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<title>Latest Articles by FaleSa&uacute;de</title>
<link>https://artigopt.com/</link>
<description>Artigos do ArtigoPT</description>
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<title>Pele deslumbrante para o Verão - qual a alimentação ideal?</title>
<link>https://artigopt.com/saude-e-boa-forma/nutricao/pele-deslumbrante-para-o-ver%25c3%25a3o-qual-a-alimenta%25c3%25a7%25c3%25a3o-ideal.html</link>
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<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 09:47:18 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Autor:&nbsp;</strong>Nutricionista Vera Sim&otilde;es</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">O ver&atilde;o e o calor est&atilde;o &agrave; porta e com eles a sa&iacute;da do seu arm&aacute;rio das pe&ccedil;as de roupa t&iacute;picas da esta&ccedil;&atilde;o (saias, cal&ccedil;&otilde;es, tops, vestidos, e fatos de banho), que ficaram um ano &agrave; espera de ver a luz do dia. Mas para que o "casamento" seja perfeito, nada melhor que a sua pele esteja &agrave; altura do acontecimento. Uma pele nutrida, de aspeto s&atilde;o e luminoso, exige cuidados, entre os quais a esfolia&ccedil;&atilde;o e hidrata&ccedil;&atilde;o adequadas, a prote&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o solar e uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">As fun&ccedil;&otilde;es e a apar&ecirc;ncia saud&aacute;vel da pele dependem do fornecimento constante de nutrientes essenciais (prote&iacute;nas, hidratos de carbono, l&iacute;pidos, vitaminas e minerais), ou seja, de um bom estado nutricional do organismo.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Algumas vitaminas e minerais espec&iacute;ficos desempenham um papel importante na sa&uacute;de da pele, sendo a sua defici&ecirc;ncia associada ao aparecimento de problemas dermatol&oacute;gicos. Exemplo disto s&atilde;o a vitamina A, a vitamina C, as vitaminas B2, B3 e B6, a vitamina E, o Zinco e o Sel&eacute;nio.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Como posso garantir que estou a ingerir todos os nutrientes necess&aacute;rios?</strong>&nbsp;A melhor forma de garantir que a pele est&aacute; a obter todos os nutrientes essenciais de que precisa &eacute; seguir uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel baseada na variedade e no equil&iacute;brio, n&atilde;o sendo necess&aacute;rio consumir alimentos "especiais", nem t&atilde;o pouco evitar, por completo, outros alimentos, e muito menos grupos alimentares inteiros. Quanto mais restringir a sua alimenta&ccedil;&atilde;o, mais prov&aacute;vel ser&aacute; o aparecimento de uma defici&ecirc;ncia. Nenhum alimento, ou grupo de alimentos, consegue fornecer sozinho todos os nutrientes que o nosso corpo e pele precisam.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">A roda dos alimentos &eacute; um bom guia para se certificar que est&aacute; a ter uma alimenta&ccedil;&atilde;o completa (optando diariamente por alimentos de todos os grupos), equilibrada (gerindo as quantidades de acordo com a dimens&atilde;o de cada grupo, primando por quantidades maiores dos grupos de maiores dimens&otilde;es) e variada (dentro da pan&oacute;plia de alimentos de cada grupo ingerir a maior variedade poss&iacute;vel).</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>E quanto aos antioxidantes, dos quais tanto se fala?&nbsp;</strong>A pele &eacute; constantemente exposta a agentes agressores (raios ultra-violeta provenientes da exposi&ccedil;&atilde;o solar, fumo do tabaco e qu&iacute;micos poluentes), o que pode resultar na produ&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas inst&aacute;veis, conhecidas por radicais livres. Estes d&atilde;o origem a les&otilde;es oxidativas nas estruturas das c&eacute;lulas, podendo causar um envelhecimento precoce da pele, e at&eacute; o aparecimento de cancro. Alguns nutrientes, como as vitaminas C, E, A e caroten&oacute;ides, t&ecirc;m fun&ccedil;&otilde;es antioxidantes (contrariam o efeito dos radicais livres), ajudando a manter a sa&uacute;de e integridade da pele.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Uma das melhores formas de assegurar um bom aporte de antioxidantes na sua dieta &eacute; consumir a maior variedade poss&iacute;vel de frutos e vegetais. Aposte na diversidade das suas cores, preparando pratos bem atrativos e coloridos.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Alguns alimentos fontes de:</p>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>
<p>&nbsp;<strong>Vitamina C</strong>&nbsp;- frutos c&iacute;tricos (como a laranja, a tangerina e o lim&atilde;o), kiwi, morango, goiaba, anan&aacute;s, tomate, mel&atilde;o, pimentos, couve crua, batatas e br&oacute;culos;</p>
