Carteira deve superar R$ 330 bilhões até o fim do ano - ArtigoPT - Diretório de Artigos em Português

Carteira deve superar R$ 330 bilhões até o fim do ano

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por: Revista Cobertura Total leituras: 220 Nº de Palavras: 2635 Data: Thu, 29 Nov 2012 Hora: 11:58 AM 0 comentários

A captação de recursos em fundos de previdência aberta mostra que o brasileiro está convencido de que precisa poupar para realizar sonhos como aposentadoria tranquila, abertura de um negócio próprio, realizar uma viagem ou mesmo concluir um curso superior ou de pós-graduação. Os ativos da indústria registraram incremento de 24,7%, até setembro, acompanhando a evolução dos últimos anos, de 22% em 2010 e de 20,5% em 2011.

Segundo dados da FenaPrevi, a carteira de investimentos administrada pela indústria de previdência aberta totalizou R$ 255 bilhões e deve ultrapassar R$ 330 bilhões até o fim de dezembro. "O último trimestre do ano é muito forte para o setor, respondendo por aproximadamente 40% da arrecadação do ano", diz o vice-presidente da federação. Com grande otimismo, Osvaldo Nascimento aposta que a carteira de investimentos deverá alcançar R$ 1 trilhão em até cinco anos, lembrando que, em 1992, estava em R$ 3 bilhões.

Os planos individuais mantiveram a liderança absoluta na captação, com R$ 41,8 bilhões, avanço de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Os planos voltados para menores registraram o segundo maior crescimento (12%), para R$ 1,3 bilhão. Os planos empresariais caminham mais lentamente, com evolução de 4%, para R$ 4,7 bilhões até setembro. Esse é um nicho de mercado que representa uma grande oportunidade, segundo as empresas do setor.

"As pequenas e médias empresas buscam a previdência privada como opção de benefício para seus funcionários. Mais do que um benefício, a previdência tornou-se uma alternativa de retenção de talentos", afirma o vice-presidente de pessoas e previdência da SulAmérica, Renato Terzi. A expectativa da companhia é aumentar em 26% o número de segurados na carteira. Para tanto, lançou dois produtos direcionados a esse nicho.

O investimento em comunicação é uma das estratégias para alavancar a captação dos planos empresariais. Segundo pesquisa divulgada no 33º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, de cada cinco funcionários que recebem uma oferta de participar do plano empresarial, apenas um aceita. "Estamos criando um departamento para prestar um serviço especializado em educação financeira para ajudar o funcionário a planejar o seu futuro", diz Marcelo Borges, vice presidente de benefícios da Aon Hewitt, líder mundial em consultoria de benefícios e corretagem de seguros.

Outra aposta no crescimento do setor vem da inclusão de pessoas mais jovens na carteira de clientes. Os consumidores com mais de 50 anos formam o maior contingente da previdência complementar aberta, com 28,6%. Os poupadores de 40 a 50 anos constituem 23% do total de planos. Já os investidores entre 30 e 40 anos são o segundo maior grupo, com 25,7%. O grupo de 18 a 30 anos soma 15% dos participantes. Os menores representam 7,5% dos planos existentes.

A distribuição de renda também deverá ajudar a elevar as vendas em regiões fora do eixo São Paulo e Rio, acredita Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência. A região Sudeste concentra o maior volume de aportes no país, superando 65%. A região Sul é a segunda colocada com aproximadamente 13%, seguida pela região Nordeste, com 12% dos depósitos. Centro-Oeste responde por 7% e Norte por 2,5%. Na categorização por gênero, as mulheres representam 47,4% dos 11,1 milhões de participantes do sistema. Os homens lideram com 52,6%. (DB)

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