores &ndash;PT, a indenizar em R$ 9.000,00 mil reais um homem caluniado por partid&aacute;rios, que o acusaram de compra de votos mediante entrega de saco de cimentos. (Processo n.&ordm; 70014374771)</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Com o aprimoramento e desenvolvimento das ferramentas de montagens e personaliza&ccedil;&atilde;o de imagens (photoshop), atrelada &agrave; rapidez e abrang&ecirc;ncia das redes sociais (facebook, twitter, blog&acute;s), o que se tem visto em Campinas e no restante do pa&iacute;s, &eacute; o uso desenfreado e criminoso de imagens dos candidatos em montagens difamat&oacute;rias, que s&atilde;o objetos de repara&ccedil;&atilde;o no Poder Judici&aacute;rio:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">USO INDEVIDO DE IMAGEM INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS Folheto de propaganda eleitoral do r&eacute;u (ent&atilde;o candidato a prefeito de Osasco) contendo fotografia da autora e dizeres a ela atribu&iacute;dos (e por ela negados) (o que afasta a alegada- Aus&ecirc;ncia de autoriza&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima para tal veicula&ccedil;&atilde;o - Finalidade institucional) Configura&ccedil;&atilde;o - Indeniza&ccedil;&atilde;o devida Desnecessidade de demonstra&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos, que residem na pr&oacute;pria utiliza&ccedil;&atilde;o indevida da imagem - Prote&ccedil;&atilde;o constitucional do direito &agrave; imagem d&aacute; ensejo aos pleitos indenizat&oacute;rios postulados na exordial (artigo 5&ordm;, X, da CF/88) Precedentes - Fixa&ccedil;&atilde;o em 20 sal&aacute;rios m&iacute;nimos Montante que n&atilde;o se mostra excessivo e atende &agrave; finalidade da indeniza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ensejando, de outra parte, o enriquecimento indevido da autora Senten&ccedil;a mantida Recurso improvido.5&ordm;XCF/88</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">(389141020088260405 SP 0038914-10.2008.8.26.0405, Relator: Salles Rossi, Data de Julgamento: 29/09/2011, 8&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 30/09/2011)</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Mas isso n&atilde;o se traduz automaticamente em crime na internet, como visto abaixo:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 81.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;REPARA&Ccedil;&Atilde;O DE DANOS PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O. ARTIGOS. INTERNET. DISPUTA ELEITORAL.I - DURANTE O PER&Iacute;ODO DE ELEI&Ccedil;&Otilde;ES, &Eacute; COSTUMEIRO QUE A ANIMOSIDADE E A RIVALIDADE ENTRE OS CANDIDATOS DA SITUA&Ccedil;&Atilde;O E DA OPOSI&Ccedil;&Atilde;O LEVEM SEUS INTEGRANTES A EXALTAREM-SE MUTUAMENTE EM PALAVRAS R&Iacute;GIDAS, MAS QUE, NO PROCESSO EM EXAME, N&Atilde;O CARACTERIZAM, PORQUE REALIZADAS EM AMBIENTE DE DISPUTA ELEITORAL, OFENSA APTA A CONFIGURAR DANO MORAL.II - APELA&Ccedil;&Atilde;O IMPROVIDA.&rdquo;</span></em><span style="font-size: 11.0pt;"> (783254420058070001 DF 0078325-44.2005.807.0001, Relator: VERA ANDRIGHI, Data de Julgamento: 05/05/2010, 1&ordf; Turma C&iacute;vel, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 18/05/2010, DJ-e P&aacute;g. 63)</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">No tocante a compet&ecirc;ncia para ao julgamento dessas demandas, se na Justi&ccedil;a Comum ou na Justi&ccedil;a Eleitoral, ser&aacute; necess&aacute;rio perquirir se os fatos inver&iacute;dicos e/ou a imputa&ccedil;&atilde;o ofensiva ao pol&iacute;tico ou partido, ocorreram no per&iacute;odo eleitoral ou as v&eacute;speras dele, bem como se a finalidade das ofensas era ocasionar o desequil&iacute;brio eleitoral. Em caso positivo, a demanda ser&aacute; processada pela Justi&ccedil;a Eleitoral, sen&atilde;o seguir&aacute; a regra geral, devendo ser julgada pela Justi&ccedil;a Comum.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Como crit&eacute;rios para a fixa&ccedil;&atilde;o a senten&ccedil;a, o grau de culpabilidade e reprova&ccedil;&atilde;o das condutas, o juiz dever&aacute; ater-se aos princ&iacute;pios constitucionais em xeque, tais como a liberdade de express&atilde;o, o direito a informa&ccedil;&atilde;o, a dignidade da pessoa humana e o direito a honra, sopesando o grau de culpa e extens&atilde;o do dano e desnudando os reais interesses das partes envolvidas. Isto porque o pa&iacute;s tem revivido um per&iacute;odo de falso moralismo e censura exacerbada nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, gerando den&uacute;ncias e demandas que visam t&atilde;o somente impedir a ci&ecirc;ncia e divulga&ccedil;&atilde;o dos crimes praticados numa tentativa de santifica&ccedil;&atilde;o artificial dos pol&iacute;ticos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Contudo, o volume dessas demandas indenizat&oacute;rias comuns n&atilde;o se reflete na seara eleitoral, vez que os partidos e seus pol&iacute;ticos ainda t&ecirc;m resist&ecirc;ncia ao ajuizamento dessas a&ccedil;&otilde;es, tendo em vista que causam uma imagem ainda mais negativa sobre os demandantes, que passam a ser encarados como perseguidores ou associados aos pol&iacute;ticos de regimes totalitaristas e antidemocr&aacute;ticos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Sem contar que, invariavelmente, al&eacute;m das exce&ccedil;&otilde;es de verdade, incidem diversas excludentes de culpabilidade ou ilicitude e a possibilidade de compensa&ccedil;&atilde;o das culpas, se rec&iacute;proco, ainda que extempor&acirc;neos e n&atilde;o relacionado aos mesmos fatos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Nesse contexto, o meio e a possibilidade ou n&atilde;o de apura&ccedil;&atilde;o dos eleitores afetados, onde &eacute; empregada a cal&uacute;nia, difama&ccedil;&atilde;o ou inj&uacute;ria &eacute; relevante porque tamb&eacute;m pode configurar a propaganda eleitoral negativa, antecipada ou regular e ajudam nos crit&eacute;rios de fixa&ccedil;&atilde;o do <em>quantum</em> devido na indeniza&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O embara&ccedil;o dever&aacute; ser analisado ent&atilde;o sobre diversos aspectos, a princ&iacute;pio independentes entre si, visto que a condutas podem percorrer apenas a via criminal da justi&ccedil;a comum, eleitoral, ainda sem preju&iacute;zo da demanda c&iacute;vel e administrativa reparat&oacute;rias.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Quanto a quest&atilde;o probat&oacute;ria, a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es prejudiciais &agrave; pessoa p&uacute;blica n&atilde;o<span> </span>implica, automaticamente, preju&iacute;zo de natureza pol&iacute;tica, sendo<span> </span>necess&aacute;ria a comprova&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de dano &agrave; honra objetiva<span> ou subjetiva </span>da v&iacute;tima.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A jurisprud&ecirc;ncia selecionada pelo pr&oacute;prio Tribunal Superior Eleitoral - TSE, traz luz ao tema, sen&atilde;o vejamos:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;&ldquo;Habeas corpus. Crime. Arts. 325 E 326 do C&oacute;digo Eleitoral. Ofensa veiculada na propaganda eleitoral. Tipicidade. Compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a Eleitoral. 1. Para a tipifica&ccedil;&atilde;o dos crimes de difama&ccedil;&atilde;o e inj&uacute;ria eleitorais, previstos nos arts. 325 e 326 do C&oacute;digo Eleitoral, n&atilde;o &eacute; preciso que a ofensa seja praticada contra candidato, uma vez que a norma descreve as condutas de difamar e injuriar algu&eacute;m, sem especificar nenhuma qualidade especial quanto ao ofendido. 2<span style="text-decoration: underline;">. O que define a natureza eleitoral desses il&iacute;citos &eacute; o fato de a ofensa ser perpetrada na propaganda eleitoral ou visar a fins de propaganda.</span> [...]&rdquo;</span></em><span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;"><a href="http://www.tse.jus.br/sadJudInteiroTeor/pesquisa/actionGetBinary.do?tribunal=TSE&amp;processoNumero=187635&amp;processoClasse=HC&amp;decisaoData=20101214&amp;decisaoNumero=" target="_blank"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">(Ac. de 14.12.2010 no HC n&ordm; 187635, rel. Min. Aldir Passarinho Junior.)</span></a>(sublinhado)</span></span><span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;"><em><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></em><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Den&uacute;ncia. Difama&ccedil;&atilde;o. 1. Em virtude do elemento normativo &lsquo;visando a fins de propaganda&rsquo;, constante do art. 325 do C&oacute;digo Eleitoral, <span style="text-decoration: underline;">o crime de difama&ccedil;&atilde;o pode ocorrer em contexto que n&atilde;o seja ato tipicamente de propaganda eleitoral</span>. 2. Demonstrados ind&iacute;cios de autoria e materialidade, a configurar, em tese, o crime previsto no art. 325, combinado com o art. 327, III, do C&oacute;digo Eleitoral, a den&uacute;ncia deve ser recebida. Recurso especial provido.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;"><a href="http://www.tse.jus.br/sadJudInteiroTeor/pesquisa/actionGetBinary.do?tribunal=TSE&amp;processoNumero=36671&amp;processoClasse=RESPE&amp;decisaoData=20100527&amp;decisaoNumero=" target="_blank"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">(Ac. de 27.5.2010 no REspe n&ordm; 36.671, rel. Min. Arnaldo Versiani.)</span></a>(sublinhado)</span></span><span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;"><em><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS'; font-style: normal;">&nbsp;</span></em><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';"></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;">O TSE ainda faz refer&ecirc;ncia a outra jurisprud&ecirc;ncia onde mostra uma das milhares de excludentes de culpabilidade pass&iacute;veis de arg&uuml;i&ccedil;&atilde;o:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; background: white;"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;A&ccedil;&atilde;o penal. Crimes contra a honra. Decis&atilde;o regional. Proced&ecirc;ncia parcial. Recurso especial. Alega&ccedil;&atilde;o. Viola&ccedil;&atilde;o. Art. 324 do C&oacute;digo Eleitoral. Cal&uacute;nia. N&atilde;o-configura&ccedil;&atilde;o. Imputa&ccedil;&atilde;o. Aus&ecirc;ncia. Fato determinado. 1<span style="text-decoration: underline;">. A</span><span style="text-decoration: underline;"> ofensa de car&aacute;ter gen&eacute;rico, sem indica&ccedil;&atilde;o de circunst&acirc;ncias a mostrar fato espec&iacute;fico e determinado, n&atilde;o caracteriza o crime de cal&uacute;nia</span> <span style="text-decoration: underline;">previsto no art. 324 do C&oacute;digo Eleitoral</span>. [...]&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;"><a href="http://www.tse.jus.br/sadJudInteiroTeor/pesquisa/actionGetBinary.do?tribunal=TSE&amp;processoNumero=25583&amp;processoClasse=RESPE&amp;decisaoData=20061031&amp;decisaoNumero=" target="_blank"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">(Ac. de 31.10.2006 no AgRgREspe n&ordm; 25.583, rel. Min. Caputo Bastos.)</span></a>(sublinhado)</span></span><span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O governador Agnelo Queiroz do Partido dos Trabalhadores &ndash; PT teve o pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais negado contra a revista &Eacute;poca, contra a mat&eacute;ria &ldquo;<em>Um Candidato Enrolado</em>&rdquo;, que era considerado por ele como difamat&oacute;rio, mas a ju&iacute;za considerou que n&atilde;o havia abuso no exerc&iacute;cio do direito porque a not&iacute;cia apenas informou a suspeita e que as declara&ccedil;&otilde;es do imposto de renda n&atilde;o comprovavam a renda suficiente para a aquisi&ccedil;&atilde;o. Sem o emprego de adjetivos ofensivos &agrave; honra do autor, mas mera narra&ccedil;&atilde;o dos fatos, com inten&ccedil;&atilde;o de narrar e informar a sociedade os fatos, o processo foi julgado improcedente. O &ldquo;<em>animus narrandi</em>&rdquo; prevaleceu. (Processo n.&ordm; 2010.01.1.128347-3<span style="color: #333333;">)</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em outras oportunidades os partidos foram obrigados a indenizar por danos morais, tal como o Partido Republicano Progressista &ndash; PRP, indenizou em R$ 5.000,00 mil reais o senhor G.M.C.H, por divulga&ccedil;&atilde;o e uso indevido de imagem. E, neste caso sequer fazia men&ccedil;&atilde;o negativa, mas o juiz considerou que o simples uso da imagem j&aacute; caracterizava o dano moral, dado o car&aacute;ter personal&iacute;ssimo. (Processo n&ordm;1.0134.08.105277-8/001<span>). O PT moveu a&ccedil;&atilde;o contra Jos&eacute; Serra, por ter, em tese, sido acusado de criar um dossi&ecirc; contra o candidato. O mesmo partido j&aacute; processou o PSDB e o candidato da &eacute;poca &Iacute;ndio da Costa por ofensas a Dilma Rousseff, onde aquele afirmou</span><span style="color: #090909;"> em entrevista que o &ldquo;Partido dos Trabalhadores (PT) tem liga&ccedil;&atilde;o com o narcotr&aacute;fico e com os guerrilheiros das For&ccedil;as Armadas Revolucion&aacute;rias da Col&ocirc;mbia (Farc) e que estaria ligado ao que h&aacute; de pior&rdquo;. Al&eacute;m disso, o candidato a vice-presidente </span>pelo PSDB afirmou que Dilma Rousseff usa a m&aacute;quina do governo em eventos de campanha (RESP <strong><span style="font-weight: normal; mso-bidi-font-weight: bold;">187.987</span></strong><strong><span style="font-size: 10.5pt;">)</span></strong>, e <span>a revista Free S&atilde;o Paulo por difama&ccedil;&atilde;o e cal&uacute;nia por mat&eacute;ria sobre Celso Daniel, que tinha o nome &ldquo;</span><span style="border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;">Por tr&aacute;s de um crime&rdquo;, o jornalista Gil Campos afirmava que o prefeito de Santo Andr&eacute;, &ldquo;era idealista e envolvido no esquema do caixa 2&Prime; e que, &ldquo;embora tivesse a consci&ecirc;ncia disso, acreditava que a arrecada&ccedil;&atilde;o de dinheiro ilicitamente justificava o projeto pol&iacute;tico do seu grupo&rdquo;.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">As pessoas p&uacute;blicas, pela pr&oacute;pria natureza da profiss&atilde;o e necessidade de promo&ccedil;&atilde;o e exposi&ccedil;&atilde;o pessoal s&atilde;o mais suscet&iacute;veis a cr&iacute;ticas, mas n&atilde;o perdem o direito &agrave; honra. O limite para a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; o da honra da pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica afetada. Cr&iacute;ticas indiscriminadas e levianas devem ser recha&ccedil;adas, ressalvadas aquelas tuteladas pelas exce&ccedil;&otilde;es e feitas no calor natural das discuss&otilde;es eleitorais. No caso de caracteriza&ccedil;&atilde;o da infra&ccedil;&atilde;o ofensiva, o direito de resposta e a recomposi&ccedil;&atilde;o pela condena&ccedil;&atilde;o por danos morais s&atilde;o instrumentos reparat&oacute;rios que tem for&ccedil;ado a mudan&ccedil;a de postura dos pol&iacute;ticos brasileiros, ainda que de forma quase impercept&iacute;vel. A crescente forma&ccedil;&atilde;o de um eleitorado mais exigente e consciente, que tem privilegiado propostas e curr&iacute;culos dos candidatos em detrimento de ofensas &agrave; parte contr&aacute;ria tamb&eacute;m reflete a mudan&ccedil;a de postura dos participantes das campanhas eleitorais.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">Fontes:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;">Tribunal Superior Eleitoral</p>
<p style="text-align: -webkit-auto; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"> ]]></description>
</item>
<item>
<title>PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/politica/propaganda-eleitoral-antecipada.html</link>
