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SulAmérica vê ano melhor em 2013

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por: Revista Cobertura Total leituras: 183 Nº de Palavras: 2674 Data: Tue, 18 Dec 2012 Hora: 1:23 PM 0 comentários

Assim como foi 2012, por conta da queda da taxa básica de juros e a chegada de algumas concorrentes estrangeiras ao país, 2013 deve ser um ano de desafios para o setor de seguros na avalia- ção de Thomas Menezes, presidente da SulAmérica. Mas o executivo prevê um aumento nos preços de produtos, efeito tanto da queda da Selic como do movimento das seguradoras para recomposição de margens. “2012 está sendo um ano difí- cil, com muita concorrência e pressões nas margens e 2013 será ainda um ano de desafios”, afirma Menezes. “Independente dos fatores externos, alheios à nossa vontade (como queda dos juros) não há melhor setor de seguros no mundo nem outro país com o potencial do nosso”, acredita Menezes

Segundo o executivo, para ganhar mercado, muitas seguradoras praticaram preços baixos neste ano, o que não vai se sustentar e, além disso, as seguradoras tiveram menores receitas financeiras com suas aplica- ções por causa da velocidade com que a taxa básica de juros caiu, passando de 10,5% para 7,25% ao ano No caso da SulAmérica, o resultado financeiro caiu 14,9% nos nove primeiros meses do ano em relação a igual período do ano anterior para R$ 406 milhões.

Apesar deste cenário, Menezes diz que a companhia manterá a estratégia de priorizar margens de retorno e espera ter um crescimento médio parecido com o da indústria como um todo, em torno de 10% das receitas em prêmios em 2013

“O segmento de saúde pode crescer mais, principalmente entre as pequenas e médias empresas e no ramo odontológico”, acredita. Ainda neste quarto trimestre, o presidente-executivo da seguradora espera uma retomada nos números pelo impacto da sazonalidade de alguns segmentos como de saú- de. “O objetivo é chegar a um índice combinado abaixo de 100% até o final do ano”, diz. O índice combinado é um parâmetro que mede a eficiência operacional de uma seguradora. Quanto menor o patamar, mais eficiente é a companhia.

De acordo com Menezes, o setor de vida e previdência será uma das áreas de maior oportunidade de crescimento na estratégia da empresa nos próximos anos. Atualmente, a SulAmérica ocupa o 10º lugar no segmento vida e o 8º no de previdência privada, com R$ 3,6 bilhões em reservas. Para o executivo, a ascensão das classes D e C, assim como a melhora de emprego e renda desta população mostram que há potencial. “Essa população precisa de previdência e acreditamos que a demanda por estes produtos esteja apenas no começo”, afirma Renato Terzi, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica.

Outra área que se apresenta como desafio para a companhia no próximo ano a também pela queda nos juros- é o da gestão de ativos. “O investidor está querendo um nível maior de sofisticação tanto dos fundos quanto dos produtos de previdência”, afirma Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, sem detalhar se há no forno novos produtos. A gestora da SulAmérica administra R$ 21,9 bilhões em recursos.


ING

Uma possível venda de fatia societária pelo ING não afetará a estratégia da companhia, segundo o executivo. “Se eles (ING) decidirem vender, nosso principal acionista vai resolver quem pode ficar com essa participa- ção”, diz Menezes.

O ING vendeu recentemente suas participações em empresas na América Latina, mas silenciou sobre o Brasil, onde também havia mostrado interesse na venda.

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