</li>
<li>
<p><strong>Vitamina E</strong>&nbsp;- frutos secos oleaginosos (nozes, avel&atilde;s, am&ecirc;ndoas), &oacute;leos vegetais (azeite extravirgem, &oacute;elo de soja, milho e de girassol) e g&eacute;rmen de trigo;</p>
</li>
<li>
<p><strong>Vitamina A e caroten&oacute;ides</strong>&nbsp;- frutas e vegetais de cor amarelo-alaranjado (cenoura, manga, mel&atilde;o de polpa laranja, damascos, ab&oacute;bora e papaia), vegetais de folha verde escura, batata-doce, f&iacute;gado, gordura do leite e gema do ovo.</p>
</li>
</ul>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Outros alimentos, tamb&eacute;m ricos em antioxidantes s&atilde;o as bagas (mirtilhos, amoras, framboesas, groselha e morangos), os feij&otilde;es (feij&atilde;o vermelho, feij&atilde;o preto e feij&atilde;o pinto), outras frutas como as ma&ccedil;&atilde;s com casca, o abacate, as cerejas, as p&ecirc;ras, as ameixas, o tomate (de prefer&ecirc;ncia cozinhado), v&aacute;rios outros vegetais como as alcachofras, os espinafres, os br&oacute;colos e a batata-doce, algumas bebidas (o ch&aacute; verde, o caf&eacute;, o vinho tinto e alguns sumos de fruta como o de rom&atilde;), algumas ervas arom&aacute;ticas e especiarias (cravinho em p&oacute;, canela, gengibre, or&eacute;g&atilde;os, a&ccedil;afr&atilde;o em p&oacute;) e o chocolate negro com mais de 70% de cacau.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>E relativamente aos t&atilde;o famosos &aacute;cidos gordos &oacute;mega-3 e &oacute;mega-6?&nbsp;</strong>A sa&uacute;de da sua pele tamb&eacute;m beneficia com uma alimenta&ccedil;&atilde;o baseada no adequado aporte de &aacute;cidos gordos &oacute;mega-3 e &oacute;mega-6, dada a import&acirc;ncia destes na sua fun&ccedil;&atilde;o e apar&ecirc;ncia. Assim, na sua dieta deve incluir regularmente alimentos fornecedores destes &aacute;cidos gordos, como o peixe gordo (sardinha, cavala, atum, salm&atilde;o selvagem), frutos secos oleaginosos (nozes, avel&atilde;s, e am&ecirc;ndoas), sementes como as de linha&ccedil;a (trituradas na hora de consumo) ou o &oacute;leo de linha&ccedil;a. &nbsp;&nbsp;</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>E a alimenta&ccedil;&atilde;o e o aparecimento precoce de rugas?</strong>&nbsp;Apesar da necessidade de muita pesquisa nesta &aacute;rea, estudos feitos sugerem que a ingest&atilde;o de hidratos de carbono muito processados (refinados) e de fontes de gordura pouco saud&aacute;vel (saturada e trans) promove o envelhecimento precoce da pele, por oposi&ccedil;&atilde;o a uma dieta rica em vegetais, leguminosas, com fontes de gordura saud&aacute;veis (como o azeite e outras gorduras monoinsaturadas), e pobre em alimentos a&ccedil;ucarados.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>H&aacute; necessidade de tomar suplementos?</strong>&nbsp;A melhor forma de obter todos os nutrientes que o seu corpo necessita &eacute; atrav&eacute;s da ingest&atilde;o de alimentos, desde que assegure que a sua alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; variada e equilibrada. No entanto, se n&atilde;o tem a certeza de estar a seguir uma dieta alimentar adequada &agrave;s suas necessidades, o melhor &eacute; procurar um profissional de nutri&ccedil;&atilde;o, como um nutricionista/dietista, para que possa ser avaliado e corretamente aconselhado.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>E outros cuidados importantes?</strong>&nbsp;Al&eacute;m de assegurar uma dieta sadia, que forne&ccedil;a &agrave; pele todos os nutrientes fundamentais de que esta necessita para se manter saud&aacute;vel e luminosa, n&atilde;o se esque&ccedil;a de outros fatores igualmente importantes na sa&uacute;de da pele, como dormir o n&uacute;mero de horas suficientes, n&atilde;o fumar e n&atilde;o abusar de bebidas alco&oacute;licas, proteger-se adequadamente da radia&ccedil;&atilde;o solar, fazer exerc&iacute;cio f&iacute;sico aer&oacute;bico regular (melhora a circula&ccedil;&atilde;o dos tecidos) e reduzir os n&iacute;veis de stress do seu dia.&nbsp;</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Artigo publicado em:</strong>&nbsp;http://faleconnosco-saude.pt/especialidades/nutricao/artigos-nutricao/62-pele-deslumbrante-verao-alimentacao-ideal-nutricao</p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
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<title>Quando a timidez se transforma</title>
<link>https://artigopt.com/educacao/psicologia/quando-a-timidez-se-transforma.html</link>
<guid>https://artigopt.com/educacao/psicologia/quando-a-timidez-se-transforma.html</guid>