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<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 19:38:51 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda eleitoral existe como um conjunto de t&eacute;cnicas e ferramentas f&iacute;sicas e virtuais, que visam &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o e propaga&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias, para informar e persuadir o eleitorado a tomar uma decis&atilde;o quanto ao voto nas elei&ccedil;&otilde;es.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&Eacute; pelo interm&eacute;dio da propaganda que id&eacute;ias, informa&ccedil;&otilde;es e cren&ccedil;as s&atilde;o difundidas, tendo como fito a ades&atilde;o de destinat&aacute;rios. Ocorre que alguns candidatos tentam subverter o processo ison&ocirc;mico, antecipando suas propagandas.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O ano de 2012 ser&aacute; marcado por elei&ccedil;&otilde;es para vereadores e novamente, mesmo antes de 06 de julho, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel ver a altera&ccedil;&atilde;o da paisagem urbana, com &ldquo;banners&rdquo;, &ldquo;outdoors&rdquo;, muros pintados, panfletos ao ch&atilde;o, adesivos, faixas, adesivos, carros de som, etc.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A quest&atilde;o &eacute; t&atilde;o relevante que na Para&iacute;ba - PB, a Corregedoria Regional Eleitoral apurou que 80% das reclama&ccedil;&otilde;es feitas ao TRE referem-se a propaganda antecipada, sendo que em Jo&atilde;o Pessoa o percentual &eacute; espantosamente de 100%.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">E, a forma, conte&uacute;do e contexto como s&atilde;o praticadas as condutas acima, podem configurar a propaganda eleitoral antecipada e devem ser recha&ccedil;adas pelo Poder Judici&aacute;rio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O Tribunal Superior Eleitoral elenca como requisitos para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da propaganda eleitoral antecipada, o nome do candidato e cargo almejado; o curr&iacute;culo, hist&oacute;rico de atua&ccedil;&atilde;o e habilidades do postulante e; os planos de governo, plataforma, atua&ccedil;&atilde;o de trabalho se eleito e o contexto onde est&aacute; inserida a propaganda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Por isso, tolera-se as manifesta&ccedil;&otilde;es reduzidas como &ldquo;Jo&atilde;o 2012&rdquo; ou &ldquo;Maria deseja um feliz 2012&rdquo;, porquanto n&atilde;o configurarem minimamente a antecipa&ccedil;&atilde;o de propaganda eleitoral, apesar de moralmente question&aacute;vel.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">N&atilde;o &eacute; proibido ou incomum tamb&eacute;m, as mensagens de votos de &ldquo;Feliz 2012&rdquo;, &ldquo;Feliz P&aacute;scoa&rdquo;, &ldquo;Feliz Dia das M&atilde;es&rdquo;, &ldquo;Feliz Dia dos Pais&rdquo;, Feliz Natal ou Ano Novo&rdquo;, vez que pontuais, com rela&ccedil;&atilde;o aos eventos relacionados e tempor&aacute;rios.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Alias, a quest&atilde;o &eacute; t&atilde;o recorrente ainda hoje, que transcrevo um trecho do ac&oacute;rd&atilde;o proferido no TSE: &ldquo;1. N&atilde;o configura propaganda eleitoral antecipada a veicula&ccedil;&atilde;o de mensagem de felicita&ccedil;&atilde;o, divulgada por meio de outdoor, quando n&atilde;o cont&eacute;m an&uacute;ncio, ainda que subliminar, de determinada candidatura nem dos prop&oacute;sitos para obter o apoio do eleitor por interm&eacute;dio do voto. .. Precedentes. Agravo regimental n&atilde;o provido.&rdquo; (235347 AM , Relator: Min. F&Aacute;TIMA NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento: 13/10/2011, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJE - Di&aacute;rio da Justi&ccedil;a Eletr&ocirc;nico, Tomo 213, Data 10/11/2011, P&aacute;gina 50-51)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Mas s&atilde;o t&ecirc;nues as nuances entre os limites da propaganda tolerada e a irregular, tanto que se nas frases ou slogans mencionados acima o candidato acrescentasse o nome com o cargo tal como &ldquo;vereador X&rdquo;, haveria a caracteriza&ccedil;&atilde;o da propaganda antecipada pela descri&ccedil;&atilde;o de nome e cargo, na forma cumulada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Ou, existisse a express&atilde;o &ldquo;24 horas trabalhando por voc&ecirc;&rdquo;, tal como j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel ver algumas mensagens similares no centro da cidade de Campinas &ndash; SP, igualmente haveria o il&iacute;cito porque ter&iacute;amos o m&eacute;rito e qualidades atribu&iacute;dos ao candidato.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A legitimidade da candidatura tamb&eacute;m &eacute; irrelevante para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do il&iacute;cito, vez que o candidato, mesmo que impossibilitado de concorrer &agrave;s pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es, pode ser condenado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda extempor&acirc;nea pode se caracterizar por uma simples frase, que eclodir&aacute; em multa pela Justi&ccedil;a Eleitoral. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Quanto aos muros pintados, h&aacute; que se observar a autoriza&ccedil;&atilde;o de alvar&aacute; e o recolhimento das taxas municipais pr&eacute;vias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Entre os exemplos de propaganda eleitoral antecipada est&atilde;o: a) Mensagens f&iacute;sicas ou eletr&ocirc;nicas e cart&otilde;es com refer&ecirc;ncia as elei&ccedil;&otilde;es, plataforma pol&iacute;tica, nome e cargo, sigla do partido, n&uacute;mero do candidato; b) Adesivos com nome e cargo; c) Outdoor (de qualquer tipo eleitoral) e faixa, com o n&uacute;mero de legenda; d) Impressos, jornais, tabloides e informativos pessoais com a descri&ccedil;&atilde;o do candidato;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">N&atilde;o se configuram como propaganda eleitoral, desde que sem os excessos e abusos: e) Cria&ccedil;&atilde;o de p&aacute;ginas na web, redes sociais desde que com ades&atilde;o volunt&aacute;ria e sem o uso de spam; f) Adesivos, placas, tabloides, informativos, sem o n&uacute;mero, cargo ou plataforma do candidato; g) Eventos pessoais ou partid&aacute;rios fechados; h) Eventos p&uacute;blicos sem men&ccedil;&atilde;o &agrave; candidatura e/ou a elei&ccedil;&otilde;es, com relato dos feitos apenas para a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; i) Participa&ccedil;&atilde;o em entrevistas na r&aacute;dio ou televis&atilde;o, debates e encontros onde o foco sejam os fatos e n&atilde;o o pol&iacute;tico e com as ressalvas ditas anteriormente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">As regras existem a fim que se obtenha a isonomia e se assegure um equil&iacute;brio maior entre os candidatos, fazendo diminuir o poder de elei&ccedil;&atilde;o apenas pela disponibilidade de verbas com marketing entre eles, </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">vez que os espectadores se tornam menos propensos ou inclinados &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o de referida id&eacute;ia apenas pela massiva inser&ccedil;&atilde;o propagand&iacute;stica.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">O que se pretende inibir s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es que se revestem do prop&oacute;sito de fixar a imagem e as diretrizes dos atos do pol&iacute;tico, capaz de provocar um desequil&iacute;brio no contexto eleitoral em gradiente aos demais concorrentes.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Mas &eacute; claro que &eacute; preciso discernimento entre o que &eacute; propaganda eleitoral antecipada e promo&ccedil;&atilde;o pessoal. Nem de longe, as apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas podem ser consideradas, por si s&oacute;, no exerc&iacute;cio do mandato, passives de puni&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m do mais, &eacute; natural que da atividade pol&iacute;tica ou do exerc&iacute;cio de alguma atividade ou profiss&atilde;o, a promo&ccedil;&atilde;o pessoal do pr&eacute;-candidato. Os pol&iacute;ticos precisam ficar em evid&ecirc;ncia, como forma de assegurar as elei&ccedil;&otilde;es futuras. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre expandir o seu eleitorado, angariando o maior n&uacute;mero de votos e militantes para a elei&ccedil;&atilde;o.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O proselitismo &eacute; algo inerente &agrave; atividade pol&iacute;tica, pass&iacute;vel de cr&iacute;tica apenas quando travestido de propaganda eleitoral abusiva, com interesse no voto em perspectiva. A massiva rede de informa&ccedil;&otilde;es do mundo moderno (TV, R&aacute;dio, Jornais, internet, Blog&acute;s, Redes Sociais), facilitou sobremaneira a divulga&ccedil;&atilde;o das atividades e a intera&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos a seu eleitorado, bem como o aumento da fiscaliza&ccedil;&atilde;o pela publicidade, elementos essenciais ao desenvolvimento &agrave; democracia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A exposi&ccedil;&atilde;o pura e simples do postulante, com o objetivo de torn&aacute;-lo mais conhecido ao p&uacute;blico; a divulga&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria, com aus&ecirc;ncia dos citados elementos que associados &agrave; antecipa&ccedil;&atilde;o de propaganda eleitoral, n&atilde;o configuram qualquer irregularidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda deve ter a inten&ccedil;&atilde;o induvidosa de revelar ao eleitorado o cargo almejado, a a&ccedil;&atilde;o que pretende desenvolver e os m&eacute;ritos que o habilitam ao exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o, tal como exposto no ac&oacute;rd&atilde;o: </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">(Ac. TSE 15.372, Min. Eduardo Alckmin).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Tamb&eacute;m &eacute; irrelevante o fato de haver candidatos indicados, para que exista a propaganda extempor&acirc;nea. </span><span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">(RP n&deg; 267/ES, de 21.9.2000, rel. Min. Garcia Vieira, DJ de 8.11.2000).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt; font-family: Arial; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral da Bahia divulgou mais uma multa aplicada ao radialista M&aacute;rio Kert&eacute;sz pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele foi acusado de promover propaganda eleitoral antecipada. O valor da multa foi de R$ 5 mil (m&iacute;nimo pela Lei Eleitoral).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda eleitoral divide-se em direta ou expl&iacute;cita e indireta ou impl&iacute;cita (disfar&ccedil;ada), conforme o art. 26, inciso II, da Lei n.&ordm; 9.504/97, j&aacute; prescreve quanto a gastos eleitorais. Assim, ainda que n&atilde;o exista express&atilde;o men&ccedil;&atilde;o, a simula&ccedil;&atilde;o e o contexto podem levar a penaliza&ccedil;&atilde;o. Alias, irretoc&aacute;vel a decis&otilde;es jurisprudenciais em ater-se ao contexto f&aacute;tico, vez que o desenvolvimento do marketing eleitoral tem crescido sobremaneira, trazendo novos elementos, cuja legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consegue regular com a mesma velocidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Ainda quanto &agrave; forma, a propaganda divide-se em (i)propaganda intrapartid&aacute;ria com &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias dos candidatos que disputar&atilde;o cargos eletivos para angaria&ccedil;&atilde;o de votos dos respectivos colegas na conven&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria; (ii) partid&aacute;ria, que tem por objetivo a divulga&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias do partido pol&iacute;tico, bem como de seu programa para capta&ccedil;&atilde;o de novos filiados; (iii) propaganda eleitoral, destinadas a influir sobre os eleitores, de modo a obter a sua ades&atilde;o &agrave;s candidaturas ; (iiii) propaganda institucional, tendo como fim prec&iacute;puo divulgar as realiza&ccedil;&otilde;es da Administra&ccedil;&atilde;o e orientar os cidad&atilde;os sobre assuntos de seu interesse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family: Arial; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda intrapartid&aacute;ria pode ocorrer na quinzena anterior &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias, que devem acontecer entre o dia 10 e 30 de junho do ano da elei&ccedil;&atilde;o. Seu objetivo &eacute; captar os votos dos convencionais, a fim de que o postulante seja escolhido candidato.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Resumidamente, a propaganda eleitoral, pode ser divulgada &agrave; partir do dia 06 de julho do ano de elei&ccedil;&atilde;o at&eacute; a v&eacute;spera da vota&ccedil;&atilde;o; a intrapartid&aacute;ria desde a quinzena anterior &agrave; conven&ccedil;&atilde;o e a partid&aacute;ria &eacute; vedada a partir do segundo semestre do ano eleitoral.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Nas divulga&ccedil;&otilde;es do partido, as propagandas devem visar &agrave;s realiza&ccedil;&otilde;es da agremia&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aos seus membros, menos ainda de forma individualizada e singular. Na propaganda intrapartid&aacute;ria, o que importa &eacute; sua limita&ccedil;&atilde;o de abrang&ecirc;ncia, que deve ser reduzida &agrave; pr&oacute;pria agremia&ccedil;&atilde;o. <strong>&nbsp;</strong></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><strong><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><strong><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda institucional n&atilde;o se traduz como propaganda eleitoral, conforme art. 73, inciso VI, al&iacute;nea &ldquo;b&rdquo; da Lei n.&ordm; 9.504/97:</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;VI - nos tr&ecirc;s meses que antecedem o pleito:</span></em></p>
<p style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11pt;">b) com exce&ccedil;&atilde;o da propaganda de produtos e servi&ccedil;os que tenham concorr&ecirc;ncia no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, servi&ccedil;os e campanhas dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administra&ccedil;&atilde;o indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade p&uacute;blica, assim reconhecida pela Justi&ccedil;a Eleitoral;&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 0cm; text-indent: 0cm;"><strong><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">O art. 36, caput, da Lei n.&ordm; 9.504/97, que estabelece normas para as elei&ccedil;&otilde;es, deixa claro que a propaganda eleitoral &ldquo;</span><em><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">somente &eacute; permitida ap&oacute;s o dia 5 de julho do ano da elei&ccedil;&atilde;o.</span></em><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&rdquo; Ou seja, a propaganda eleitoral somente deve ocorrer a partir do dia 06 de julho do ano da elei&ccedil;&atilde;o, ou seja, este ano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A propaganda ser&aacute; considerada irregular quando for antecipada e/ou deixar de atender as normas e ditames legais em seu n&uacute;cleo. Neste ponto critica-se a falta de clareza da legisla&ccedil;&atilde;o quanto ao termo inicial temporal para a fixa&ccedil;&atilde;o da propaganda eleitoral, como antecipada. O ideal e razo&aacute;vel seria a fixa&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do pleito eleitoral, vez que em data anterior dificilmente ser&aacute; lembrada pelo eleitor, n&atilde;o merecendo qualquer censura ou puni&ccedil;&atilde;o, ao menos nesse sentido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">As medidas inibit&oacute;rias visam lutar contra a impunidade dos infratores perante a lei eleitoral. </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">A a&ccedil;&atilde;o de Representa&ccedil;&atilde;o eleitoral &eacute; um dos procedimentos utilizados para a apura&ccedil;&atilde;o de fatos que possam infringir artigos das leis eleitorais, tendentes a desequilibrar o pleito.</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">A san&ccedil;&atilde;o prescrita na Lei Eleitoral, quanto &agrave; propaganda eleitoral antecipada, prev&ecirc; a puni&ccedil;&atilde;o, <em>&ldquo;</em></span><em><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">ao respons&aacute;vel pela divulga&ccedil;&atilde;o da propaganda e, quando comprovado o seu pr&eacute;vio conhecimento, o benefici&aacute;rio &agrave; multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.&rdquo;</span></em><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">A propaganda eleitoral vem sendo desvirtuada por v&aacute;rios candidatos que ante a impunidade, se sentem livres para adotar pr&aacute;ticas que se configuram campanha eleitoral antes do prazo estabelecido pela legisla&ccedil;&atilde;o. Outro motor para isso reside no fato de que a multa pecuni&aacute;ria atualmente fixada pela legisla&ccedil;&atilde;o, nas rar&iacute;ssimas vezes em que um candidato &eacute; penalizado, se revela irris&oacute;ria frente aos elevados recursos disponibilizados pelos candidatos, notadamente no que tange &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es presidenciais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O Conselho do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, atento aos abusos praticados e na tentativa de dar mais efetividade a Lei Eleitoral, regulamenta alguns dos principais dispositivos, mediante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, realizada nos anos eleitorais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O marketing do trabalho do inerente ao exerc&iacute;cio parlamentar do pol&iacute;tico, desnuda de elementos eleitorais, tamb&eacute;m &eacute; permitida, mesmo em ano eleitoral, porque os ve&iacute;culos de imprensa s&atilde;o livres.