Preços tendem a subir 10%
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por: Revista Cobertura
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Data: Tue, 23 Oct 2012 Hora: 1:34 PM
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Fenacor entende que as seguradoras, proibidas de cobrarem taxa compensatória, repassarão as despesas para o custo final dos produtos, penalizando o consumidor provavelmente já a partir de janeiro de 2013
A extinção da taxa cobrada pelas seguradoras na emissão de apólices, a partir de janeiro próximo, determinada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), pesará no bolso do consumidor, na avaliação do presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Armando Vergilio dos Santos Júnior. Para ele, não haverá como evitar a transferência das despesas, cobertas pela taxa, para o custo final do seguro. “O preço do seguro de automóvel deverá sofrer reajustes médios de 10% provavelmente já no começo de 2013”, prevê.
Segundo ele, até o momento, há um custo de subscrição que inclui gastos não apenas com a emissão de apólices, mas também com as vistorias de veículos, atendimento (call center) e análise de risco, entre outros, que deixarão de ter suporte nos recursos captados na cobrança da emissão dos contratos. Armando Vergilio, que também é deputado federal (PSDGO), diz que para o corretor nada muda, pois continuará a receber sua comissão da seguradora normalmente. “Quem vai sofrer é o consumidor, que pagará muito mais pelo seguro, principalmente na carteira de veículos. É só comparar o preço cobrado agora e o que será válido em março do ano que vem”, assinala.
Ele lamenta que isso ocorra em um momento favorável para o mercado de seguros, que, na avaliação dele, deverá dobrar a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos cinco ou seis anos. Hoje a fatia é de pouco mais de 3%. “Inúmeras janelas de oportunidades se abrirão”, aposta.
Desafio
Para aproveitar ao máximo as oportunidades, Armando Vergilio considera necessário o investimento na capacitação profissional, no quadro de colaboradores, em tecnologia e, se for o caso, em outras parcerias.
A criação da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF), conhecida no mercado pela alcunha Segurobrás, também foi alvo de críticas do deputado. Ele conta que chegou a apresentar cinco emendas ao projeto, quando em tramitação na Câmara, com o intuito de reduzir o raio de atuação da estatal. As emendas foram rejeitadas. “ABGF é absolutamente desnecessária”, sustenta Armando Vergilio.
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