<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 09:44:29 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Autor:</strong>&nbsp;Psic&oacute;loga Sandra Alves</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">S&atilde;o muitos os pais que se mostram preocupados quando consideram que os filhos s&atilde;o muito t&iacute;midos e n&atilde;o parecem estabelecer com os pares rela&ccedil;&otilde;es gratificantes. Antes de mais, a timidez &eacute; um tra&ccedil;o de personalidade, pelo que deve ser respeitado em todas as crian&ccedil;as que o apresentem.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Quando &eacute; que se verifica necessidade de interven&ccedil;&atilde;o?</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">A necessidade de interven&ccedil;&atilde;o verifica-se essencialmente em&nbsp;duas situa&ccedil;&otilde;es distintas. Primeiramente, se a crian&ccedil;a sempre apresentou um comportamento de grande desenvoltura e, aparentemente dum momento para o outro, se mostra retra&iacute;da e distante do contacto com pessoas importantes para ela. Se tal suceder, &eacute; muito prov&aacute;vel que tenha acontecido algum incidente na vida da crian&ccedil;a que a tenha perturbado significativamente. Pois, mudan&ccedil;as no comportamento t&ecirc;m sempre origem em viv&ecirc;ncias pessoais. Por outro lado, aconselha-se a procura de ajuda psicol&oacute;gica sempre que a timidez das crian&ccedil;as lhes trouxer problemas nas suas rela&ccedil;&otilde;es de amizade e desempenho acad&eacute;mico... Crian&ccedil;as que n&atilde;o conseguem relacionar-se com os colegas da escola ou que n&atilde;o participam ativamente na sala de aula podem manifestar sintomas de depress&atilde;o e ansiedade que conduzir&atilde;o a crian&ccedil;a a um isolamento progressivamente maior.</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">O que &eacute; o isolamento social?</h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Crian&ccedil;as com isolamento social evidenciam um comportamento de excessiva timidez e s&atilde;o extremamente retra&iacute;das para com os outros.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">"&Eacute; uma crian&ccedil;a muito t&iacute;mida"</h4>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Como se caracteriza o isolamento social?</h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Tratam-se geralmente de crian&ccedil;as que passam a maior parte do tempo sozinhas ou em atividades solit&aacute;rias, interagindo com os colegas somente em momentos espec&iacute;ficos e sobretudo perante a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de algumas tarefas. Relacionam-se quase exclusivamente com 1 ou 2 colegas, afastando-se das restantes situa&ccedil;&otilde;es sociais.</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Quais s&atilde;o as caracter&iacute;sticas destas crian&ccedil;as excessivamente t&iacute;midas?</h3>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Em termos comportamentais:</h4>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Dificuldades nas compet&ecirc;ncias sociais (saber olhar e sorrir, iniciar e manter uma conversa, apresentar-se face a pessoas estranhas, saber responder a provoca&ccedil;&otilde;es, lidar com o embara&ccedil;o e reagir ao fracasso, etc.);</li>
<li>Excesso de comportamentos solit&aacute;rios e inatividade;</li>
<li>Respostas de evitamento ou fuga perante situa&ccedil;&otilde;es sociais (evitamento de algumas atividades extracurriculares e ref&uacute;gio no computador ou livros, etc.)</li>
</ul>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Em termos cognitivos:<img src="http://faleconnosco-saude.pt/images/Artigos/timidez2.jpg" border="0" alt="timidez2" width="100" height="201" /></h4>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Receio de avalia&ccedil;&otilde;es que os outros possam fazer a seu respeito;</li>
<li>Expectativa de serem avaliadas negativamente;</li>
<li>Grande sensibilidade &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos outros;</li>
<li>Atribui&ccedil;&atilde;o do fracasso a si pr&oacute;prios e sucesso aos outros;</li>
<li>Cren&ccedil;as negativas e desadequadas ("nunca vou conseguir fazer nada"; "v&atilde;o gozar comigo");</li>
<li>Baixas expectativas de auto - efic&aacute;cia;</li>
<li>Grande centra&ccedil;&atilde;o em si pr&oacute;prias e desaten&ccedil;&atilde;o perante as respostas dos outros (tendem a interpretar negativamente situa&ccedil;&otilde;es em que estejam implicadas, tendo dificuldades em colocar-se no ponto de vista dos outros)</li>
</ul>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Em termos emocionais:</h4>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Auto - estima negativa (sentimento de inferioridade);</li>
<li>Medo e ansiedade social;</li>
<li>Emo&ccedil;&otilde;es negativas (por ex. tristeza, culpa, solid&atilde;o, infelicidade, c&oacute;lera, irritabilidade)</li>