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A propaganda eleitoral antecipada pode ser revestida do objetivo negativo de depreciar, desqualificar, desmerecer outro candidato, fato igualmente censur&aacute;vel, neste caso ter&iacute;amos a propaganda eleitoral antecipada negativa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Para evitar simula&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o entre os candidatos, cumpre ressaltar que a puni&ccedil;&atilde;o veicula-se ao respons&aacute;vel pela divulga&ccedil;&atilde;o e ao candidato, este &uacute;ltimo quando comprovado seu pr&eacute;vio conhecimento. Isto porque, a facilidade das divulga&ccedil;&otilde;es hodiernas impede pelos candidatos e partidos, o controle sobre todos seus representantes, militantes e apoiadores, que podem criar em minutos, uma campanha em massa, sem que o candidato saiba o que est&aacute; acontecendo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Por &oacute;bvio, tal exclus&atilde;o de responsabilidade, n&atilde;o se aplica se a propaganda for ostensiva ou pass&iacute;vel de conhecimento pelo candidato, pela propor&ccedil;&atilde;o.(Agravo Regimental em Recurso Especial  Eleitoral n&deg; 25.069 &ndash; Classe 22&ordf;, j. 19.05.2005, DJ de 02.09.2005, p. 153).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A divulga&ccedil;&atilde;o moderada e sem correla&ccedil;&atilde;o direta com as elei&ccedil;&otilde;es, &eacute; permitida:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 144pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 144pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">A mera divulga&ccedil;&atilde;o do nome e do trabalho desenvolvido, sem refer&ecirc;ncias a elei&ccedil;&otilde;es, candidaturas ou votos, n&atilde;o caracteriza propaganda eleitoral antecipada, nem permite a aplica&ccedil;&atilde;o da multa prevista no art. 36, &sect;3&deg;, da Lei n&deg; 9.504/97.</span></em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> (C. TSE, Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n&deg; 5.275 &ndash; Classe 2&ordf;, j. 01.02.2005, DJ de 15.04.2005, p. 163).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Outra nuance que ganhou os holofotes da propaganda eleitoral antecipada, s&atilde;o as propagandas institucionais do Executivo e do Legislativo. Isto porque, antes da obedi&ecirc;ncia as regras eleitorais, tais propagandas devem estrita observ&acirc;ncia ao art. 37 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, sobre legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici&ecirc;ncia. Assim, as mensagens veiculadas pelo Governo Federal, Estadual, Distrital e Municipal, feitas ao sacrif&iacute;cio dos cofres p&uacute;blicos, n&atilde;o pode enaltecer ou privilegiar os administradores, mas apenas informar a popula&ccedil;&atilde;o sobre o que est&aacute; sendo realizado. O cuidado deve ser redobrado na propaganda institucional, porquanto carregar consigo a imagem da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. A presta&ccedil;&atilde;o de contas tamb&eacute;m &eacute; permitida nesta modalidade, que perder&aacute; o sentido ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o da nova Lei de Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o, Lei n.&ordm; 12.527/2011.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Tamb&eacute;m se permite o relato dos feitos da administra&ccedil;&atilde;o, desde que n&atilde;o existe men&ccedil;&atilde;o &agrave; candidatura, compara&ccedil;&otilde;es a outras administra&ccedil;&otilde;es, sites, ou qualquer dado advindo de campanha eleitoral. N&atilde;o &eacute; a toa que outdoor&acute;s de agradecimento a popula&ccedil;&atilde;o com dinheiro p&uacute;blico tamb&eacute;m configuram propaganda eleitoral ostensiva e s&atilde;o irregulares. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O TRE recentemente (03/04) suspendeu uma propaganda antecipada do prefeito Jos&eacute; Fortunati do PDT na TV de Porto Alegre &ndash; RS, porquanto apresenta-lo em frente a obras p&uacute;blicas, como o metr&ocirc; de Porto Alegre, bem como mostrava as medidas que ele pretendia tomar para resolver os problemas. A representa&ccedil;&atilde;o foi realizada pelo PCdoB.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Em Recife, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico &ndash; MP, resolveu representar o prefeito Jo&atilde;o da Costa do PT e a secret&aacute;ria de Educa&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio, por antecipa&ccedil;&atilde;o de propaganda eleitoral, por ter aquela sido acusada de pedir aos vizinhos e familiares que votassem nele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">De outro lado, o contexto onde est&aacute; inserido a propaganda deve ser levado em considera&ccedil;&atilde;o, bem como o pedido de votos, tanto que um governador j&aacute; foi absolvido, por n&atilde;o fazer pedido expresso de votos, apesar de expor a plataforma e projetos pol&iacute;ticos durante uma entrevista: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&ldquo;Propaganda eleitoral antecipada.1. O art. 36-A da Lei n&ordm; 9.504/97 estabelece que n&atilde;o ser&aacute; considerada propaganda eleitoral antecipada a participa&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-candidato em entrevistas ou programas, inclusive com a exposi&ccedil;&atilde;o de plataformas e projetos pol&iacute;ticos, desde que n&atilde;o haja pedido de votos.2. Dado o contexto em que foi realizada entrevista com governador, pr&eacute;-candidato &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o, durante evento p&uacute;blico, e n&atilde;o evidenciado excesso por parte do representado, afigura-se n&atilde;o caracterizada a propaganda eleitoral antecipada.Agravo regimental n&atilde;o provido.&rdquo; (394007 AM , Relator: Min. ARNALDO VERSIANI LEITE SOARES, Data de Julgamento: 24/11/2011, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJE - Di&aacute;rio da Justi&ccedil;a Eletr&ocirc;nico, Tomo 024, Data 2/2/2012, P&aacute;gina 44)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">O contexto tamb&eacute;m serve para fazer caracterizar a infra&ccedil;&atilde;o eleitoral que se fez omitir:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">EMBARGOS DE DECLARA&Ccedil;&Atilde;O. EFEITOS INFRINGENTES. OMISS&Atilde;O NO JULGADO QUANTO A QUEST&Atilde;O SUSCITADA EM PLEN&Aacute;RIO.  ACOLHIMENTO. RECURSO ELEITORAL DESPROVIDO.1 - Configurada omiss&atilde;o no julgado quanto a quest&atilde;o suscitada oralmente em Plen&aacute;rio, &eacute; evidente que houve ofensa ao artigo 275, inciso II, do C&oacute;digo Eleitoral, devendo os Embargos Declarat&oacute;rios serem acolhidos, com efeito infringente, para suprir a omiss&atilde;o detectada e modificar o julgado que n&atilde;o conheceu do recurso interposto e apreciar o m&eacute;rito recursal.275IIC&oacute;digo Eleitoral2 - Distribui&ccedil;&atilde;o de material de propaganda e veicula&ccedil;&atilde;o de mensagem em carro de som em data anterior a 06 de julho do ano da elei&ccedil;&atilde;o caracterizam propaganda eleitoral extempor&acirc;nea.3 - A expl&iacute;cita vincula&ccedil;&atilde;o entre os m&eacute;ritos, a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do benefici&aacute;rio como l&iacute;der comunit&aacute;rio e sua influ&ecirc;ncia junto ao Prefeito Municipal, de um lado, e a proximidade do pleito de outubro/2008, de outro, faz da mensagem em quest&atilde;o uma propaganda at&eacute; mesmo direta e n&atilde;o apenas subliminar.4 - A aus&ecirc;ncia de pedido expresso de voto e de men&ccedil;&atilde;o ao pleito futuro n&atilde;o s&atilde;o, por si s&oacute;s, suficientes para descaracterizar a propaganda eleitoral antecipada. Basta que um conjunto de a&ccedil;&otilde;es, em determinado cen&aacute;rio, circunst&acirc;ncias e quadra de tempo, deixe entrever a inten&ccedil;&atilde;o de mostrar qualidades pessoais e pol&iacute;tica, capazes de habilitar pr&eacute;-candidato a ingressar na vida p&uacute;blica, granjeando, desse modo, a simpatia do eleitorado para atingir objetivo n&atilde;o claramente alardeado, mas que deflui naturalmente do momento, atitude, postura e a&ccedil;&atilde;o do pretendente a cargo p&uacute;blico eletivo.5 - Embargos de Declara&ccedil;&atilde;o acolhidos para modificar o julgado e ensejar o conhecimento do recurso, negando-lhe, todavia, provimento. (3810 GO , Relator: ELIZABETH MARIA DA SILVA, Data de Julgamento: 05/08/2008, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: PSESS - Publicado em Sess&atilde;o)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Quanto &agrave; liberdade de imprensa e de manifesta&ccedil;&atilde;o de pensamento, apesar de serem prote&ccedil;&otilde;es sistematicamente atacadas pelos governos, est&atilde;o asseguradas pelo art. 220 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o (r&aacute;dio, tv, jornais, facebook, twitter e etc) s&atilde;o livres para noticiar e os pol&iacute;ticos livres para conceder entrevistas, mas o foco deve estar nos fatos e n&atilde;o no pol&iacute;tico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Se o foco for simulado ou mascarado, incorre a infra&ccedil;&atilde;o:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 144.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROPAGANDA ELEITORAL EXTEMPOR&Acirc;NEA. CONFIGURA&Ccedil;&Atilde;O. LIBERDADE DE IMPRENSA. AUS&Ecirc;NCIA DE VIOLA&Ccedil;&Atilde;O. DESPROVIMENTO. 1. A divulga&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria jornal&iacute;stica que se limita a ressaltar as qualidades pessoais de determinado candidato, tendo-o como o mais apto para o exerc&iacute;cio do mandato e diminuindo a import&acirc;ncia de seus concorrentes nas pesquisas eleitorais, configura propaganda eleitoral irregular. Precedente. 2. A atua&ccedil;&atilde;o do Estado visando impedir eventuais excessos comprometedores do processo eleitoral n&atilde;o viola a liberdade de imprensa. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. (390995 CE , Relator: Min. ALDIR GUIMAR&Atilde;ES PASSARINHO JUNIOR, Data de Julgamento: 24/03/2011, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJE - Di&aacute;rio da Justi&ccedil;a Eletr&ocirc;nico, Data 19/04/2011, P&aacute;gina 54)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Cuidados redobrados devem ter os militantes envolvidos diretamente no pleito eleitoral e assessores quanto &agrave; propaganda antecipada, especialmente nas redes sociais Orkut, Twitter, Facebook e microblogs, porque o TSE decidiu que as mensagens veiculadas neles tamb&eacute;m caracterizam propaganda, como se pode extrair do julgamento onde &Iacute;ndio da Costa (ex &ndash; DEM, hoje PSD), que havia twittado "A responsabilidade &eacute; enorme. Mas conto com o seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: O Brasil pode mais". </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Contudo, considero v&aacute;lido ressaltar, tal como fizeram os ministros Dias Toffoli, C&aacute;rmen L&uacute;cia e Gilson Dipp, que defenderam a libera&ccedil;&atilde;o da propaganda no Twitter em qualquer momento. Para eles, o microblog seria um meio restrito de troca de ideias, ao contr&aacute;rio da televis&atilde;o e do r&aacute;dio. Assim, ao menos &eacute; poss&iacute;vel crer que seria poss&iacute;vel a redu&ccedil;&atilde;o da multa nestes casos, em atendimento a dosimetria das penas e a crit&eacute;rios de razoabilidade e proporcionalidade, pela limita&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia e da forma de veicula&ccedil;&atilde;o (caracteres limitados pelo pr&oacute;prio sistema).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Neste ponto &eacute; preciso ressaltar que os cidad&atilde;os n&atilde;o envolvidos com o processo eleitoral, t&ecirc;m ampla liberdade para se comunicarem &agrave; vontade. O que se tem visto muito nas redes sociais, s&atilde;o militantes disfar&ccedil;ados de pessoas desinteressadas em cargos ou vantagens com o processo eletivo, mas que depois ser&atilde;o beneficiadas com o resultado. Acredito que nestes casos, tais irregularidades s&atilde;o igualmente passives de puni&ccedil;&atilde;o. Por &oacute;bvio, o pedido expresso de voto transmuda a qualidade de cidad&atilde;o e desnuda a verdadeira inten&ccedil;&atilde;o do militante ou assessor, fato punido como os demais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Os parlamentares e demais dependentes do er&aacute;rio dever&atilde;o estar atentos aos prazos de descompatibiliza&ccedil;&atilde;o j&aacute; emitidos para 2012, sob pena de terem suas propagandas figuradas como extempor&acirc;neas. <strong><span style="font-weight: normal;"></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Times; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&Eacute; acertado dizer que a regra geral seria n&atilde;o fazer propaganda, mas aos que fizerem, dado os motivos naturais ligados a pol&iacute;tica e o acirramento entre os candidatos, atenham-se apenas a promo&ccedil;&atilde;o pessoal desassociada de qualquer conjunto de elementos que caracterizem a antecipa&ccedil;&atilde;o da inten&ccedil;&atilde;o eleitoral. O desbordar a fim de angariar a simpatia dos eleitores pode reverter-se em propaganda negativa, vez que o eleitorado n&atilde;o v&ecirc; com bons olhos, pr&eacute;-candidatos punidos antes do per&iacute;odo eleitoral. A pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; um ambiente ass&eacute;ptico, mas certas atitudes podem desbocar, naquilo que justamente se pretendia evitar, sem contar o que &eacute; moralmente correto, sendo que a legisla&ccedil;&atilde;o foi criada justamente para tentar manter o equil&iacute;brio entre os candidatos e partidos, tornando diminuto o poderio econ&ocirc;mico de um em detrimento ao outro, privilegiando a diversidade de ideais e opini&otilde;es ao inv&eacute;s do controle das massas pela intensidade de propagandas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Times; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Times; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: Times; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">BRASIL. Constitui&ccedil;&atilde;o (1988) <strong>Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil</strong>. Bras&iacute;lia: Senado, 2007.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">BRASIL. Lei n.9.504, de 30 set. 1997. Estabelece normas para as elei&ccedil;&otilde;es. <strong>Di&aacute;rio Oficial</strong>, Bras&iacute;lia, 1&ordm; out. 1997.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">C&oacute;digo Eleitoral (Lei n&ordm; 4.737/65)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Lei dos Partidos Pol&iacute;ticos (Lei n&ordm; 9.096/95)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Lei das Elei&ccedil;&otilde;es (Lei n&ordm; 9.504/97)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Resolu&ccedil;&atilde;o TSE n&ordm; 23.370/2011 &ndash; Propaganda Eleitoral e condutas vedadas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Resolu&ccedil;&atilde;o TSE n&ordm; 23.367/2011 &ndash; Reclama&ccedil;&otilde;es, Representa&ccedil;&otilde;es e pedidos de resposta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Resolu&ccedil;&atilde;o TRE/MG n&ordm; 876/2011 &ndash; Poder de pol&iacute;cia</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">COSTA, Adriano Soares da. Institui&ccedil;&otilde;es de Direito Eleitoral. 6. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">CONEGLIAN, Olivar. Propaganda Eleitoral. 8. ed. Curitiba: Juru&aacute;, 2006.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">GOMES, Jos&eacute; Jairo. Propaganda Pol&iacute;tico-Eleitoral. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>A PROPAGANDA ELEITORAL NEGATIVA, A PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA X LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PENSAMENTO</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/politica/a-propaganda-eleitoral-negativa-a-propaganda-eleitoral-antecipada-x-liberdade-de-express%25c3%2583o-e-pensamento.html</link>
<guid>https://artigopt.com/sociedade/politica/a-propaganda-eleitoral-negativa-a-propaganda-eleitoral-antecipada-x-liberdade-de-express%25c3%2583o-e-pensamento.html</guid>
