Pro Tools, Logic, Cubase, Nuendo, Sonar... Afinal, qual é o melhor programa de áudio? (PARTE III – O melhor dos tempos)

Ver PDF | Ver Impressão
por: Daniel Peixxe Total leituras: 204 Nº de Palavras: 1225 Data: Mon, 19 Sep 2011 Hora: 7:48 AM 0 comentários

 

    No texto anterior eu falei do surgimento dos teclados categorizados como Workstation. Apenas para recapitular: esses teclados resumiam em um único equipamento um Controlador, que nada mais é do que o teclado em si (teclas), um Gerador de Som, que nada mais é do que um módulo de som interno, e um Sequenciador, que nada mais é do que um software capaz de gravar, organizar, manipular e salvar as informações MIDI que serão redirecionadas ao gerador de som e à porta MIDI. Pois bem, esse é o conceito de uma estação de trabalho e foi justamente por ter trazido à luz esse conceito que os teclados Workstation deram uma das mais valiosas contribuições para a evolução da tecnologia musical. O que conhecemos hoje como DAW, Digital Audio Workstation, é a evolução natural desse conceito.

 

    No tempo em que os teclados Workstation surgiram, características como a Polifonia (número de vozes simultâneas), a capacidade de armazenamento de Eventos MIDI (dados que compõem uma sequencia), o número de pistas do sequenciador e a presença ou não de uma unidade de disquete (floppy disk 3.5”) para armazenamento externo de dados eram diferenciais importantíssimos e cada um desses itens encarecia, e muito, o valor final do produto. Veja você o que é a evolução da tecnologia: nos dias de hoje, uma estação de trabalho de áudio digital das mais simples tem um poder de fogo incrivelmente superior ao melhor dos teclados Workstation daqueles tempos. E ninguém se preocupa tanto com polifonia, número de eventos por música, quantidade de pistas. Que dirá com capacidade de armazenamento!

 

    A verdade é que as novas gerações de músicos tem a sorte de viver no melhor dos tempos. Hoje é possível ter uma estação de trabalho dedicada à música com uma infinidade de ferramentas de excelente qualidade por um preço relativamente irrisório. Registrar um trabalho não é mais um grande problema como era há poucos anos. Disponibilizar esse trabalho ao público também é relativamente simples em tempos de Youtube, Facebook, Blogs, sites convencionais - nos moldes da era “ponto com” -  ou alguma outra forma disponível na internet. Já não é mais necessário vender a alma a uma gravadora e entrar no jogo (sujo) de compra e venda de espaço (e pessoas) nos veículos de comunicação convencionais que imperaram durante século XX. É claro que esses veículos ainda tem (e sempre terão) enorme influência e são determinantes para abarcar um número bem maior de seguidores. Também é claro que as gravadoras ainda existem, embora muito enfraquecidas, e continuam fazendo esse mesmo jogo com bastante êxito, por incrível que pareça. Mas o que é legal salientar é que esse monopólio acabou. Eles já não são mais a única porta de entrada, o único meio de contato. E a tendência é que seu poder diminua ano após ano, como já vem acontecendo. Mas esse assunto é vastíssimo e foge do escopo do que estamos abordando aqui. Vou dedicar alguns textos exclusivamente sobre isso num futuro próximo.

 

    Pois bem: e quais são as opções que esse “Brave New World” nos oferece? Pro Tools, Logic, Cubase, Nuendo, Sonar... Afinal, qual é o melhor programa de áudio? Quer uma resposta curta e grossa? Prepare-se pois tenho certeza que será um tanto quanto decepcionante. Não existe O MELHOR programa de áudio. Decepcionado? Não fique! Isso é excelente porque implica em opções de escolha. Tenha certeza absoluta de uma coisa: sua música não será melhor se for gravada no Avid Pro Tools nem pior se for gravada em um Cakewalk Sonar. O Apple Logic poderá fazer muito pouco por uma música ruim assim como o Steinberg Cubase/Nuendo não será capaz, por si só, de estragar uma peça de boa qualidade. Voltamos ao princípio: o mais importante de tudo é o substrato, a criação musical.

 

    Felizmente, no atual estágio da indústria de softwares para produção de música, a maioria dos desenvolvedores oferece aos seus clientes programas fáceis de serem operados, com integração total de áudio e MIDI, todas as ferramentas básicas para uma boa captação, edição e finalização, além se manterem abertos para a utilização de softwares de expansão, os famosos plug-ins, que aumentam consideravelmente a eficiência dos programas. Porém, há um mito no ar de que o Pro Tools é a melhor DAW entre todas as DAWs disponíveis. Isso não é verdade. Repito: ISSO NÃO É VERDADE! Mas é verdade que o sistema da Avid adquiriu ao longo do tempo esse status. E por que ele adquiriu esse status? É o que veremos no próximo texto. Até lá!

 

    Abraços a todos,

 

    DANIEL PEIXXE

 

Sobre o Autor

Daniel Peixxe é músico, compositor, arranjador, tecladista e pianista e trabalha com produção musical há 20 anos.

 

http://danielpeixxe.blogspot.com




Pontuação: Não pontuado ainda


Comments

No comments posted.

Add Comment