</ul>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Isolamento social...Porqu&ecirc;?</h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">V&aacute;rias etiologias t&ecirc;m sido propostas como, por exemplo, a falha na aquisi&ccedil;&atilde;o de componentes b&aacute;sicos da compet&ecirc;ncia social ou a incapacidade de manifestar essas compet&ecirc;ncias, ainda que possam existir no report&oacute;rio comportamental do sujeito. As dificuldades poder&atilde;o dever-se a inibi&ccedil;&atilde;o&nbsp;e aus&ecirc;ncia de refor&ccedil;o de comportamentos adequados, ansiedade ou falta de oportunidades. Algumas caracter&iacute;sticas pessoais da crian&ccedil;a (e.g., aspeto f&iacute;sico ou nome invulgar) poder&atilde;o tamb&eacute;m contribuir para o isolamento.</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">O que &eacute; que n&oacute;s, pais, podemos fazer para auxiliar os nossos filhos?</h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Os pais s&atilde;o as principais figuras de refer&ecirc;ncia das crian&ccedil;as, e devem por isso, ser modelos de comunica&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Os pais devem incentivar os seus filhos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ando a necessidade de expressar os seus sentimentos e pensamentos.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><img src="http://faleconnosco-saude.pt/images/Artigos/timidez3.jpg" border="0" alt="timidez3" width="211" height="239" /></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">"Comunicar &eacute; como jogar andebol.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Eu atiro a bola e tu apanha-la.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Depois, tu atiras a bola e eu apanho-a.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">E, outra vez, eu atiro a bola...</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">&laquo;Quero falar-te dos meus sentimentos.&raquo;</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Foi assim que a comunica&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Tal como precisamos de atirar a bola</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para tr&aacute;s e para a frente</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para jogar andebol,</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Precisamos de falar uns aos outros</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Dos nossos sentimentos</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para comunicar."</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><em>In: "Quero falar-te dos meus sentimentos"</em></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><em>Autor: Mamoru Itoh</em></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><em><br /><br /></em></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para isso, devem:</p>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Expressar adequadamente os seus sentimentos face &agrave;s a&ccedil;&otilde;es dos seus filhos e demais elementos da fam&iacute;lia ("Quero falar-te dos meus sentimentos");</li>
<li>Estabelecer uma comunica&ccedil;&atilde;o clara e objetiva;</li>
<li>Estar dispon&iacute;vel para ouvir e valorizar qualquer esfor&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o;</li>
<li>Ter a capacidade para entender a posi&ccedil;&atilde;o do seu filho (a);</li>
<li>Dirigir elogios ("Estou muito orgulhoso (a) ", "Fico muito satisfeito (a) por");</li>
<li>Manifestar gestos de carinho e afeto;</li>
<li>Os pais devem ajudar os seus filhos a constru&iacute;rem uma auto - estima positiva ("&Eacute;s &uacute;nico (a) e especial");</li>
<li>Estabelecer per&iacute;odos de tempo em que (diariamente) cada pai possa dedicar algum tempo ao filho (a) em atividades que sejam do seu agrado (" Tempo Especial");</li>
<li>Desenvolver expectativas realistas relativamente aos progressos do desempenho do seu filho (a) nas compet&ecirc;ncias sociais;</li>
<li>Refor&ccedil;ar os progressos genu&iacute;nos com o recurso ao elogio e pequenos bens materiais.</li>
</ul>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">N&atilde;o cumpra a regra:</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">"Faz o que eu digo, n&atilde;o fa&ccedil;as o que eu fa&ccedil;o!"&nbsp;</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">Qual pode ser o contributo dos professores na redu&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de isolamento destas crian&ccedil;as?</h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">As Crian&ccedil;as com Isolamento Social tendem a ser pouco participativas na sala de aula, receando falhar e ser sujeitas a avalia&ccedil;&otilde;es depreciativas dos seus colegas e professores. Os professores s&atilde;o figuras de refer&ecirc;ncia, no desenvolvimento s&oacute;cio - emocional das crian&ccedil;as, adquirindo uma grande import&acirc;ncia junto delas.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Seguem-se algumas sugest&otilde;es &uacute;teis:</p>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Sempre que um aluno t&iacute;mido participe voluntariamente na sala de aula (colocar uma d&uacute;vida, emitir um parecer, responder a uma quest&atilde;o posta pelo professor), independentemente da sua corre&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, o professor dever&aacute; elogiar o seu esfor&ccedil;o de participa&ccedil;&atilde;o;</li>