<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 11:58:56 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">As estrat&eacute;gias eleitorais trazem em seu bojo as campanhas negativas, que se traduzem pela utiliza&ccedil;&atilde;o de elementos negativos e desabonadores do advers&aacute;rio, n&atilde;o necessariamente ver&iacute;dicos, em detrimento ao relevo das pr&oacute;prias qualidades e virtudes do outro candidato, com potencialidade de influenciar a decis&atilde;o de uma vasta gama de eleitores.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">A propaganda negativa permeia o imagin&aacute;rio dos eleitores brasileiros, exaltando suas paix&otilde;es partid&aacute;rias, recebendo os holofotes principais de certas campanhas eleitorais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Um dos alicerces da democracia representativa &eacute; a publica&ccedil;&atilde;o das propostas dos candidatos a fim que os eleitores sejam capazes de escolherem os pol&iacute;ticos mais alinhados aos seus interesses. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A fortifica&ccedil;&atilde;o das bases eleitorais passa obrigatoriamente pela fixa&ccedil;&atilde;o do eleitorado atrav&eacute;s da visibilidade em massa do seu nome e slogan.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Nesta linha, a manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento deve ser plena, protegida toda e qualquer express&atilde;o de pensamento n&atilde;o se compadecendo com a exig&ecirc;ncia de licen&ccedil;a pr&eacute;via ou outros mecanismos de censura. Por esse motivo, torna-se incompat&iacute;vel com a ordem jur&iacute;dica brasileira a limita&ccedil;&atilde;o da liberdade de cr&iacute;tica, configurada em manifesta&ccedil;&otilde;es desassociadas de fins eleitoreiros. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Isso n&atilde;o quer dizer que todos os usos que podem ser feitos da liberdade de express&atilde;o sejam moralmente corretos, ou socialmente aceit&aacute;veis, vez que o discurso anti&eacute;tico e pouco construtivo, pode ser objeto de questionamento e ressarcimento no Poder Judici&aacute;rio.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">Quando os apontamentos indicados na propaganda, ainda que tenham desabonado a atua&ccedil;&atilde;o do governo ou do pol&iacute;tico, ainda que pesadas e inapropriadas, n&atilde;o ultrapassarem o limite da discuss&atilde;o, inexistir&aacute; propaganda eleitoral negativa. Deve-se ater mais que aos reflexos da atividade propagandista, mas sim a motiva&ccedil;&atilde;o do respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o, sob pena de ser mitigado o exerc&iacute;cio regular a liberdade de express&atilde;o e a atividade jornal&iacute;stica de cunho informativo. </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">O estabelecimento de compara&ccedil;&otilde;es, a fim de levar o eleitorado &agrave; conclus&atilde;o de que determinado candidato &eacute; mais apto ao exerc&iacute;cio do cargo em disputa do que seu advers&aacute;rio pol&iacute;tico tamb&eacute;m n&atilde;o configura propaganda eleitoral negativa, vez que caber&aacute; ao leitor dos textos a an&aacute;lise subjetiva e individual intr&iacute;nseca ao ato de escolha, esteio do processo democr&aacute;tico. E, neste contexto tamb&eacute;m deve ser sopesado as cr&iacute;ticas &aacute;cidas e contundentes habituais entre os debatedores nas &eacute;pocas de campanha eleitoral.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">As discuss&otilde;es dentro do limite razo&aacute;vel do jogo pol&iacute;tico e na pr&oacute;pria liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, mesmo que no acalorado clima de campanha, afasta a incid&ecirc;ncia do artigo 243, inciso IX do C&oacute;digo Eleitoral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">A Justi&ccedil;a Eleitoral j&aacute; aplicou multas a sindicatos, dentre eles a APEOESP, por fazerem &ldquo;campanha negativa&rdquo; por criticas p&uacute;blicas contra Serra, est&atilde;o sendo acusadas de atuarem para a campanha de Dilma. Segundo os julgamentos dos recursos havia sido demonstrado claramente o n&iacute;tido intuito de beneficiar um dos candidatos &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, de modo a prejudicar o outro. Ainda houve reprimenda aos sindicatos sob a alega&ccedil;&atilde;o que eles n&atilde;o poderiam substituir-se aos partidos pol&iacute;ticos em mat&eacute;ria de propaganda eleitoral, pela veda&ccedil;&atilde;o do art. 24, VI da Lei n.&ordm; 9.504/97. </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">O governador CID GOMES (PSB), chegou a mover tr&ecirc;s processos contra o google para a retirada de v&iacute;deos cujo conte&uacute;do foi considerado de ofensa direta a intimidade e honra do pol&iacute;tico, caracterizando ent&atilde;o a propaganda eleitoral negativa, vez que criariam uma imagem pejorativa do candidato. </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">Um site do PSDB &ldquo;gente que mente&rdquo; tamb&eacute;m j&aacute; foi objeto de perquiri&ccedil;&atilde;o sobre propaganda eleitoral negativa contra o PT e na &eacute;poca a pr&eacute;-candidata Dilma Rousseff. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Certa vez, uma servidora comissionada de gabinete da senadora K&aacute;tia Abeu (DEM-TO) usou um e-mail oficial da Casa para distribuir um texto com conte&uacute;do contra a campanha de Dilma Rousseff (PT). </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">Ela tamb&eacute;m j&aacute; foi objeto de ataques nas redes sociais, por blogs e sites de advers&aacute;rios que rotineiramente a comparam a sua atua&ccedil;&atilde;o ativa na ditadura com terrorismo.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">Cr&iacute;ticas objetivas a administra&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se traduzem necessariamente em an&uacute;ncios positivos aos candidatos, como muitos tentam fazer crer hordienamente, sendo poss&iacute;vel imaginar o que aconteceria se os aspectos negativos que os candidatos tentam a todo custo esconder e, muitas vezes com sucesso, n&atilde;o chegassem a conhecimentos dos eleitores.</span><strong><span style="font-size: 18.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Pol&iacute;ticos com passados imaculados, impec&aacute;veis e infal&iacute;veis s&atilde;o raros, quase inexistentes, sendo que o restante &eacute; contaminado por fatos, que se fosse de conhecimento p&uacute;blico, resultariam num resultado adverso nas urnas. Por isso as campanhas eleitorais negativas s&atilde;o largamente utilizadas durante as campanhas. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Como</span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';"> bem disse William G. Meyer, num festejado artigo na Political Science Quarterly: &ldquo;<em>Nostalgia is not in general a helpful tool in policy abalysis</em>.&rdquo; e &ldquo;"...<em>is a necessary and legitimate part of any election</em>..."<sup>2</sup></span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">As fraquezas e defeitos dos advers&aacute;rios, seus erros e falhas de car&aacute;ter e desempenho ruins nas gest&otilde;es podem ser divulgados como instrumento at&eacute; mesmo de preserva&ccedil;&atilde;o da democracia em sua integralidade, mas &eacute; claro que n&atilde;o se trata de um absolutismo, deve-se zelar pela pondera&ccedil;&atilde;o e objetivo claros. </span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">A honra deve vencer a inf&acirc;mia e a verdade sobre a cal&uacute;nia, porque o candidato assim a merece e n&atilde;o porque conseguiu esconder seus atos desabonadores, muitas vezes respaldados pelo Poder Judici&aacute;rio.</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">O &ldquo;baixo n&iacute;vel das campanhas&rdquo; em gradiente evidente daqueles denominados &ldquo;limpos&rdquo;, devem ser objeto do direito de resposta do candidato advers&aacute;rio, sem preju&iacute;zo das san&ccedil;&otilde;es inibit&oacute;rias e indenizat&oacute;rias na Justi&ccedil;a Eleitoral.</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Times; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A Lei n&ordm; 8.713/93 que estabelecia normas para 03 de outubro de 1994, j&aacute; predizia o seguinte:</span><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&ldquo;Art. 64. A partir da escolha de candidato pelo partido, &eacute; assegurado o exerc&iacute;cio do direito de resposta ao partido, coliga&ccedil;&atilde;o ou candidato atingido por afirma&ccedil;&atilde;o caluniosa, difamat&oacute;ria ou injuriosa publicada em ve&iacute;culo de imprensa.&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 5.0cm;">O art. 66 do mesmo diploma citado, ainda pro&iacute;be o uso de montagens e trucagens na propaganda eleitoral, como forma de valorizar o car&aacute;ter informativo das campanhas:</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="margin-left: 78.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 66. A partir da escolha de candidatos em conven&ccedil;&atilde;o, &eacute; vedado &agrave; emissora, na sua programa&ccedil;&atilde;o normal: </span></em></p>
<p style="margin-left: 78.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I - transmitir pesquisa ou consulta de natureza eleitoral em que seja poss&iacute;vel ou evidente a manipula&ccedil;&atilde;o de dados; </span></em></p>
<p style="margin-left: 78.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">II - utilizar trucagem, montagem ou outro recurso de &aacute;udio ou v&iacute;deo, ou produzir ou veicular programa, que possa degradar ou ridicularizar candidato, partido ou coliga&ccedil;&atilde;o; </span></em></p>
<p style="margin-left: 78.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">III - veicular propaganda pol&iacute;tica ou difundir opini&atilde;o favor&aacute;vel ou contr&aacute;ria a candidato, partido ou coliga&ccedil;&atilde;o, ou seus &oacute;rg&atilde;os ou representantes. </span></em></p>
<p style="margin-left: 78.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">Par&aacute;grafo &uacute;nico. A n&atilde;o-observ&acirc;ncia do disposto neste artigo enseja a suspens&atilde;o das transmiss&otilde;es da emissora por uma hora no mesmo hor&aacute;rio em que a infra&ccedil;&atilde;o foi cometida, dobrado o tempo em caso de reincid&ecirc;ncia.&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; vertical-align: baseline; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Neste contexto o paradigma que rompa com as regras de conduta e civilidade, de forma que prejudique a efici&ecirc;ncia do outro competidor e afete as decis&otilde;es do eleitorado, est&aacute; agindo contra a pr&oacute;pria democracia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Parece ser necess&aacute;ria a distin&ccedil;&atilde;o entre compara&ccedil;&atilde;o, cr&iacute;tica e ataque. No primeiro caso, tem-se o argumento por base em paradigmas conflitantes entre si, a fim de mostrar o melhor deles. O problema reside nos dois &uacute;ltimos, sendo que a cr&iacute;tica dever&aacute; ser analisada sob a &oacute;tica de sua finalidade e deve ser isenta de subterf&uacute;gios capazes de maquiar incid&ecirc;ncias negativas que desvirtuem o objeto principal. E, o que deve ser recha&ccedil;ado de plano s&atilde;o os ataques, que visam apenas a desmoraliza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do candidato advers&aacute;rio, sem a finalidade prec&iacute;pua de contribuir para esclarecer a popula&ccedil;&atilde;o sobre fatos relevantes, ainda que negativos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">A Legisla&ccedil;&atilde;o Eleitoral destinou grande import&acirc;ncia ao Direito de Resposta, como forma de remediar os efeitos das propagandas eleitorais negativas ilegais, conforme &eacute; poss&iacute;vel depreender da Lei n.&ordm; 9.504/97, que estabeleceu normas paras as elei&ccedil;&otilde;es: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3cm; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&ldquo;Art. 58. A partir da escolha de candidatos em conven&ccedil;&atilde;o, &eacute; assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coliga&ccedil;&atilde;o atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirma&ccedil;&atilde;o caluniosa, difamat&oacute;ria, injuriosa ou sabidamente inver&iacute;dica, difundidos por qualquer ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o social.&rdquo;</span></em><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; color: #231f20; background: white; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O Direito de Resposta normatiza, harmoniza e tenta tornar equivalente a participa&ccedil;&atilde;o dos candidatos, de forma a desestimular a realiza&ccedil;&atilde;o das campanhas puramente injuriosas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Como bem exposto no ac&oacute;rd&atilde;o abaixo, os Tribunais Superiores cuidaram de estabelecer uma diferen&ccedil;a entre propaganda negativa e conduta puramente il&iacute;cita, n&atilde;o havendo raz&atilde;o para amplia&ccedil;&atilde;o dessa tipifica&ccedil;&atilde;o:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3cm; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&ldquo;RECURSO ELEITORAL - INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL - CONDUTA VEDADA (ART. 73, I DA LEI 9504/97)- CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O DE SERVI&Ccedil;OS PARA VERIFICA&Ccedil;&Atilde;O DE IRREGULARIDADES - DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O DE PANFLETO COM O RESULTADO DA AVERIGUA&Ccedil;&Atilde;O - VIOLA&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; LEI DE LICITA&Ccedil;&Atilde;O QUE ESCAPA AO CONTROLE DA JUSTI&Ccedil;A ELEITORAL - PROPAGANDA NEGATIVA QUE N&Atilde;O SE CONFUNDE COM CONDUTA VEDADA - RECURSO PROVIDO PARA SE DECRETAR A IMPROCED&Ecirc;NCIA DA DEMANDA.73I950&rdquo;4</span></em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"> (32108 SP , Relator: FL&Aacute;VIO LUIZ YARSHELL, Data de Julgamento: 02/06/2009, Data de </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Publica&ccedil;&atilde;o: DOE - Di&aacute;rio Oficial do Estado, Data 09/06/2009, P&aacute;gina 05)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 144pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Com a explos&atilde;o do uso da internet e o desenvolvimento estrondoso das redes sociais elevou sobremaneira a dissemina&ccedil;&atilde;o da propaganda eleitoral negativa em massa hordienamente.<strong> </strong><span style="background: white;">Alguns doutrinadores tentam atribuir &agrave; preval&ecirc;ncia exclusiva da cr&iacute;tica pura, mas isso &eacute; algo praticamente imposs&iacute;vel nas campanhas pol&iacute;ticas, notadamente num mundo cada vez mais interligado, onde as opini&otilde;es se conglomeram e colidem rotineiramente, bastando um simples olhar pelas redes sociais (facebook, twitter, blogs,...), para a percep&ccedil;&atilde;o o Poder Judici&aacute;rio n&atilde;o pode abarcar uma teoria em completo descompasso com a atual sociedade, mais cr&iacute;tica e questionadora e com mais acesso a informa&ccedil;&otilde;es que h&aacute; 20 ou 30 anos atr&aacute;s. Pior, aqueles que militam pela aplica&ccedil;&atilde;o das campanhas puras, tornariam todas as demais criminaliz&aacute;veis, fato recha&ccedil;ado pela Justi&ccedil;a Eleitoral, como veremos adiante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Os provedores de conte&uacute;do tamb&eacute;m n&atilde;o podem ser responsabilizados pela divulga&ccedil;&atilde;o da propaganda se o material for comprovadamente de seu pr&eacute;vio conhecimento, &agrave; luz do par&aacute;grafo &uacute;nico do art. 57-F da Lei n.&ordm; 9.504/97.(Precedente: 762868PB, DJ: 15/03/2011)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; que se falar em propaganda antecipada, na modalidade negativa, aos usu&aacute;rios de redes sociais n&atilde;o ligados diretamente a partidos pol&iacute;ticos, que criticam, ainda que com certa carga emocional, as posturas dos candidatos &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o ou que desejem retornar a vida pol&iacute;tica, rememorando fatos ou acontecimentos ligados ao candidato. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Ao contr&aacute;rio do que aconteceu essa semana com o Partido dos Trabalhadores &ndash; PT, que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por propaganda antecipada em 2010, onde o ex-presidente da Rep&uacute;blica, militante e representante maior do partido, Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, ainda que neste caso, fossem elogios abertos e direitos a ent&atilde;o candidata a presid&ecirc;ncia. Os elementos diferenciadores ser&atilde;o sempre a finalidade a que se destina a cr&iacute;tica e o grau de afeta&ccedil;&atilde;o dos eleitores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #fffef2; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"><strong><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Se os fatos, artigos ou publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o impregnam nenhuma n&oacute;doa na honorabilidade do candidato, ausente o aspecto nuclear da ofensa, que ficar&aacute; sem direito a repara&ccedil;&atilde;o do dano, bem com o direito de resposta, porque n&atilde;o caracterizado o artigo 58 da Lei n.&ordm; 9.504/97.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">Ainda sobre propaganda eleitoral antecipada, na modalidade negativa, temos o emblem&aacute;tico Ac&oacute;rd&atilde;o do RE n.&ordm; 7748-62.2010.6.24.0000, classe 42, PP X Gerson Basso, relatado pelo <span style="background: white;">Desembargador Julio Guilherme Berozoski Schattschneider, onde havia acusa&ccedil;&atilde;o de infra&ccedil;&atilde;o ao art. 36 da Lei n.