A maioria dos apreciadores de bebidas alcoólicas como vinhos e cervejas especiais não sabem porque, ao encherem seus copos, fazem um brinde antes de tomar o primeiro gole. Entre muitos motivos divertidos que ouvimos por aí, alguns chegam perto da verdadeira razão, comprovada históricamente, do porque que brindamos ao tomarmos esse tipo de bebida.
Segundo Jennifer Rahel Conover, autora do livro Toasts for Every Occasion (“Brindes para Todas as Ocasiões”), os primeiros relatos de brindes vem dos Gregos e Felícios que erguiam as taças para saudar os Deuses. Os romanos acrescentaram a tradição outro fator, o de derramar um pouco da bebida no chão para saciar a sede das divindades.
No Brasil, algumas pessoas têm esse mesmo hábito, mas nesse caso, a bebida é derramada para o “santo”. Índicios apontam que essa tradição é oriunda dos povos antigos, e foi adatada para a realidade brasileira, que é totalmente diferenciada de outras nações.
O brinde também tinha outra finalidade para os povos antigos. Ele servia para selar a paz entre dois adversários. O então vencedor dava o primeiro gole na bebida como prova de que não a havia envenenado.
John Bridges, autor do livro A Gentleman Raises his Glass (“Um Cavalheiro Ergue seu Copo”) explica que o medo do envenenamento deu origem a “batidinha” dos copos na hora do brinde: “...ao bater um copo no outro, os romanos achavam que os venenos se depositariam no fundo das taças”.
Vem daí também a esclamação “saúde” no ato de brindar. Na Grécia antiga a expressão era gritada para indicar que os vinhos e as cervejas artesanais podiam ser consumidos sem quaisquer problemas.
Sou Débora Soares, tenho 27 anos e estudo jornalismo. Sou carioca e sou apaixonada por assuntos referentes à cultura.