<li>Quando for necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o do professor para corre&ccedil;&atilde;o das respostas dadas, elogie o esfor&ccedil;o e os passos acertados;</li>
<li>Reforce positivamente as ajudas verbais/f&iacute;sicas que os colegas fornecem, e que s&atilde;o facilitadores da participa&ccedil;&atilde;o de alunos mais inibidos;</li>
<li>Incentive e Implemente a realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos em grupo;</li>
<li>Poder&aacute; igualmente sentar os alunos mais introvertidos, junto de colegas por si apreciados, com um adequado repert&oacute;rio de compet&ecirc;ncias sociais, embora possam falhar pontualmente nas suas participa&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as ter&atilde;o assim maior facilidade em iniciar qualquer intera&ccedil;&atilde;o na sala de aula, podendo inclusivamente copiar alguns comportamentos em que manifestem maior dificuldade e inibi&ccedil;&atilde;o (por ex. levantar o dedo para participar). Aten&ccedil;&atilde;o! Os colegas de carteira n&atilde;o podem representar modelos inating&iacute;veis junto de crian&ccedil;as t&iacute;midas, sob pena da crian&ccedil;a se sentir ainda mais incapaz;</li>
<li>Promova, se poss&iacute;vel, algumas atividades em que crian&ccedil;as t&iacute;midas possam funcionar enquanto modelo para outras, inclusivamente para crian&ccedil;as mais novas.</li>
</ul>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">"Se sentir que o seu filho continua com comportamentos de marcado isolamento social procure a ajuda dum profissional."</h4>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">O que se trabalha nas sess&otilde;es de Psicologia Cl&iacute;nica?</h3>
<ul style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">
<li>Controlar a ansiedade no estabelecimento das rela&ccedil;&otilde;es sociais;</li>
<li>Saber lidar e expressar adequadamente os sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es face a situa&ccedil;&otilde;es dolorosas;</li>
<li>Adquirir compet&ecirc;ncias sociais complexas;</li>
<li>Saber identificar os pensamentos desadaptativos e substitu&iacute;-los por pensamentos adaptativos;</li>
<li>Construir uma imagem mais valorizada de si.</li>
</ul>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;">A rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a estabelecida entre a crian&ccedil;a e o psic&oacute;logo pretende favorecer um sentido de identidade positivo, fazendo - a sentir-se "&uacute;nica e especial".</h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Artigo publicado em</strong>:&nbsp;<a href="http://faleconnosco-saude.pt/especialidades/psicologia/artigos-psicologia/100-quando-a-timidez-se-transforma" target="_self" title="Quando a timidez se transforma..">http://faleconnosco-saude.pt/especialidades/psicologia/artigos-psicologia/100-quando-a-timidez-se-transforma&nbsp;</a></p>
<p>&nbsp;</p> ]]></description>
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<title>Problemas de fala na adolescência</title>
<link>https://artigopt.com/educacao/psicologia/problemas-de-fala-na-adolesc%25252525c3%25252525aancia.html</link>
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<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 09:41:06 +0000</pubDate>
<description><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>
<h2 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong style="font-size: 14px;">Obst&aacute;culos psicol&oacute;gicos e sociais dos jovens com altera&ccedil;&otilde;es na fala</strong></h2>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Autores:</strong>Terapeuta da Fala Rita Costa,&nbsp;Psic&oacute;loga Alexandra Rosa.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Artigo publicado em&nbsp;<a href="http://faleconnosco-saude.pt/especialidades/terapia-da-fala/artigos-terapia-da-fala/75-problemas-de-fala-na-adolescencia">http://faleconnosco-saude.pt/especialidades/terapia-da-fala/artigos-terapia-da-fala/75-problemas-de-fala-na-adolescencia</a></strong></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Hoje em dia o termo bullying &eacute; conhecido de todos n&oacute;s e, de acordo com o neuropediatra Rui Vasconcelos*, a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e/ou psicol&oacute;gica atinge j&aacute; mais de 40% das crian&ccedil;as. &Eacute; sabido que a adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo de intensas mudan&ccedil;as e, por isso, bastante prop&iacute;cio ao surgimento de complexos que poder&atilde;o ser agravados por estes tipos de viol&ecirc;ncia.