&ordm; 9.504/97, pelo Sr. Gerson Basso contra sua advers&aacute;ria &Acirc;ngela Amin, veiculada atrav&eacute;s de uma postagem no twitter, pelo uso da express&atilde;o &ldquo;fichas sujas&rdquo; para caracteriz&aacute;-los. O <em>twit</em> foi retirado e substitu&iacute;do por outro com uma nota de esclarecimentos. No processo, ao contr&aacute;rio da decis&atilde;o anterior do TSE que havia reconhecido o ato infracional (Ac&oacute;rd&atilde;o n.&ordm; 20.073, de 23.10.2002), n&atilde;o ficou caracterizada a antecipa&ccedil;&atilde;o de propaganda eleitoral, mas a advert&ecirc;ncia que o candidato poderia sofrer processos de ordem criminal e c&iacute;vel nos ju&iacute;zos competentes, pelo reconhecimento acertado da propaganda eleitoral negativa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">N&atilde;o existe um conceito formado de propaganda eleitoral, assim, dentre os requisitos m&iacute;nimos para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da propaganda eleitoral antecipada, na forma negativa, deve contar: a) veicula&ccedil;&atilde;o da inten&ccedil;&atilde;o de candidatar-se, ainda que de forma obscura, b) veicula&ccedil;&atilde;o de propostas que aduzam ser o candidato melhor que o opositor; c) conte&uacute;do propagandista expressamente pejorativo a honra ou imagem ou sem finalidade objetiva comparativa ou cr&iacute;tica. N&atilde;o ocorrendo &agrave;s tr&ecirc;s hip&oacute;teses em conjunto, n&atilde;o h&aacute; que se falar em antecipa&ccedil;&atilde;o de propaganda eleitoral, sem preju&iacute;zo da possibilidade da recomposi&ccedil;&atilde;o dos danos pela propaganda eleitoral negativa. </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman';"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Sem contar que deve ser levada em considera&ccedil;&atilde;o a abrang&ecirc;ncia dos eleitores afetados, vez que o agravamento da pena ou at&eacute; mesmo sua isen&ccedil;&atilde;o est&atilde;o ligados ao potencial de eleitores afetados, tal como ocorreria num grupo &iacute;nfimo de pessoas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Em defesa a campanha eleitoral negativa, na modalidade cr&iacute;tica, como instrumento revelador da real identidade do candidato e de &aacute;lamo a preserva&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria democracia, temos que a difus&atilde;o do material de propaganda das realiza&ccedil;&otilde;es dos candidatos e de impreca&ccedil;&otilde;es endere&ccedil;adas &agrave; campanha eleitoral do advers&aacute;rio com modula&ccedil;&atilde;o singular da ret&oacute;rica utilizada na campanha, n&atilde;o enseja distor&ccedil;&atilde;o da realidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Carece de lastro se ventilar a manifesta&ccedil;&atilde;o de propaganda antecipada (na modalidade negativa) ou a pr&oacute;pria propaganda negativa, pela mera veicula&ccedil;&atilde;o de fatos que realmente ocorreram, quando n&atilde;o lhe &eacute; dirigido ao candidato nenhuma refer&ecirc;ncia direta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">O assaque a honorabilidade teria ent&atilde;o que estar em descompasso com a campanha produzida por mecanismos e meios leg&iacute;timos de veicula&ccedil;&atilde;o da mensagem e com a pr&oacute;pria finalidade da propaganda publicada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Colaciona-se alguns julgados favor&aacute;veis a todo o exposto:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; color: #231f20; background: white; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3cm; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">RECURSO C&Iacute;VEL - INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O JUDICIAL - PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA AFASTADA - M&Eacute;RITO - ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE ABUSO DO PODER ECON&Ocirc;MICO E USO INDEVIDO DOS MEIOS DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O - DISTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O GRATUITA DE JORNAL - MAT&Eacute;RIAS DE CUNHO JORNAL&Iacute;STICO E INFORMATIVO - TIRAGEM N&Atilde;O EXPRESSIVA - N&Atilde;O CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DAS CONDUTAS DESCRITAS NA INICIAL - RECURSO DESPROVIDO.</span></em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"> (32538 SP , Relator: GALDINO TOLEDO J&Uacute;NIOR, Data de Julgamento: 21/05/2009, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DOE - Di&aacute;rio Oficial do Estado, Data 28/05/2009, P&aacute;gina 04)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 3cm; text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">REPRESENTA&Ccedil;&Atilde;O ELEITORAL. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE CONEX&Atilde;O. TESE AFASTADA. PROPAGANDA ELEITORAL. UTILIZA&Ccedil;&Atilde;O DE PERSONAGEM QUE DEGRADA E RIDICULARIZA CANDIDATO. ARTIGO 53, &sect; 1&ordm; DA LEI 9.504/97. PROCED&Ecirc;NCIA EM PARTE.1. N&atilde;o se caracteriza bis in idem o ajuizamento Representa&ccedil;&atilde;o Eleitoral em que se busca direito de perda de tempo em raz&atilde;o da propositura anterior de representa&ccedil;&atilde;o visando direito de resposta pela veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do que degrade ou ridicularize candidato. Suscitada conex&atilde;o em processo j&aacute; julgado, com pedido diferente, incab&iacute;vel o reconhecimento de conex&atilde;o.2. A utiliza&ccedil;&atilde;o de personagem que degrada ou ridiculariza candidato por meio de s&aacute;tira utilizada de modo ofensivo enseja a proibi&ccedil;&atilde;o de veicula&ccedil;&atilde;o da propaganda (art. 53, &sect; 1&ordm;, da Lei 9.504/97).3. A reitera&ccedil;&atilde;o da conduta proibida enseja a aplica&ccedil;&atilde;o da pena de suspens&atilde;o do programa eleitoral, nos termos do artigo 42, &sect; 3&ordm;, da Resolu&ccedil;&atilde;o TSE n&ordm; <a href="/edit/tel:23.191%2F2009.%204" target="_blank">23.191/2009. 4</a>. Representa&ccedil;&atilde;o procedente em parte.</span></em><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"> (565983 GO , Relator: DORACI LAMAR ROSA DA SILVA ANDRADE, Data de Julgamento: 23/09/2010, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: PSESS - Publicado em Sess&atilde;o, Data 23/09/2010)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 5cm;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Deve-se ter sempre em mente, que a campanha pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; um ambiente ass&eacute;ptico, nem pode escorar impedimento &agrave;s cr&iacute;ticas destinadas aos candidatos, a pr&oacute;pria propaganda eleitoral e aos meios de difus&atilde;o dos fatos, porquanto remanescer o interesse p&uacute;blico e a preval&ecirc;ncia da liberdade de express&atilde;o e pensamento pol&iacute;tico. O limite para a express&atilde;o destes pensamentos esbarrar&aacute; apenas na honra alheia, vez que neste momento, haveria sido extrapolado a privacidade do candidato, bem igualmente tutelado pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. N&atilde;o havendo extrapola&ccedil;&atilde;o desta justa medida, sob a modula&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria da ret&oacute;rica da campanha eleitoral, inexistem elementos para o reconhecimento da inj&uacute;ria, cal&uacute;nia ou difama&ccedil;&atilde;o perante a Justi&ccedil;a Eleitoral.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">________________________</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">Fontes:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">1 &ndash; STEIBEL, Fabro, <em>Campanha Negativa: Construindo o objeto de estudo,</em> 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: PT-BR;">2 - MAYER, William G. <em>In Defense of Negative Campaigning, </em>Political Science Quarterly, 1996.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: PT-BR;">3 - </span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; color: #231f20; mso-ansi-language: EN-US;">LIPPMAN, Walter. <em>Public Opinion</em>, 1997.</span><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">3 - Tribunal Regional Eleitoral de S&atilde;o Paulo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: PT-BR;">4 - Tribunal Superior Eleitoral</span></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>Eleições Diretas ou Indiretas em Campinas sob o enfoque do Direito Eleitoral</title>
<link>https://artigopt.com/sociedade/actualidades/article_1.html</link>
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<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:22:20 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 144.0pt 172.5pt;">O processo eleitoral em Campinas tem sido marcado pela discuss&atilde;o sobre a possibilidade ou n&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o indireta ao cargo de prefeito no final do segundo bi&ecirc;nio da administra&ccedil;&atilde;o da coliga&ccedil;&atilde;o PDT &amp; PT.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 144.0pt 172.5pt;">Isto se deve as cassa&ccedil;&otilde;es ocorridas em 2011, do at&eacute; ent&atilde;o prefeito Dr. H&eacute;lio de Oliveira Santos (PDT) em seu segundo mandato e, de seu amigo de inf&acirc;ncia e vice-prefeito Dem&eacute;trio Vilagra (PT). Atualmente, o cargo tem sido ocupado pelo ex- presidente da c&acirc;mara, Dr. Pedro Serafim Junior (PDT), no que muitos tem chamado de &ldquo;mandato-tamp&atilde;o&rdquo;.</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">Para se entender melhor o que ocorre em Campinas devemos lembrar que no Brasil, o processo eleitoral &eacute; dividido basicamente em dois modelos, a elei&ccedil;&atilde;o direta onde os candidatos pol&iacute;ticos regularmente inscritos s&atilde;o eleitos diretamente pelo povo, sendo que tal formato &eacute; o que aponta para a democracia representativa. J&aacute; no segundo caso, as elei&ccedil;&otilde;es indiretas s&atilde;o aquelas onde os mandat&aacute;rios pol&iacute;ticos n&atilde;o s&atilde;o eleitos diretamente pelo povo, mas indiretamente por um grupo eleitoral (assembl&eacute;ia, congresso ou col&eacute;gio eleitoral) composto por representantes do povo.</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, em seu artigo 81, &sect;1&ordm;, assim definiu a forma de elei&ccedil;&atilde;o nos casos presidenciais:</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">"Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Rep&uacute;blica, far-se-&aacute; elei&ccedil;&atilde;o noventa dias depois de aberta a &uacute;ltima vaga.</span></em></p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">"&sect; 1&ordm; - Ocorrendo a vac&acirc;ncia nos &uacute;ltimos dois anos do per&iacute;odo presidencial, a elei&ccedil;&atilde;o para ambos os cargos ser&aacute; feita trinta dias depois da &uacute;ltima vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei."</span></em></p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify; line-height: 14.25pt; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">"&sect; 2&ordm; - Em qualquer dos casos, os eleitos dever&atilde;o completar o per&iacute;odo de seus antecessores&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">Na reda&ccedil;&atilde;o do par&aacute;grafo primeiro &ldquo;na forma da lei&rdquo;, entenda-se a <span style="font-size: 10.5pt; font-family: Arial;">Lei n&ordm; 4.321/64, em seus artigos 1&ordm; ao 7&ordm;,</span> sobre as elei&ccedil;&otilde;es indiretas.</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">O C&oacute;digo Eleitoral continua sendo aplicado naquilo que n&atilde;o contrariar a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, sendo a regra que divide a aplica&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o direta at&eacute; o primeiro bi&ecirc;nio e a elei&ccedil;&atilde;o indireta no segundo adv&eacute;m justamente daquela legisla&ccedil;&atilde;o, ao menos no n&iacute;vel presidencial.</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">Existe uma discuss&atilde;o sobre a aplicabilidade parcial ou integral de outro diploma legal, a Lei n.&ordm; 1.395/51, mas n&atilde;o se aplica ao tema proposto, porquanto sem efeito pr&aacute;tico que levaria a uma conclus&atilde;o diferente.</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; line-height: 14.25pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 4.8pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; line-height: 14.25pt; background: white;">Na hist&oacute;ria brasileira, desde a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 15 de novembro de 1889, foram oito elei&ccedil;&otilde;es indiretas, sendo que a democracia direta prevaleceu em outras dezenove elei&ccedil;&otilde;es. Um fato interessante a ser destacado reside no fato de Get&uacute;lio Vargas tamb&eacute;m ter sido eleito por uma Assembl&eacute;ia Constituinte, ap&oacute;s promo&ccedil;&atilde;o do at&eacute; ent&atilde;o chefe do Poder Executivo trazida na Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930. Mas as elei&ccedil;&otilde;es indiretas tiveram seu in&iacute;cio efetivo em nossa hist&oacute;ria pol&iacute;tica apenas com a Ditadura Militar de 1964.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 12.0pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1946, em seu artigo 49, &sect;2&ordm;, foi regulamentada pela Lei n.&ordm; 1.395/51:</p>
<p style="margin-top: 12.0pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em>"Art. 79, &sect; 2&ordm; - Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Rep&uacute;blica, far-se-&aacute; elei&ccedil;&atilde;o sessenta dias depois de aberta a &uacute;ltima vaga. Se as vagas ocorrerem na segunda metade do per&iacute;odo presidencial, a elei&ccedil;&atilde;o para ambos os cargos ser&aacute; feita, trinta dias depois da &uacute;ltima vaga, pelo Congresso Nacional, na forma estabelecida em lei. Em qualquer dos casos, os eleitos dever&atilde;o completar o per&iacute;odo dos seus antecessores</em>." (destacado)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Em abono da verdade, boa parte da problem&aacute;tica sobre o tipo de elei&ccedil;&atilde;o em Campinas reside na apura&ccedil;&atilde;o o momento em que ocorreram as vac&acirc;ncias, isto porque o lapso temporal da dupla vac&acirc;ncia ou d&uacute;plice vac&acirc;ncia, ocorreu justamente ao final do mandato, sendo o &uacute;ltimo deles cassado em dezembro de 2011. A dupla vaga a chefia e vice-chefia do Poder Executivo ocorreu por condena&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o de improbidade administrativa transitada em julgado, condena&ccedil;&atilde;o em processo de impedimento (<em>impeachment</em>).<span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">No &acirc;mbito estadual, o STF j&aacute; se posicionou no sentido da n&atilde;o aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da simetria entre os entes federativos, vide ac&oacute;rd&atilde;o relacionado a A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.&ordm; 1057-3 BA. Contudo, os Tribunais inferiores tem divergido sobre a aplicabilidade da simetria, em caso de omiss&atilde;o legislativa, tal qual ocorre na Lei Org&acirc;nica de Campinas - LOM.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Os Estados apresentam solu&ccedil;&otilde;es diversas para a quest&atilde;o, ora com elei&ccedil;&otilde;es indiretas a qualquer tempo, ora com limites ao pen&uacute;ltimo ano eleitoral.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O Distrito Federal tamb&eacute;m tem ou pelo menos deveria ter, autonomia para deliberar sobre a quest&atilde;o, estabelecendo que ocorrer&aacute; a elei&ccedil;&atilde;o indireta se a vac&acirc;ncia ocorrer no &uacute;ltimo ano do per&iacute;odo governamental.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">A esfera Municipal, objeto principal do artigo, assim como as demais, n&atilde;o deveria ser escravizada pela necessidade de observ&acirc;ncia ao artigo 81 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, pela pr&oacute;pria observ&acirc;ncia do princ&iacute;pio da legalidade e a preserva&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia de poderes, sem contar o sufr&aacute;gio universal.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Quando ocorreu a dupla vac&acirc;ncia em Campinas, a Lei Eleitoral determinava que caberia ao Presidente da C&acirc;mara Municipal, na &eacute;poca Pedro Serafim Junior, o exerc&iacute;cio provis&oacute;rio do cargo de Prefeito, at&eacute; que seja eleito um novo titular. A mesa da C&acirc;mara foi igualmente renovada, assumindo Thiago Ferrari.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">E, &eacute; preciso ponderar que o exerc&iacute;cio do cargo de Prefeito gera a inelegibilidade prevista no artigo 14, CF, e na Lei Complementar n.&ordm; 64, de 18 de maio de 1990, sendo que os fortes candidatos a assumirem a chefia do executivo em 2013, fatalmente n&atilde;o participar&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es indiretas, especialmente num quadro pol&iacute;tico t&atilde;o conturbado como o atual. Tal peculiaridade tem ensejado o interesse partid&aacute;rio e o fomento de movimentos sociais que n&atilde;o necessariamente ligam para a preserva&ccedil;&atilde;o da democracia em Campinas, sem contar que alguns s&atilde;o justamente os acusados de destru&iacute;rem a cidade, n&atilde;o sendo &agrave; toa a falta de como&ccedil;&atilde;o e apoio popular.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O quarto ente federativo, apesar de sua autonomia, deve em sua Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio - LOM, obedi&ecirc;ncia aos princ&iacute;pios gerais da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e do respectivo Estado, nos moldes estabelecidos no artigo 29 da CF.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">No caso campineiro, assim como ocorre em in&uacute;meros outros munic&iacute;pios, a LOM nada versa sobe a dupla vac&acirc;ncia, sendo um dos principais problemas a realiza&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o indireta, n&atilde;o sendo sem raz&atilde;o a corrida do atual presidente da c&acirc;mara em tentar regularizar,de forma equivocada e juridicamente irregular, a mat&eacute;ria na cidade.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Roga-se que o processo eleitoral sucess&oacute;rio do Chefe do Poder Executivo seja simplificado, transparente e o menos oneroso poss&iacute;vel aos cofres p&uacute;blicos. A elei&ccedil;&atilde;o indireta deve ser sempre o &uacute;ltimo recurso da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o &aacute;lamo para que se retorne a normalidade da administra&ccedil;&atilde;o da prefeitura sem a afeta&ccedil;&atilde;o da soberania popular.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Seria interessante a cria&ccedil;&atilde;o de uma Lei em &acirc;mbito  Nacional que versasse sobre normas gerais de elei&ccedil;&otilde;es indiretas, inclusive com dispositivos que facilitassem o a inscri&ccedil;&atilde;o de candidatura.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">No dia 02 de fevereiro de 2011, o juiz Fl&aacute;vio Yarshell, do Tribunal Regional Eleitoral e S&atilde;o Paulo &ndash; TRE-SP, suspendeu a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es indiretas em Campinas, a fim de cobrir o mandato-tamp&atilde;o at&eacute; o final de 2012. A elei&ccedil;&atilde;o indireta seria estava prevista para ocorrer em 22 e mar&ccedil;o de 2012, com regras definidas recentemente pela C&acirc;mara Municipal, atrav&eacute;s de ato interno, com validade igualmente jur&iacute;dica question&aacute;vel.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">A suspens&atilde;o liminar, sem obje&ccedil;&atilde;o recursal pela Procuradoria da C&acirc;mara deu-se para evitar transtornos e gastos financeiros ainda maiores aos cofres p&uacute;blicos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Outro argumento para a realiza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es indiretas na cidade reside justamente na economia aos cofres p&uacute;blicos j&aacute; t&atilde;o dilapidados em 2011, a despeito do fundo or&ccedil;ament&aacute;rio ser patrocinado pela esfera federal que finalisticamente adv&eacute;m dos pr&oacute;prios cidad&atilde;os:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 36.0pt; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><em>&ldquo;[...] 2. Quest&atilde;o de ordem. Caso peculiar. A&ccedil;&atilde;o de impugna&ccedil;&atilde;o de mandato eletivo. Pedido julgado procedente. Cassa&ccedil;&atilde;o de prefeito eleito com mais da metade dos votos v&aacute;lidos no pleito de 2004. Indevida posterga&ccedil;&atilde;o na execu&ccedil;&atilde;o do julgado. Realiza&ccedil;&atilde;o de novo pleito no &uacute;ltimo bi&ecirc;nio do mandato. Nova elei&ccedil;&atilde;o na modalidade indireta. Intelig&ecirc;ncia do art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Comunica&ccedil;&atilde;o imediata ao TRE da Bahia e ao presidente da C&acirc;mara Municipal de S&aacute;tiro Dias/BA. Precedentes. Tendo em vista a peculiaridade do caso, a realiza&ccedil;&atilde;o de novas elei&ccedil;&otilde;es no Munic&iacute;pio de S&aacute;tiro Dias/BA, a menos de quatro meses do fim do mandato, deve ocorrer na forma indireta, por aplica&ccedil;&atilde;o do art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.&rdquo; NE: Trecho do voto do relator: &ldquo;[...] o TRE, at&eacute; a atual data, n&atilde;o marcou dia para nova elei&ccedil;&atilde;o direta, na forma do art. 224 do C&oacute;digo Eleitoral. [...] <strong>entendo que n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel movimentar toda a m&aacute;quina p&uacute;blica, [...] a fim de se eleger prefeito para mandato t&atilde;o breve. A melhor solu&ccedil;&atilde;o para a presente conjuntura &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&atilde;o indireta&rdquo; </strong>(fls. 6-7)</em>.<span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;"><a href="http://www.tse.gov.br/sadJudInteiroTeor/pesquisa/actionGetBinary.do?tribunal=TSE&amp;processoNumero=28194&amp;processoClasse=RESPE&amp;decisaoData=20080911&amp;decisaoNumero=" target="_blank">(Ac. de 11.9.2008 no AgRgREspe n&ordm; 28.194, rel. Min. Joaquim Barbosa.)</a>(grifado)</span></span><span style="font-size: 11pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; line-height: 18.0pt; background: white;"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Agravo regimental. Medida cautelar. Pedido. Atribui&ccedil;&atilde;o. Efeito suspensivo. Recurso especial. Decis&atilde;o regional. Determina&ccedil;&atilde;o. Realiza&ccedil;&atilde;o. Novas&nbsp;elei&ccedil;&otilde;es&nbsp;diretas. Quest&atilde;o. Relev&acirc;ncia. Aplica&ccedil;&atilde;o. Art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. 1. O art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, ao prever a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es indiretas no segundo bi&ecirc;nio dos mandatos a que se refere, &eacute; igualmente aplic&aacute;vel, por simetria, aos estados e munic&iacute;pios, independentemente da causa de vac&acirc;ncia, eleitoral ou n&atilde;o eleitoral. 2. A autonomia municipal de que trata o art. 30 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal n&atilde;o se sobrep&otilde;e &ndash; no regime federativo brasileiro &ndash; &agrave; compet&ecirc;ncia especial e privativa da Uni&atilde;o para legislar sobre direito eleitoral, expressamente prevista no art. 22, I, da Carta Magna. 3. Em raz&atilde;o da interpreta&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica desses dispositivos, a lei reguladora das&nbsp;elei&ccedil;&otilde;es&nbsp;&ndash; e por conseguinte do preenchimento dos cargos em raz&atilde;o de vac&acirc;ncia &ndash; h&aacute; de ser federal, em face da uniformidade da disciplina normativa, conforme preconizado na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. 4. <strong>Esse entendimento evita a movimenta&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a Eleitoral, quanto &agrave; inconveni&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o de uma elei&ccedil;&atilde;o direta, em momento em que j&aacute; se encontra direcionada &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do pleito subseq&uuml;ente.</strong> Agravo regimental provido para deferir o pedido de liminar a fim de suspender as&nbsp;elei&ccedil;&otilde;es&nbsp;diretas determinadas por Tribunal Regional Eleitoral.&rdquo;&nbsp;NE: Trecho do voto do relator: &ldquo;[...] a elei&ccedil;&atilde;o direta em Dirce Reis/SP foi prevista, pela Res.-TRE/SP n&ordm;&nbsp;188/2008, para o dia 1&ordm;&nbsp;de junho do corrente ano, ou seja, a quatro meses do pleito de 2008. <strong>Em face dessa circunst&acirc;ncia, refor&ccedil;a-se o entendimento quanto &agrave; necessidade de elei&ccedil;&atilde;o indireta, considerando-se que isso evitaria a movimenta&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a Eleitoral, al&eacute;m do que, caso realizado, acontecer&aacute; na imin&ecirc;ncia do per&iacute;odo das conven&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias das&nbsp;elei&ccedil;&otilde;es&nbsp;de 2008, que ocorre no per&iacute;odo de 10 a 30 de junho</strong> (art. 8&ordm;&nbsp;da Lei n&nbsp; 9.504/97).</span></em><span style="font-size: 11.0pt;">&rdquo;</span><span class="link-external"><span style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-style: italic;">(Ac. de 17.4.2008 no AgRgMC n<sup>&ordm;</sup>&nbsp;2.303, rel. Min. Caputo bastos.)</span></span><span style="font-size: 9.0pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Na conson&acirc;ncia a esse entendimento, o TSE j&aacute; levou em considera&ccedil;&atilde;o para a decis&atilde;o al&eacute;m do bi&ecirc;nio em que se encontrava os mandatos <span style="display: none; mso-hide: all;">dos</span> cassados &eacute; o valor pecuni&aacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o de novas elei&ccedil;&otilde;es diretas. As enormes somas envolvidas para a realiza&ccedil;&atilde;o de nova elei&ccedil;&atilde;o podem chegar a R$ 2 milh&otilde;es de reais.</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;">Nesse sentido, j&aacute; se decidiu pela obrigatoriedade da simetria, anulando a autonomia do munic&iacute;pio sobre o tema:</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p class="MsoBodyText" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Mandado de Seguran&ccedil;a. Resolu&ccedil;&atilde;o do Tribunal Regional. Determina&ccedil;&atilde;o de<span> elei&ccedil;&otilde;es </span>diretas. Cassa&ccedil;&atilde;o de prefeito e vice. Vac&acirc;ncia no segundo bi&ecirc;nio do mandato. Art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Aplica&ccedil;&atilde;o aos estados e munic&iacute;pios. Ordem concedida. 1. Aplica-se, aos estados e munic&iacute;pios, o disposto no art. 81, &sect; 1&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que determina a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&atilde;o indireta, se ocorrer vac&acirc;ncia dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da Rep&uacute;blica nos dois &uacute;ltimos anos do mandato, independentemente da causa da vac&acirc;ncia. Precedentes da Corte. 2. Ordem concedida para determinar a realiza&ccedil;&atilde;o de<span> elei&ccedil;&otilde;es indiretas </span>no Munic&iacute;pio de Po&ccedil;&atilde;o/PE, a cargo do Poder Legislativo local.&rdquo; </span></em><span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;">(Ac. de 26.6.2008 no MS n&ordm; 3.643, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)&nbsp;</span></span><span style="font-size: 11pt;"></span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;[...] Nulidade de mais da metade dos votos. Novas<span> elei&ccedil;&otilde;es</span>, pela forma indireta. Segundo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, em decis&atilde;o un&acirc;nime tomada em 17.4.2008, aplica-se o &sect; 1<sup>&ordm;</sup><span>&nbsp;</span>do art. 81 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es municipais e estaduais. [...].&rdquo;<span>&nbsp;</span></span></em><em><span style="font-size: 11pt; font-style: normal;">NE</span></em><em><span style="font-size: 11pt;">: Trecho do voto do relator: &ldquo;[...] em consulta realizada na<span>&nbsp;</span></span></em><em><span style="font-size: 11pt; font-style: normal;">Intranet</span></em><span><em><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;</span></em></span><em><span style="font-size: 11pt;">deste Tribunal Superior &ndash; constatei que o candidato cassado foi eleito com 54,513% dos votos v&aacute;lidos [...]. A sucess&atilde;o, portanto, dever&aacute; se dar por meio de nova elei&ccedil;&atilde;o, pela forma indireta, aplicando-se o &sect; 1<sup>&ordm;</sup><span>&nbsp;</span>do art. 81 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, conforme entendimento deste Tribunal que, na data de hoje (17.4.2008), &agrave; unanimidade, decidiu pela aplica&ccedil;&atilde;o do citado dispositivo constitucional &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es municipais e estaduais&rdquo;. Na decis&atilde;o monocr&aacute;tica no REspe n<sup>&ordm;</sup><span>&nbsp;</span>27.104 foi cassado, em 2008, o diploma de candidato eleito em 2004 por capta&ccedil;&atilde;o il&iacute;cita de sufr&aacute;gio</span></em><span style="font-size: 11pt;">.</span><span class="link-external"><span style="font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-style: italic;">(Ac. de 17.4.2008 no AgRgREspe n<sup>&ordm;</sup>&nbsp;27.104, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)&nbsp;</span></span><span style="font-size: 11.0pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Outros precedentes autorizativos da elei&ccedil;&atilde;o indireta &agrave; ordem do art. 81, &sect;1&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, pela simetria e considera&ccedil;&atilde;o que ocorreram no final do segundo bi&ecirc;nio do mandato: RESP n.&ordm; 27.737/2007, RESP n.&ordm; 21.308/2003, AG n.&ordm; 4.396/2003, AGRGMS n.&ordm; 3.141/2003, MS 3643 PE)&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;"><span class="link-external">Este ac&oacute;rd&atilde;o ainda ponderou que apenas aplicaria o disposto no artigo 81 da CF, para a realiza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es indiretas, se n&atilde;o houvesse correspondentes na Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio &ndash; LOM:<em></em></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Agravo regimental. Dupla vac&acirc;ncia decorrente da ren&uacute;ncia de prefeito e vice. Aplica&ccedil;&atilde;o do art. 81 da CF. Lei municipal. Aus&ecirc;ncia de previs&atilde;o. Agravo improvido.&rdquo;<span>&nbsp;</span></span></em><em><span style="font-size: 11pt; font-style: normal;">NE</span></em><em><span style="font-size: 11pt;">: Caso de dupla vac&acirc;ncia decorrente de causa n&atilde;o eleitoral. Trecho do voto da relatora: &ldquo;Como a ren&uacute;ncia ocorreu no segundo bi&ecirc;nio do mandato, aplica-se o disposto no art. 81 da CF,<strong> caso n&atilde;o haja dispositivo correspondente na Lei Org&acirc;nica do Munic&iacute;pio,</strong> n&atilde;o cabendo a esta Corte investigar os motivos que levaram os renunciantes &agrave; desist&ecirc;ncia dos cargos que vinham ocupando.&rdquo; Nessa hip&oacute;tese n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel diplomar os segundos colocados na elei&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria.</span></em><span style="font-size: 11.0pt;"> <span class="link-external">(Ac. de 2.9.2003 no AgRgMC n<sup>&ordm;</sup>&nbsp;1.274, rel. Min. Ellen Gracie.)<em>&nbsp;</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 144.0pt; background: white;">Uma das esperan&ccedil;as daqueles que militam no sentido da elei&ccedil;&atilde;o direta, estaria na impossibilidade do TRE deliberar sobre a forma e regulamenta&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria, mas assim como na RCL n.&ordm; 256/04, tal medida usurparia a compet&ecirc;ncia do Tribunal e a independ&ecirc;ncia dos poderes:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; background: white;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; background: white;"><span style="font-size: 9pt; font-family: 'Trebuchet MS';">&nbsp;</span></p>
<p class="MsoBodyText2" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; background: white;"><em><span style="font-size: 11pt;">&ldquo;Mandado de seguran&ccedil;a. Elei&ccedil;&atilde;o indireta para os cargos de prefeito e vice-prefeito. Regulamenta&ccedil;&atilde;o pelo Tribunal Regional Eleitoral. Usurpa&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia do Poder Legislativo Municipal. Concess&atilde;o da seguran&ccedil;a para cassar a Resolu&ccedil;&atilde;o-TRE/PA n&ordm; 3.549.&rdquo; </span></em><span class="link-external"><em><span style="font-size: 11.0pt;"><em><span style="color: windowtext; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic; text-decoration: none; text-underline: none;">(Ac. de 6.4.2004 no MS n&ordm; 3.163, rel.</span></em><span><span style="color: windowtext; mso-bidi-font-style: italic; text-decoration: none; text-underline: none;">&nbsp;</span></span><em><span style="color: windowtext; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic; text-decoration: none; text-underline: none;">Min. Ellen Gracie)</span></em>&nbsp;</span></em></span><em><span style="font-size: 11.0pt;"></span></em></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Os 33 vereadores aguardam a decis&atilde;o do TRE para deliberarem sobre a elei&ccedil;&atilde;o indireta, que segundo decis&atilde;o do juiz Augusto Bernardes depende de mat&eacute;ria cuja compet&ecirc;ncia &eacute; dos tribunais e n&atilde;o do juiz de primeira inst&acirc;ncia. O combativo advogado Pedro Benedito Maciel Neto, do partido PCdoB, ainda destaca que al&eacute;m da necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o direta deveria ter ocorrido um questionamento pr&eacute;vio na justi&ccedil;a pela C&acirc;mara: &ldquo;<em>Caso o TRE decida que as elei&ccedil;&otilde;es em Campinas devem mesmo ser indiretas, contrariando a jurisprud&ecirc;ncia majorit&aacute;ria&nbsp; do TSE e do STF (Supremo Tribunal Federal), o PCdoB ir&aacute; ao TSE para garantir que a soberania popular que decorre do voto direto seja respeitada</em>&rdquo;(Artigo - <em>Decis&atilde;o sobre elei&ccedil;&atilde;o direta cabe ao TRE</em>, &nbsp;publicada em 24/01/2012)</p>