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Muitas vezes, as mudan&ccedil;as f&iacute;sicas a que os adolescentes est&atilde;o sujeitos despertam a tro&ccedil;a dos colegas, mas a verdade &eacute; que, para al&eacute;m das mudan&ccedil;as corporais que todos conhecemos, a fala &eacute; parte integrante da identidade dos adolescentes e influencia significativamente a forma como interagem com os seus colegas e familiares. Neste contexto, apresentamos este artigo a "4 m&atilde;os", sob as nossas perspetivas de terapeuta da fala e psic&oacute;loga, relatando um pouco das nossas experi&ecirc;ncias (<strong>todos os nomes referidos s&atilde;o fict&iacute;cios</strong>).</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Quem sou eu?</strong></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Ao chegar a adolesc&ecirc;ncia o jovem come&ccedil;a a ter uma crescente consci&ecirc;ncia da sua imagem e uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o existencial: Quem sou eu?</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Neste processo, de constru&ccedil;&atilde;o da identidade, os pares assumem um papel crucial. O adolescente n&atilde;o quer ser diferente nem original, ele quer simplesmente ser igual ao seu grupo de refer&ecirc;ncia. Ser igual &eacute; a melhor maneira de se ser invis&iacute;vel, &eacute; fazer parte, &eacute; estar com os outros. O adolescente prioriza acima de tudo a socializa&ccedil;&atilde;o e o divertimento, ficando a fam&iacute;lia relegada para segundo plano. Se algo vem perturbar o desenvolvimento da identidade social e individual do jovem, nesta fase do desenvolvimento, este acaba por vivenciar sentimentos de extrema solid&atilde;o, pois se por um lado desinveste na comunica&ccedil;&atilde;o com os adultos, por outro n&atilde;o se integra num grupo de refer&ecirc;ncia.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">A "diferen&ccedil;a" &eacute;, sem d&uacute;vida, um fator que dificulta ou impossibilita a integra&ccedil;&atilde;o social do adolescente pois ele naturalmente vai hiperbolizar a sua diferen&ccedil;a, vivenci&aacute;-la atrav&eacute;s de uma lente de aumentar, desenvolvendo n&iacute;veis de ansiedade significativos e baixa autoestima. Desta forma o adolescente n&atilde;o tem recursos para conseguir lidar com as piadas dos colegas, as alcunhas, com o ser posto em foco. As defesas escolhidas s&atilde;o quase sempre o evitamento social, a retra&ccedil;&atilde;o, a n&atilde;o procura do outro como forma de se proteger da frustra&ccedil;&atilde;o. Como rea&ccedil;&atilde;o o grupo, inconscientemente, reage pela rejei&ccedil;&atilde;o.</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Quando a voz se altera</strong></h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para al&eacute;m das v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es corporais, a pr&oacute;pria voz sofre altera&ccedil;&otilde;es que muitas vezes s&atilde;o dif&iacute;ceis de aceitar pelos adolescentes, sobretudo rapazes. No rapaz entre os 13/15 anos, as pregas vocais crescem cerca de 1 cm e por isso a voz torna-se inst&aacute;vel, desafinada e grossa.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Nas raparigas, esta varia&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante mais discreta e normalmente n&atilde;o acarreta altera&ccedil;&otilde;es significativas. Esta voz &eacute; caracter&iacute;stica de uma fase transit&oacute;ria no desenvolvimento que culminar&aacute; com a aquisi&ccedil;&atilde;o da "voz de adulto", mas existem altera&ccedil;&otilde;es que afetam a fala e que, sem o devido apoio, n&atilde;o se constituem apenas como transit&oacute;rias. &Eacute; o caso das altera&ccedil;&otilde;es articulat&oacute;rias que implicam a produ&ccedil;&atilde;o inadequada de determinado fonema do portugu&ecirc;s.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Quantos de n&oacute;s achamos engra&ccedil;ado o falar &agrave; "sopinha de massa", o que na terminologia de terapia da fala se designa por Sigmatismo? Contudo, mesmo em idades mais tenras, &eacute; frequente o impacto negativo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Entre as v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es que podem ocorrer, conta-se a dificuldade em produzir os fonemas /l/ (ex.: "ua" em vez de "lua") e /r/ (ex.: "paa" em vez de "para"), sendo frequente a substitui&ccedil;&atilde;o por /g/ neste &uacute;ltimo (ex.: "paga" em vez de "para").</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para al&eacute;m destas quest&otilde;es articulat&oacute;rias, tamb&eacute;m a gaguez se pode tornar um grave problema para o adolescente. O que os outros encaram como engra&ccedil;ado e alvo de tro&ccedil;a, o adolescente sente, frequentemente, como uma barreira entre ele e os outros.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Impacto social e emocional</strong></p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">O adolescente com problemas de fala sente-se diferente e s&oacute; isso &eacute; suficiente para causar um tumulto emocional. Nesta faixa et&aacute;ria &eacute; muito importante corrigir, na medida do poss&iacute;vel, o dist&uacute;rbio que o jovem apresenta pois conduz, inevitavelmente, a sentimentos mais ou menos potentes de falha, baixa autoestima e ao insucesso em algumas dimens&otilde;es da sua vida. Na escola tender&aacute; a ser pouco participativo na sala de aula e a desenvolver crises de ansiedade perante a exposi&ccedil;&atilde;o oral de trabalhos. Na fam&iacute;lia tender&aacute; a ser um membro isolado, pouco participativo e relativamente submisso &agrave;s decis&otilde;es parentais.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Aconselha-se os pais a n&atilde;o exercerem press&atilde;o atrav&eacute;s de consecutivos e insistentes reparos e corre&ccedil;&otilde;es &agrave;s suas dificuldades, de forma a dar ao adolescente alguma independ&ecirc;ncia comunicacional. Socialmente poder&aacute; sentir-se estigmatizado, o que o coloca vulner&aacute;vel a sentimentos depressivos e a fobias sociais.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">O problema &eacute; que o jovem apresenta quase sempre baixa motiva&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. O fato de estar a receber terapia implica o confronto com as suas dificuldades, o que causa grande sofrimento. Desta forma, em muitos casos, torna-se crucial o trabalho conjunto da terapia da fala com o apoio psicol&oacute;gico.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Manuel</strong></h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Quando uma crian&ccedil;a chega &agrave; terapia da fala, para al&eacute;m de perceber qual a perturba&ccedil;&atilde;o que a leva &agrave; consulta &eacute; fundamental saber o impacto que essa altera&ccedil;&atilde;o tem j&aacute; no seu dia-a-dia. Muitas vezes, mesmo aos 6 anos j&aacute; existe uma grande timidez e retra&ccedil;&atilde;o na sequ&ecirc;ncia de problemas de fala pois, mesmo nesta idade, j&aacute; pode existir uma perce&ccedil;&atilde;o negativa sobre a sua fala, levando a dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o com os colegas e evitamento da participa&ccedil;&atilde;o em contexto de sala de aula.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">&Eacute; o caso do Manuel que &eacute; acompanhado em Terapia da Fala desde os 5 anos, mas agora que ingressou no primeiro ano de escolaridade sente cada vez mais o impacto da altera&ccedil;&atilde;o e prefere resguardar-se e n&atilde;o falar na sala de aula frente aos colegas, deixando de responder a quest&otilde;es nas quais se sente &agrave; vontade, de modo a n&atilde;o expor a sua dificuldade. Ainda assim, nesta idade, o trabalho &eacute; facilitado pois a altera&ccedil;&atilde;o tem ainda um per&iacute;odo de exist&ecirc;ncia reduzido, enquanto que, &agrave; medida que a crian&ccedil;a cresce se torna mais dif&iacute;cil modificar o padr&atilde;o articulat&oacute;rio.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;"><strong>Marco</strong><br />O Marco chegou &agrave; terapia com 12 anos, um quadro de gaguez e uma altera&ccedil;&atilde;o articulat&oacute;ria (n&atilde;o era capaz de dizer o "lh"), chorou na primeira avalia&ccedil;&atilde;o de terapia da fala. Rapidamente confessou que n&atilde;o se sentia seguro porque era alvo de tro&ccedil;a pelos colegas e nunca era convidado para as festas dos amigos, sendo posto &agrave; parte. &Agrave; medida que a interven&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ou come&ccedil;ou a sentir-se mais confiante e a n&atilde;o ter medo de falar. Hoje j&aacute; diz o "lh" mas a sua gaguez ainda se revela um problema nalgumas situa&ccedil;&otilde;es, contudo o melhor dom&iacute;nio articulat&oacute;rio e a aquisi&ccedil;&atilde;o de algumas estrat&eacute;gias de controlo da sua gaguez fazem com que j&aacute; se sinta mais &agrave;-vontade e comece a integrar-se no seu grupo de pares.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Andr&eacute;</strong></h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">O Andr&eacute; chegou &agrave; terapia da fala com 11 anos com uma altera&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o do /r/ (fonema substitu&iacute;do por /g/) e em fase de mudan&ccedil;a de voz, era com as raparigas que se sentia menos &agrave;-vontade. Com muito empenho, rapidamente, come&ccedil;ou a melhorar e aprendeu a aceitar a sua voz, que estava em processo de mudan&ccedil;a.