<p style="margin-top: 1.5pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 9.0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; line-height: 15.0pt;"><strong><span style="font-size: 10.5pt; font-family: Arial; color: #333333;">&nbsp;</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 144.0pt 172.5pt;">O STF j&aacute; confirmou a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&atilde;o indireta em Tocantins, para a escolha de governador e vice-governador, para substitu&iacute;rem Marcelo Miranda do PMDB e Paulo Sidnei Antunes (PPS). A impugna&ccedil;&atilde;o para elei&ccedil;&otilde;es diretas neste caso foi realizada pelo PSDB, sob o fundamento de inconstitucionalidade das leis estaduais regulamentarem esse tipo de elei&ccedil;&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o foi julgada improcedente pela possibilidade dos estados estabeleceram a forma de vota&ccedil;&atilde;o, em raz&atilde;o da sua autonomia frente &agrave; esfera federal nesta mat&eacute;ria, bem como a n&atilde;o afeta&ccedil;&atilde;o do sufr&aacute;gio universal e da soberania popular pela pontualidade dos casos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;"><span>Em Santa  Luzia</span><span> do Itanha - Sergipe, ocorreu o mesmo na esfera municipal, ou seja, a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es indiretas pelo impeachment do prefeito Adauto Dantas do Amor Cardoso (PSB) e do vice </span>Jos&eacute;<span> Edvaldo F&eacute;lix Cruz por improbidades administrativas. Neste caso, houve protestos do PSDB por elei&ccedil;&otilde;es diretas, mas tamb&eacute;m sem sucesso os argumentos que sustentavam a n&atilde;o obrigatoriedade da utiliza&ccedil;&atilde;o do art. 81 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal para os estados, distrito federal e munic&iacute;pios. Os ministros entenderam pela aplicabilidade do dispositivo constitucional, bem como a aus&ecirc;ncia de razoabilidade e proporcionalidade da realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es diretas em vista da proximidade das elei&ccedil;&otilde;es municipais no ano seguinte.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>Existem concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas incompat&iacute;veis com a coer&ecirc;ncia sistem&aacute;tica do ordenamento jur&iacute;dico, sendo uma delas a que reconhece o direito a aplica&ccedil;&atilde;o da simetria em detrimento a autonomia do munic&iacute;pio. A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal tamb&eacute;m determinou como compet&ecirc;ncia <em>ratione materiae</em> privativa da Uni&atilde;o para legislar sob direito eleitoral (CF, art. 22, I). A exce&ccedil;&atilde;o a regra foi vista claramente na ditadura e atualmente de forma perigosa em alguns ac&oacute;rd&atilde;os.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>O voto direto &eacute; cl&aacute;usula p&eacute;trea (art. 60, &sect;4&ordm;, II, CF), n&atilde;o podendo ser abolido da Constitui&ccedil;&atilde;o ou relativizado por norma infraconstitucional. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o ao texto constitucional &eacute; o art. 81 do mesmo diploma legal. Mas o STF se posicionou no sentido da n&atilde;o obrigatoriedade da vincula&ccedil;&atilde;o dos Estados, Distrito Federal e Munic&iacute;pios a regra reservada a presid&ecirc;ncia e vice presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>A vota&ccedil;&atilde;o aberta, direta deveria prevalecer, sobretudo quando existe suspeita ou risco de acordos obscuros nos bastidores. O princ&iacute;pio da publicidade, do sufr&aacute;gio universal e da soberania popular deveriam ser preservados, como elemento primacial de tutela do cidad&atilde;o enquanto eleitor. O princ&iacute;pio da legalidade, a preserva&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia de poderes e a sistem&aacute;tica de interpreta&ccedil;&atilde;o normativa tamb&eacute;m s&atilde;o elementos que dep&otilde;em a favor das elei&ccedil;&otilde;es diretas, notadamente pela aus&ecirc;ncia de regulamenta&ccedil;&atilde;o na esfera municipal, vez que o ato a&ccedil;odado do atual presidente da C&acirc;mara n&atilde;o tem o cond&atilde;o de mitigar o interesse das demandas da oposi&ccedil;&atilde;o ou suplantar a aus&ecirc;ncia normativa na LOM. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&Eacute; necess&aacute;rio sopesar o gradiente econ&ocirc;mico favor&aacute;vel &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o indireta, a movimenta&ccedil;&atilde;o de toda a engrenagem da m&aacute;quina eleitoral em t&atilde;o pouco tempo e a custas do er&aacute;rio, mas como j&aacute; disse um advogado campineiro certa vez, quem <em>paga a conta &eacute; a democracia</em>. Contudo, os Tribunais Superiores tem dado mostras que a proximidade do final do segundo bi&ecirc;nio, a necessidade do rearranjo do Poder Executivo e a prote&ccedil;&atilde;o a governabilidade prevalecem para a concess&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o indireta em detrimento a direta. Numa cidade desacreditada, a melhor sa&iacute;da ser&aacute; aquela que trouxer governabilidade e rapidez na retomada da administra&ccedil;&atilde;o engessada desde o final de 2010.</span></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>Copa do mundo x meia entrada: Quem ganha esta batalha?</title>
<link>https://artigopt.com/desporto/copa-do-mundo-x-meia-entrada-quem-ganha-esta-batalha.html</link>
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<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 11:07:43 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O pacote de normas constantes no projeto da Lei Geral da Copa tem causado um verdadeiro alvoro&ccedil;o no mundo desportivo nestes &uacute;ltimos meses, sendo que dentre os pontos pol&ecirc;micos est&aacute; &agrave; veda&ccedil;&atilde;o da meia-entrada para estudantes e idosos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Pela Lei Geral da Copa, ficaria impedido o uso da meia-entrada ou qualquer tipo de desconto na aquisi&ccedil;&atilde;o dos ingressos, salvo se a FIFA estipulasse o contr&aacute;rio, vez que a fixa&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o fica a cargo exclusivo dessa entidade.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Apesar da atual reda&ccedil;&atilde;o do Projeto da Lei Geral da Copa, a meia entrada para idosos foi garantida por Lei Federal, cuja altera&ccedil;&atilde;o seria dif&iacute;cil e <em>n&atilde;o conveniente</em>, como asseverou o Ministro dos Esportes.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O Projeto da Lei Geral da Copa, registrado sobre o n.&deg; 2.330/11, prev&ecirc; um pacote de medidas relativas aos eventos esportivos da Copa do Mundo de 2014, sendo transcrito e destacado abaixo, os artigos sobre esse assunto:</p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em><span>&nbsp;</span>&ldquo;Art. 32. O pre&ccedil;o dos Ingressos ser&aacute; determinado pela FIFA.&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;Art. 33. Os crit&eacute;rios para cancelamento, devolu&ccedil;&atilde;o e reembolso de Ingressos, assim como para aloca&ccedil;&atilde;o, realoca&ccedil;&atilde;o, marca&ccedil;&atilde;o, remarca&ccedil;&atilde;o e cancelamento de assentos nos locais dos Eventos ser&atilde;o definidos pela FIFA, a qual poder&aacute; inclusive dispor sobre a possibilidade:&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;I - de modificar datas, hor&aacute;rios ou locais dos Eventos, desde que seja concedido o direito ao reembolso do valor do Ingresso ou o direito de comparecer ao Evento remarcado;&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;II - da venda de Ingresso de forma avulsa ou conjuntamente com pacotes tur&iacute;sticos ou de hospitalidade; e&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;III - de estabelecimento de cl&aacute;usula penal no caso de desist&ecirc;ncia da aquisi&ccedil;&atilde;o do Ingresso ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o de que o pedido de Ingresso foi aceito ou ap&oacute;s o pagamento do valor do Ingresso, independentemente da forma ou do local da submiss&atilde;o do pedido ou da aquisi&ccedil;&atilde;o do Ingresso.&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;Art. 34. S&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es para o acesso e perman&ecirc;ncia de qualquer pessoa nos Locais Oficiais de Competi&ccedil;&atilde;o, entre outras:&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>&ldquo;I - estar na posse de Ingresso ou documento de credenciamento, devidamente emitido pela FIFA ou pessoa por ela indicada;&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em>...(omissis)</em></span></p>
<p style="margin-left: 81.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em><span>&nbsp;</span>&ldquo;Par&aacute;grafo &uacute;nico. O n&atilde;o cumprimento de condi&ccedil;&atilde;o estabelecida neste artigo implicar&aacute; a impossibilidade de ingresso da pessoa no Local Oficial de Competi&ccedil;&atilde;o ou o seu afastamento imediato do recinto, sem preju&iacute;zo de outras san&ccedil;&otilde;es administrativas, civis ou penais.&rdquo;</em></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&Eacute; poss&iacute;vel observar pelas reda&ccedil;&otilde;es acima que al&eacute;m da fixa&ccedil;&atilde;o dos valores dos ingressos, a FIFA tamb&eacute;m respons&aacute;vel pela venda e sobre os crit&eacute;rios de fixa&ccedil;&atilde;o de reembolsos e multas.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">E, adotando como crit&eacute;rio a &uacute;ltima copa realizada na &Aacute;frica do Sul, os ingressos variaram entre R$ 150,00 R$ 1.500,00, conforme os est&aacute;dios, sele&ccedil;&otilde;es em disputa e a import&acirc;ncia do jogo, sendo que os valores os valores impostos aos jogos mais importantes dificilmente poder&atilde;o ser assistidos pelos estudantes e idosos, caso realmente seja negado o pagamento diferenciado.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Sem contar que a meia-entrada foi um marco na evolu&ccedil;&atilde;o estudantil da UNE, que ainda na d&eacute;cada de 40, conseguiu instituir tal benef&iacute;cio aos estudantes, regulada atualmente por Leis Estaduais e Municipais, antes de se tornar a &ldquo;chapa branca&rdquo; do atual governo, especialmente ap&oacute;s a postura omissa adotada no caso do mensal&atilde;o (na mesma &eacute;poca que receberam incentivos do governo federal na ordem de R$ 3 milh&otilde;es de reais).</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">A UNE j&aacute; foi presidida inclusive por Orlando Silva, no per&iacute;odo entre 1995 a 1997. O agora Ministro, quando anunciava o que seria o futuro projeto da Lei Geral da Copa, ainda em 2010, em momento algum se pronunciava sobre quest&otilde;es de meia-entrada ou mesmo descontos e isen&ccedil;&otilde;es nas partidas, reduzindo-se apenas a mostrar os planos para a tentativa de diminui&ccedil;&atilde;o da venda irregular de ingressos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O direito e meia-entrada, no &acirc;mbito federal, encontra seu marco inicial na Medida Provis&oacute;ria n.&deg; 2.208/2001, que retirou o monop&oacute;lio da UNE e da Uni&atilde;o Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) sobre o direito de emiss&atilde;o de carteiras, conforme reda&ccedil;&atilde;o abaixo:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><span><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">&ldquo;</span></em></span><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">Art.&nbsp;1<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> A qualifica&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de estudante, para efeito de obten&ccedil;&atilde;o de eventuais descontos concedidos sobre o valor efetivamente cobrado para o ingresso em estabelecimentos de divers&atilde;o e eventos culturais, esportivos e de lazer, ser&aacute; feita pela exibi&ccedil;&atilde;o de documento de identifica&ccedil;&atilde;o estudantil expedido pelos correspondentes estabelecimentos de ensino ou pela associa&ccedil;&atilde;o ou agremia&ccedil;&atilde;o estudantil a que perten&ccedil;a, inclusive pelos que j&aacute; sejam utilizados, <strong>vedada a exclusividade de qualquer deles.&rdquo; </strong></span></em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">(grifado)</span></p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">&ldquo;Par&aacute;grafo &uacute;nico&nbsp;&nbsp;O disposto no<span>&nbsp;</span><span>caput</span><span>&nbsp;</span>deste artigo aplica-se nas hip&oacute;teses em que sejam oferecidos descontos a estudantes pelos transportes coletivos p&uacute;blicos locais, acompanhada do comprovante de matr&iacute;cula ou de freq&uuml;&ecirc;ncia escolar fornecida pelo seu estabelecimento de ensino.&rdquo; </span></em></p>
<p style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">&ldquo;Art.&nbsp;2<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span><span>&nbsp;</span>&nbsp;A qualifica&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o de menoridade n&atilde;o superior a dezoito anos, para efeito da obten&ccedil;&atilde;o de eventuais descontos sobre o valor efetivamente cobrado para o ingresso em estabelecimentos de divers&atilde;o e eventos culturais, esportivos e de lazer, ser&aacute; feita pela exibi&ccedil;&atilde;o de documento de identidade expedido pelo &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico competente.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Por &oacute;bvio, a UNE &eacute; contra o dispositivo legal, n&atilde;o reconhecendo sua validade.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O Estatuto do Idoso, Lei Federal n.&deg; 10.741/2003, estabelece que:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 90.0pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black; background: white;">&ldquo;Art. 23.<span><span>&nbsp;</span></span>A participa&ccedil;&atilde;o dos idosos em atividades culturais e de lazer ser&aacute; proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinq&uuml;enta por cento) nos ingressos para eventos art&iacute;sticos, culturais, esportivos e de lazer, bem como o acesso preferencial aos respectivos locais.&rdquo;</span></em></span><em><span style="font-size: 11.0pt;"></span></em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O atual presidente da UNE, Daniel Iliescu, adotou uma postura menos complacente que o seu antecessor, dizendo que at&eacute; pode se opor &agrave; restri&ccedil;&atilde;o dos direitos, &ldquo;<em>se a gente enxergar que ele est&aacute; amea&ccedil;ado</em>&rdquo;. Ele ainda arrematou que &ldquo;<em>Por enquanto, n&atilde;o h&aacute; desapontamento. Pelo contr&aacute;rio. A gente fica, de certa forma, at&eacute; orgulhoso mantendo essa rela&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia e distanciamento necess&aacute;rio entre a UNE e o minist&eacute;rio.&rdquo;</em></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Os crit&eacute;rios normativos do Projeto da Lei Geral da Copa ainda n&atilde;o foram totalmente definidos, sendo que a vers&atilde;o final do anteprojeto dever&aacute; passar pelo crivo da Presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O regime de tramita&ccedil;&atilde;o foi definido como priorit&aacute;rio e, antes da aprova&ccedil;&atilde;o final pela presidenta, dever&aacute; ser aprovado pelas C&acirc;maras dos Deputados e do Senado Federal. O &uacute;ltimo andamento encontra-se datado de 20/09/2011, onde foi remetido a diversas comiss&otilde;es, com determina&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o de Comiss&atilde;o Especial para apreciar a mat&eacute;ria, nos termos do art. 34, II, do Regimento.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O projeto, num modo geral, apresenta-se como uma das s&eacute;ries de medidas necess&aacute;rias &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o do sistema legal brasileiro aos moldes internacionais, cujo in&iacute;cio das altera&ccedil;&otilde;es normativas significativas de uniformiza&ccedil;&atilde;o e harmoniza&ccedil;&atilde;o com os diplomas padr&otilde;es da FIFA deu-se ainda em 2010. Basta lembrar das leis que institu&iacute;ram diversas isen&ccedil;&otilde;es fiscais a entidade, no final do ano passado.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&Eacute; certo que o estudante ou idoso n&atilde;o custeiam seus similares, sendo que o valor do benef&iacute;cio &eacute; dilu&iacute;do pela FIFA no valor dos demais pagantes ou nos demais fundos obtidos.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>Mesmo o desconto de at&eacute; 50% do valor final do ingresso n&atilde;o deixar&aacute; de influenciar no lucro da FIFA em rela&ccedil;&atilde;o aos demais ingressos pagos, vez que o percentual da diferen&ccedil;a agregada aos que pagam a integralidade dos <em>tickets, </em>torna o benef&iacute;cio praticamente inexistente. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>O cen&aacute;rio atual &eacute; ainda pior, porque sem nenhuma concorr&ecirc;ncia, os pre&ccedil;os estabelecidos pela FIFA n&atilde;o ter&atilde;o qualquer diminui&ccedil;&atilde;o natural. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>A FIFA j&aacute; obteve no final de 2010 isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias infinitamente superiores ao dinheiro que obter&atilde;o com a venda dos ingressos das partidas, n&atilde;o restando motiva&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para qualquer restri&ccedil;&atilde;o normativa. Mas, o atual cen&aacute;rio econ&ocirc;mico-pol&iacute;tico montado para a realiza&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo, especialmente a press&atilde;o exercida pelas entidades internacionais, em conjunto com a inexpressiva participa&ccedil;&atilde;o da UNE quando as mat&eacute;rias s&atilde;o contr&aacute;rias ao posicionamento do atual governo, n&atilde;o permitir&atilde;o qualquer mudan&ccedil;a, caso a FIFA assim determine.</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>De qualquer sorte, o direito a meia-entrada pelos estudantes e idosos deveria ser preservada, notadamente pelos aspectos econ&ocirc;micos, financeiros, atuariais e sociais que envolvem as pr&aacute;ticas esportivas desta magnitude em considera&ccedil;&atilde;o aos espectadores que precisam desta tutela estatal para obterem a discrimina&ccedil;&atilde;o positiva capaz de propiciar o comparecimento aos jogos. </span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;"><span>&nbsp;</span></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