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Marta</strong></h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">A Marta regressou &agrave; terapia aos 13 anos, depois de ter sido acompanhada por volta dos 6 anos, com o intuito de colmatar a ocorr&ecirc;ncia de sigmatismo. Esta altera&ccedil;&atilde;o articulat&oacute;ria ocorria ainda esporadicamente, o que a deixava insegura perante os amigos e por isso voltava agora a incomod&aacute;-la.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Joel</strong></h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Joel, 17 anos, com dist&uacute;rbio da fala consequ&ecirc;ncia de uma fenda palatina, teve terapia da fala enquanto crian&ccedil;a mas no in&iacute;cio da puberdade apresentou uma recusa &agrave; terapia ou a mais interven&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas no l&aacute;bio. Esta recusa configurava uma defesa do Joel contra a depress&atilde;o, que preferia n&atilde;o ser confrontado com as suas dificuldades, "fazendo de conta" que elas n&atilde;o existiam.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Sentia-se seguro dentro do seu grupo familiar e de amigos que n&atilde;o o faziam confrontar-se com o defeito da fala. Contudo a perspetiva de entrar na faculdade e de ter que lidar com novas intera&ccedil;&otilde;es sociais conduziu a uma rea&ccedil;&atilde;o de ansiedade e depress&atilde;o que o levou &agrave; consulta de psicologia. Foi atrav&eacute;s do acompanhamento psicoterap&ecirc;utico que o Joel encontrou motiva&ccedil;&atilde;o para regressar &agrave; terapia da fala.</p>
<h4 style="font-size: 14px; font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Catarina</strong></h4>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Catarina tem 15 anos e apresenta uma perturba&ccedil;&atilde;o articulat&oacute;ria que se tem mostrado resistente &agrave; terapia da fala. Aparece em consulta de psicologia devido &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais face ao impacto que esta perturba&ccedil;&atilde;o da fala poder&aacute; ter no seu desenvolvimento pessoal e social.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Na verdade rapidamente se torna percet&iacute;vel a raz&atilde;o da fraca evolu&ccedil;&atilde;o em termos de terapia. A Catarina utilizou o seu defeito como uma "imagem de marca", que acabou por reverter em favor da sua popularidade entre os colegas. Retirava benef&iacute;cios secund&aacute;rios desta sua diferen&ccedil;a e por isso n&atilde;o estava emocionalmente dispon&iacute;vel para "melhorar".</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Em suma, para n&oacute;s que estamos de fora, estas altera&ccedil;&otilde;es podem at&eacute; ser encaradas com humor, mas, para o adolescente, muitas vezes se constituem como um handicap para as suas viv&ecirc;ncias sociais, o que ter&aacute; um impacto muito relevante na constru&ccedil;&atilde;o da sua identidade enquanto adultos. At&eacute; a pr&oacute;pria postura perante o mercado de trabalho poder&aacute; ser completamente alterada, na medida em que muitas vezes evitam cursos e profiss&otilde;es que envolvam o contacto direto com o p&uacute;blico.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Para bem dos nossos adolescentes torna-se primordial evitar uma atitude de desvaloriza&ccedil;&atilde;o e atribuir a estes problemas a real import&acirc;ncia que desempenham na sua vida. Neste contexto, &eacute; essencial procurar apoio de terapia da fala e/ou psicologia o mais cedo poss&iacute;vel para evitar o impacto negativo no futuro. &Eacute; importante salientar que, dependendo tamb&eacute;m do empenho do adolescente, alguns meses de acompanhamento podem ser suficientes para obter resultados favor&aacute;veis.</p>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">Tentemos colocarnos no papel do jovem: j&aacute; se sente diferente porque o seu corpo est&aacute; a mudar e sente-se diferente porque tem consci&ecirc;ncia que n&atilde;o "sabe falar", &eacute; caso para refletir sobre o que sentir&iacute;amos n&oacute;s no seu lugar?</p>
<h3 style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif;"><strong>Bibliografia</strong></h3>
<p style="font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px;">*&nbsp;<a href="http://www.dnoticias.pt/atualidade/madeira/313601-deficiencia-deve-ser-faladaabertamente-nas-escolas">http://www.dnoticias.pt/atualidade/madeira/313601-deficiencia-deve-ser-faladaabertamente-nas-escolas</a></p>
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