</item>
<item>
<title>O AMADORISMO NO DIREITO DESPORTIVO</title>
<link>https://artigopt.com/desporto/o-amadorismo-no-direito-desportivo.html</link>
<guid>https://artigopt.com/desporto/o-amadorismo-no-direito-desportivo.html</guid>
<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 10:35:08 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center; tab-stops: 172.5pt;" align="center"><span style="font-size: 15px;"><em><br /></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O atleta amador era caracterizado pelo praticante de modalidade desportiva, que n&atilde;o recebesse nenhum tipo de remunera&ccedil;&atilde;o ou incentivo de ordem material, bem como a rela&ccedil;&atilde;o com o a entidade desportiva era marcada pela aus&ecirc;ncia de contrato de trabalho. Contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o do Direito Desportivo exigiu &agrave; necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o legal destes atletas aos patamares do desporto de participa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Desta forma, a legisla&ccedil;&atilde;o foi alterada para acabar com a limita&ccedil;&atilde;o do par&aacute;grafo primeiro da Lei n.&deg; 9615/98, apenas aos jogadores de futebol e a exclus&atilde;o dos pe&otilde;es de rodeio, bem como para adequar e ampliar a reda&ccedil;&atilde;o limitativa trazida pelo termo &ldquo;amador&rdquo; e &ldquo;semiprofissional&rdquo; para as novas express&otilde;es &ldquo;desporto de participa&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;n&atilde;o profissional&rdquo;, sendo revogados as al&iacute;neas &ldquo;a&rdquo; e &ldquo;b&rdquo;, pela Lei n.&deg; 9.981/2000.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A diferen&ccedil;a mais relevante na seara desportiva, refere-se aos atletas profissionais e os n&atilde;o profissionais, porque o primeiro caracteriza-se pelo exerc&iacute;cio de atividade renumerada, com pr&eacute;vio contrato de trabalho, perante entidade desportiva, enquanto no outro existe o elemento facultatividade na realiza&ccedil;&atilde;o de contratos ou no recebimento de incentivos materiais e de patroc&iacute;nio, sem a exist&ecirc;ncia de contrato de trabalho ou de elementos que desvirtuem a pr&aacute;tica nesta modalidade com o intuito de fomentar fraudes trabalhistas, previdenci&aacute;rias, c&iacute;veis ou tribut&aacute;rias.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Vejamos a atual reda&ccedil;&atilde;o da Lei Pel&eacute;:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 3o O desporto pode ser reconhecido em qualquer das seguintes manifesta&ccedil;&otilde;es:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I - desporto educacional, praticado nos sistemas de ensino e em formas assistem&aacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o, evitando-se a seletividade, a hipercompetitividade de seus praticantes, com a finalidade de alcan&ccedil;ar o desenvolvimento integral do indiv&iacute;duo e a sua forma&ccedil;&atilde;o para o exerc&iacute;cio da cidadania e a pr&aacute;tica do lazer;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">II - desporto de participa&ccedil;&atilde;o, de modo volunt&aacute;rio, compreendendo as modalidades desportivas praticadas com a finalidade de contribuir para a integra&ccedil;&atilde;o dos praticantes na plenitude da vida social, na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o e na preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">III - desporto de rendimento, praticado segundo normas gerais desta Lei e regras de pr&aacute;tica desportiva, nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar pessoas e comunidades do Pa&iacute;s e estas com as de outras na&ccedil;&otilde;es.</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">Par&aacute;grafo &uacute;nico. O desporto de rendimento pode ser organizado e praticado:</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I - de modo profissional, caracterizado pela remunera&ccedil;&atilde;o pactuada em contrato formal de trabalho entre o atleta e a entidade de pr&aacute;tica desportiva;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">II - de modo n&atilde;o-profissional, identificado pela liberdade de pr&aacute;tica e pela inexist&ecirc;ncia de contrato de trabalho, sendo permitido o recebimento de incentivos materiais e de patroc&iacute;nio.&ldquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em>&nbsp;</em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Existe distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;amadorismo legal&rdquo; do &ldquo;amadorismo por falta de recursos&rdquo;, sendo que as praticas esportivas em setores pouco sedutores financeiramente para patrocinadores, m&iacute;dias televisivas ou de interesse geral, n&atilde;o podem servir de justificativa para o afastamento de direitos trabalhistas consagrados, porquanto a conseq&uuml;&ecirc;ncia poderia ser a quebra de isonomia no tratamento de situa&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O Sport Club Corinthians recentemente foi obrigado pelo TRT da 2&ordf; Regi&atilde;o a reconhecer o v&iacute;nculo empregat&iacute;cio de uma jogadora amadora. O time paulista alegava que a atleta praticava atividade esportivo nos moldes do artigo 3&deg;, III da Lei n.&deg; 9.615/98 (Lei Pel&eacute;), que exp&otilde;e o seguinte:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 3&ordm; O desporto pode ser reconhecido em qualquer das seguintes manifesta&ccedil;&otilde;es: </span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I - ...</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">II - ...</p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">III - desporto de rendimento, praticado segundo normas gerais desta Lei e regras de pr&aacute;tica desportiva, nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar pessoas e comunidades do Pa&iacute;s e estas com as de outras na&ccedil;&otilde;es.&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Par&aacute;grafo &uacute;nico. O desporto de rendimento pode ser organizado e praticado:&rdquo;</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I - ...</span></em></p>
<p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: .0001pt; margin-left: 89.85pt; text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">II - de modo n&atilde;o-profissional, identificado pela liberdade de pr&aacute;tica e pela inexist&ecirc;ncia de contrato de trabalho, sendo permitido o recebimento de incentivos materiais e de patroc&iacute;nio.&rdquo;</span></em></p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O ac&oacute;rd&atilde;o proferido no RO n.&deg; 01281006620095020069, que negou prosseguimento do Recurso Ordin&aacute;rio, confirmando assim a senten&ccedil;a de 1&ordf; inst&acirc;ncia, ainda destacou que o desporto de rendimento ainda pode ser praticado de modo n&atilde;o-profissional, por&eacute;m marcado pela liberdade da pr&aacute;tica e inexist&ecirc;ncia obrigacional de contrato formal de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Como foram feridos estes pressupostos, caracterizou-se o contrato de trabalho, especialmente porque os treinos eram di&aacute;rios, de segunda a s&aacute;bado, jogos aos domingos. Se houvesse atrasos ou faltas nos treinos, havia descontos nos pagamentos. No caso de falta nos jogos, havia puni&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o t&eacute;cnica, fato que demonstrou a exist&ecirc;ncia de subordina&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Nesta linha, a 4&ordf; Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2&ordf; Regi&atilde;o (TRT/SP), com origem na 1&ordf; Vara do Trabalho de Suzano destacou que o atleta que recebe sal&aacute;rio n&atilde;o pode ser considero atleta amador. O caso citado refere-se ao famoso jogador de v&ocirc;lei Giovane Farinazo Gavio, medalhista ol&iacute;mpico na a&ccedil;&atilde;o movida contra o Esporte Clube Uni&atilde;o Suzano.</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">O atleta matinha, como &eacute; comum no meio desportivo, um contrato de cess&atilde;o de direito de uso de nome, apelido desportivo, voz e imagem, de atleta desportivo profissional. O clube alegava que o v&ocirc;lei n&atilde;o seria modalidade desportiva profissional e sim amadora, ou seja, n&atilde;o profissional.<sup>1</sup> Mas o juiz decidiu que tratava-se de descumprimento de normas de ordem p&uacute;blica e que &ldquo;a pol&ecirc;mica sobre o falso amadorismo no &acirc;mbito esportivo em nosso pa&iacute;s &eacute; antiga e as pr&aacute;ticas ilegais atingem propor&ccedil;&otilde;es end&ecirc;micas. Para sonegar encargos trabalhistas, sociais e fiscais, clubes ocultam a natureza trabalhista da rela&ccedil;&atilde;o contratando os atletas pura e simplesmente sem qualquer registro, ou atrav&eacute;s de empresas criadas em nome dos jogadores, derivando no todo ou em parte a remunera&ccedil;&atilde;o para os chamados contratos de imagem&rdquo;.</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt; tab-stops: 172.5pt;">Em outro caso, a Turma da 1&ordf; Turma do TRT da 4&ordf; Regi&atilde;o julgou improcedente o pedido de reconhecimento de v&iacute;nculo, apesar dos registros contidos na CPTS do jogador, porquanto ser a entidade desportiva era recreativa e sem fins lucrativos.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">A necessidade de distin&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; relevante para os clubes n&atilde;o-profissionais, quando sujeitos &agrave; Justi&ccedil;a Desportiva, fazerem jus &agrave; pena de multa e demais consectu&aacute;rios legais.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 144.0pt;">A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal:</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 217. &Eacute; dever do Estado fomentar pr&aacute;ticas desportivas formais e n&atilde;o-formais, como direito de cada um, observados:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">I &ndash;...</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">II - a destina&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos para a promo&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria do desporto educacional e, em casos espec&iacute;ficos, para a do desporto de alto rendimento;&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 144.0pt;">J&aacute; a Lei n&ordm; 9.615/98:</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&ldquo;Art. 2o O desporto, como direito individual, tem como base os princ&iacute;pios:<span>&nbsp; </span>VI - da diferencia&ccedil;&atilde;o, consubstanciado no tratamento espec&iacute;fico dado ao desporto profissional e n&atilde;o-profissional.&rdquo;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">E, a Lei .&deg; 10.672/2003 ainda incluiu:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></em></p>
<p style="margin-left: 90.0pt;"><em><span style="font-size: 11.0pt; color: black;">IV - do tratamento diferenciado em rela&ccedil;&atilde;o ao desporto n&atilde;o profissional;</span></em></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 144.0pt;">E o C&oacute;digo Brasileiro de Justi&ccedil;a Desportiva, alterado pela Resolu&ccedil;&atilde;o CNE n.&deg; 11 e 13 de 2006:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 90.0pt; text-align: justify;"><em><span style="font-size: 11.0pt;">Art. 182. As penas previstas neste C&oacute;digo ser&atilde;o reduzidas pela metade quando a infra&ccedil;&atilde;o for cometida por atleta n&atilde;o-profissional ou por entidade part&iacute;cipe de competi&ccedil;&atilde;o que congregue exclusivamente atletas n&atilde;o-profissionais.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em>&nbsp;</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O corol&aacute;rio l&oacute;gico decorrente destas normas, notadamente o constante na Lei n.&deg; 10.672/2003, demonstra o <em>tratamento diferenciado</em> concedido aos atletas n&atilde;o-profissionais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O CBJD, cuja margem de abrang&ecirc;ncia punitiva e dosimetria s&atilde;o amplas, trouxe outro elemento limitador ao julgador, que deve atenuar a pena imposta ao atleta n&atilde;o-profissional. A Lei Pel&eacute; refor&ccedil;a tal entendimento, inclusive determina a isen&ccedil;&atilde;o das penas pecuni&aacute;rias ao n&atilde;o-profissional.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Cumpre informar, que tal isen&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; estendida as entidades desportivas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">Apesar da Copa do Mundo de 2014, as Olimp&iacute;adas de 2016 e a profissionaliza&ccedil;&atilde;o natural do setor, que t&ecirc;m levado multid&otilde;es a uma verdadeira corrida por cursos de especializa&ccedil;&atilde;o nos esportes, o amadorismo ainda expressa a verdadeira natureza e origem da pr&aacute;tica esportiva, pela sua pr&oacute;pria constitui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 144.0pt;">O esporte sem d&uacute;vida &eacute; um relevante instrumento no desenvolvimento da na&ccedil;&atilde;o, em praticamente todos os aspectos sociais. Certa vez, um Deputado chegou at&eacute; mesmo a propor a inclus&atilde;o o esporte no artigo 6&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o, com direito social. E, o amadorismo que tanto contribui para o desporto nacional n&atilde;o pode ser mola de escape para entidades desportivas que visam apenas sonegar direitos e obriga&ccedil;&otilde;es, sendo que os tribunais do trabalho tem atuado nestes casos de forma clara e harm&ocirc;nica a coibir abusos e distor&ccedil;&otilde;es que tentam macular o desporto nacional.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="text-align: justify; tab-stops: 172.5pt;">________________________</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Fonte:</p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&nbsp;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Tribunal Regional do Trabalho da 2&ordf; Regi&atilde;o</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Tribunal Regional do Trabalho da 4&ordf; Regi&atilde;o</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&nbsp;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">Notas: </span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&nbsp;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">1 &ndash; A Lei Pel&eacute; alimentava a restri&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o apenas aos atletas de futebol</span></span></p>
<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span class="conteudonot"><span style="font-size: 11.0pt; color: black; mso-bidi-font-style: italic;">&nbsp;</span></span></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
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